O phishing é uma das principais ameaças à segurança digital e continua sendo um dos métodos mais utilizados por cibercriminosos para roubar informações pessoais, credenciais de acesso e dados corporativos. Embora seja frequentemente associado a e-mails falsos, esse tipo de golpe também pode ocorrer por mensagens de texto, aplicativos de conversa, redes sociais, ligações telefônicas e até por páginas fraudulentas exibidas em mecanismos de busca.
O nome phishing deriva da palavra inglesa fishing (pescar), fazendo referência à estratégia utilizada pelos criminosos: criar “iscas” convincentes para induzir as vítimas a fornecer informações confidenciais ou realizar ações que comprometam sua segurança. Entre os dados mais visados estão senhas, informações bancárias, números de cartões de crédito, credenciais corporativas e documentos pessoais.
Os ataques evoluíram significativamente nos últimos anos. Com o uso de inteligência artificial, páginas falsas cada vez mais realistas e técnicas avançadas de engenharia social, tornou-se mais difícil identificar tentativas de fraude apenas pela aparência de uma mensagem. Segundo o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, o fator humano esteve presente em 60% das violações de dados confirmadas, enquanto os ataques de engenharia social representaram 23% dos incidentes analisados. Esses números demonstram que a conscientização dos usuários continua sendo uma das principais formas de prevenção.
Neste artigo, você entenderá como funciona o phishing, conhecerá os principais tipos desse golpe, aprenderá a identificar tentativas de fraude e descobrirá quais medidas ajudam a reduzir os riscos para pessoas e empresas.
Entenda como funciona o Phishing
Diferentemente de outros ataques cibernéticos que exploram vulnerabilidades em sistemas ou dispositivos, o phishing tem como principal alvo as pessoas. Em vez de utilizar falhas técnicas para invadir uma rede, os cibercriminosos procuram convencer a vítima a realizar uma ação que comprometa sua própria segurança, como clicar em um link, abrir um anexo ou informar dados confidenciais.
Uma das formas mais comuns desse golpe é o phishing por e-mail. Nesse tipo de ataque, a vítima recebe uma mensagem que aparenta ser legítima e, geralmente, apresenta um senso de urgência para incentivar uma ação imediata. O objetivo pode ser direcionar o usuário para uma página falsa, solicitar credenciais de acesso ou induzir o download de um arquivo malicioso.
Para entender melhor como esse tipo de golpe é aplicado na prática, confira o vídeo abaixo:

Para tornar o golpe mais convincente, é comum que os criminosos utilizem a identidade visual, os nomes e a linguagem de empresas conhecidas ou de pessoas com quem a vítima já possui algum relacionamento. Bancos, serviços de tecnologia, plataformas de streaming, transportadoras e até colegas de trabalho estão entre os remetentes mais frequentemente utilizados para dar credibilidade à fraude.
Quanto mais convincente for a mensagem, maiores são as chances de que o usuário clique em um link, abra um anexo ou forneça informações confidenciais sem perceber que está diante de uma tentativa de golpe.
Esses links e anexos podem direcionar a vítima para páginas fraudulentas criadas para capturar credenciais de acesso ou instalar softwares maliciosos, como trojans, spyware e ransomware. Dependendo do objetivo do ataque, o comprometimento pode resultar no roubo de informações pessoais, acesso indevido a sistemas corporativos ou na infecção de dispositivos utilizados pela empresa.
Qual é o papel da engenharia social?
Como vimos, o sucesso de um ataque de phishing depende muito mais do comportamento da vítima do que de falhas tecnológicas. É nesse contexto que entra a engenharia social, um conjunto de técnicas utilizadas para influenciar pessoas e levá-las a realizar ações que favoreçam o ataque.
Em vez de explorar vulnerabilidades em sistemas, os cibercriminosos exploram fatores como confiança, distração, urgência e curiosidade. Para isso, criam mensagens e situações que parecem legítimas, fazendo com que a vítima forneça informações confidenciais, clique em links maliciosos ou execute arquivos sem perceber os riscos envolvidos.
Essas abordagens podem ocorrer por diferentes canais, como e-mails, mensagens de texto, aplicativos de conversa, redes sociais e até ligações telefônicas. Em todos os casos, o objetivo é conquistar a confiança do usuário para obter credenciais de acesso, dados financeiros ou outras informações sensíveis.
Por esse motivo, a conscientização dos colaboradores é uma das principais medidas de prevenção contra ataques de phishing. Quando os usuários aprendem a identificar sinais de fraude e adotam boas práticas de segurança, a empresa reduz significativamente as chances de que tentativas de engenharia social resultem no comprometimento de contas, dispositivos ou dados corporativos.
Quais os principais tipos de phishing?
Os ataques de phishing podem assumir diferentes formatos, mas todos têm o mesmo objetivo: induzir a vítima a fornecer informações confidenciais, realizar uma ação indevida ou instalar um software malicioso. Conhecer as principais modalidades ajuda a identificar tentativas de fraude e reduzir os riscos para usuários e empresas.
Spear phishing
O spear phishing é um ataque direcionado a uma pessoa ou grupo específico. Antes de enviar a mensagem, os criminosos coletam informações sobre a vítima, como cargo, empresa ou área de atuação, tornando o golpe mais personalizado e convincente.
Esse tipo de ataque é frequentemente utilizado para obter credenciais corporativas, acessar sistemas internos ou instalar malwares em ambientes empresariais.
Whaling
O whaling é uma variação do spear phishing voltada para executivos, diretores e outros profissionais que ocupam cargos estratégicos na organização.
As mensagens costumam simular comunicações relacionadas a assuntos financeiros, jurídicos ou administrativos, explorando a autoridade e a responsabilidade desses profissionais para aumentar as chances de sucesso do golpe.
Smishing
O smishing utiliza mensagens SMS para enganar as vítimas. Geralmente, o conteúdo informa uma suposta entrega, problema bancário, atualização cadastral ou outra situação que desperte curiosidade ou preocupação, incentivando o clique em um link fraudulento.
Com o crescimento do uso de dispositivos móveis, essa modalidade continua sendo amplamente utilizada por criminosos.
Vishing
No vishing, o contato ocorre por meio de ligações telefônicas ou chamadas realizadas por aplicativos de comunicação. Os criminosos se passam por representantes de bancos, empresas de tecnologia, órgãos públicos ou equipes de suporte técnico para convencer a vítima a fornecer informações confidenciais ou realizar procedimentos que comprometam sua segurança.
Phishing por e-mail
O phishing por e-mail continua sendo uma das modalidades mais comuns. Os criminosos enviam mensagens que aparentam ser legítimas para induzir a vítima a acessar páginas falsas, baixar arquivos maliciosos ou informar credenciais de acesso.
Por ser um canal amplamente utilizado nas empresas, esse tipo de ataque continua sendo uma das principais portas de entrada para incidentes de segurança.
Phishing em mecanismos de busca
Também conhecido como SEO poisoning, esse ataque utiliza páginas fraudulentas que aparecem entre os resultados de mecanismos de busca ou em anúncios patrocinados. Ao procurar por serviços, sistemas ou empresas conhecidas, o usuário pode ser direcionado para um site falso, criado para capturar credenciais ou distribuir malware.
Essa técnica reforça a importância de verificar cuidadosamente o endereço do site antes de informar qualquer dado ou realizar downloads.
Você sabe identificar esse tipo de ataque?
Um ataque de phishing pode gerar consequências que vão desde o comprometimento de contas pessoais até o acesso indevido a sistemas corporativos, vazamento de informações confidenciais e prejuízos financeiros. Em muitos casos, um único clique em um link fraudulento é suficiente para dar início a um incidente de segurança.
Por isso, é fundamental que colaboradores e usuários saibam reconhecer os principais sinais de uma tentativa de fraude. Mensagens com tom de urgência, solicitações inesperadas de informações, erros de escrita, remetentes desconhecidos e links suspeitos são alguns dos indícios que merecem atenção.
Além da conscientização, as empresas devem estabelecer políticas de uso seguro da internet e promover treinamentos periódicos para que os colaboradores consigam identificar e reportar tentativas de phishing antes que elas comprometam a segurança da organização.
A tecnologia também desempenha um papel importante nesse processo. Soluções de controle de acesso à internet e filtragem DNS ajudam a reduzir a exposição dos usuários a páginas fraudulentas e domínios utilizados em campanhas de phishing. Integradas a outras camadas de segurança, essas ferramentas fortalecem a proteção da empresa e contribuem para um ambiente de navegação mais seguro.
Como o controle de acesso à internet ajuda a prevenir ataques de phishing?
O controle de acesso à internet pode complementar as ações de conscientização e treinamento dos colaboradores ao reduzir a exposição a sites maliciosos e páginas utilizadas em campanhas de phishing.
Por meio da filtragem de domínios e categorias de conteúdo, é possível estabelecer políticas de navegação para diferentes grupos de usuários e impedir o acesso a endereços identificados como potencialmente perigosos. Dessa forma, mesmo quando um colaborador se depara com um link suspeito, existe uma camada adicional de proteção entre o usuário e o conteúdo.
Esse tipo de controle também permite centralizar as políticas de acesso à internet, facilitando a aplicação de regras de segurança em diferentes dispositivos e usuários da organização. Com isso, a empresa consegue combinar orientação dos colaboradores com mecanismos tecnológicos de prevenção.
Lumiun DNS como camada adicional de proteção
O Lumiun DNS oferece controle de acesso à internet baseado em DNS, permitindo aplicar políticas de navegação e bloquear domínios associados a ameaças conhecidas.
A solução também possibilita criar regras de acesso de acordo com as necessidades da organização, além de disponibilizar gerenciamento centralizado e relatórios para acompanhar a utilização da internet e apoiar a equipe de TI na gestão da rede.
O objetivo não é substituir outras ferramentas de segurança, mas complementar a estratégia de proteção da empresa, adicionando uma camada preventiva ao acesso à internet.
Quando combinado com treinamento dos colaboradores, proteção de endpoints, atualização dos sistemas, autenticação multifator e backups, o controle de acesso contribui para uma abordagem de segurança em múltiplas camadas.
Como se proteger contra phishing
O phishing continua sendo uma das principais formas utilizadas para enganar usuários e obter acesso a informações, contas e sistemas. Como os golpes podem assumir diferentes formatos, reconhecer mensagens suspeitas e adotar hábitos seguros de navegação são atitudes importantes para reduzir os riscos.
Nas empresas, a proteção deve combinar conscientização dos colaboradores com recursos tecnológicos. Treinamentos, políticas de segurança, proteção dos dispositivos e controle de acesso à internet formam diferentes camadas que ajudam a reduzir a exposição às tentativas de fraude.
Nesse contexto, soluções como o Lumiun DNS podem complementar a estratégia de segurança ao permitir o controle da navegação e o bloqueio de domínios associados a ameaças conhecidas. Com políticas centralizadas, a empresa também consegue administrar o acesso à internet de acordo com as necessidades de cada grupo de usuários.
A combinação dessas medidas torna a prevenção mais consistente e ajuda a criar um ambiente digital mais seguro para colaboradores, sistemas e informações da organização.
FAQ
O que é phishing?
Phishing é um golpe digital que utiliza mensagens, sites ou outros meios de comunicação falsos para induzir a vítima a fornecer informações, clicar em links ou realizar ações que favoreçam o criminoso.
Como identificar um e-mail de phishing?
Observe o remetente, o endereço dos links, erros ou inconsistências na mensagem e solicitações inesperadas de informações. Mensagens que criam senso de urgência também merecem atenção.
Quais são os principais tipos de phishing?
Entre os principais estão o phishing por e-mail, spear phishing, whaling, smishing, vishing e ataques que utilizam mecanismos de busca para direcionar usuários a páginas fraudulentas.
O phishing pode instalar vírus no computador?
Sim. Links e anexos utilizados em campanhas de phishing podem direcionar o usuário para páginas maliciosas ou iniciar o download de softwares capazes de comprometer o dispositivo.
O phishing pode afetar empresas?
Sim. Um ataque pode resultar no roubo de credenciais, comprometimento de contas, acesso indevido a sistemas e exposição de informações corporativas.
Como evitar ataques de phishing?
A prevenção envolve conscientização dos usuários, treinamento periódico, autenticação multifator, proteção dos dispositivos, atualização dos sistemas e controle de acesso à internet.
O controle de acesso à internet ajuda a evitar phishing?
Sim. Soluções de filtragem e controle de acesso podem bloquear domínios associados a ameaças conhecidas e reduzir a exposição dos usuários a páginas utilizadas em campanhas de phishing.





