A segurança cibernética é um tema cada vez mais estratégico para empresas de todos os portes. Com a digitalização dos processos e o aumento da dependência de sistemas conectados à internet, também cresce a necessidade de proteger informações críticas contra ataques capazes de interromper operações, comprometer dados e gerar prejuízos financeiros. Entre as principais ameaças está o ransomware, um dos tipos de ataque mais recorrentes e prejudiciais para organizações públicas e privadas.
O ransomware é um malware desenvolvido para bloquear ou criptografar arquivos, sistemas e dados, impedindo que a empresa acesse suas próprias informações. Em troca da recuperação do acesso, os criminosos exigem o pagamento de um resgate. Atualmente, muitos grupos também utilizam estratégias de dupla extorsão, copiando dados confidenciais antes da criptografia e ameaçando divulgá-los caso a vítima não atenda às exigências.
A evolução desse tipo de ataque acompanha o avanço da tecnologia. Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report 2026, o custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4,99 milhões, enquanto os ataques impulsionados por inteligência artificial cresceram 56% em relação ao ano anterior. Esse cenário demonstra que a prevenção deve combinar tecnologia, processos e conscientização dos usuários para reduzir riscos e fortalecer a segurança da informação.
Neste artigo, você entenderá como ocorre um ataque de ransomware, quais são as principais formas de prevenção e quais medidas ajudam a proteger a empresa, reduzir a superfície de ataque e minimizar os impactos caso um incidente aconteça.
Como ocorre o ataque
Na maior parte dos casos, um ataque de ransomware começa quando um usuário é induzido a realizar uma ação aparentemente legítima, como clicar em um link malicioso, abrir um anexo de e-mail ou acessar um site comprometido. Essas técnicas fazem parte da engenharia social, um conjunto de estratégias utilizadas para explorar a confiança e o comportamento humano, em vez de vulnerabilidades exclusivamente técnicas.
Além dos e-mails fraudulentos, conhecidos como phishing, os cibercriminosos também utilizam páginas falsas que imitam sites confiáveis, anúncios maliciosos, credenciais comprometidas e falhas de segurança em sistemas desatualizados para distribuir o malware e obter acesso ao ambiente corporativo.
De acordo com o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, o fator humano esteve presente em 60% das violações de dados confirmadas, enquanto os ataques de engenharia social representaram 23% dos incidentes analisados. Esses números reforçam que a conscientização dos usuários continua sendo uma das principais camadas de proteção contra ataques de ransomware.
Depois que o malware é executado, ele pode criptografar arquivos armazenados no computador da vítima, em servidores e até em compartilhamentos de rede aos quais o usuário tenha acesso. Sem a chave de descriptografia, os dados tornam-se inacessíveis, comprometendo a continuidade das operações da empresa.
Atualmente, muitos grupos criminosos adotam a chamada dupla extorsão. Antes de criptografar os arquivos, eles copiam documentos confidenciais e ameaçam divulgar essas informações caso o resgate não seja pago. Essa prática aumenta significativamente os riscos financeiros, operacionais e reputacionais para as organizações afetadas.
Durante o ataque, normalmente é exibida uma mensagem com instruções para contato e negociação do resgate. Essa comunicação pode aparecer em um arquivo de texto, na área de trabalho ou na tela inicial do sistema comprometido, informando os próximos passos definidos pelos criminosos.
Uma das formas mais eficazes de reduzir esse risco é impedir que usuários acessem conteúdos potencialmente maliciosos antes mesmo que o ataque aconteça. Soluções de filtragem DNS e controle de acesso à internet ajudam a bloquear domínios utilizados em campanhas de phishing, distribuição de malware e outras ameaças digitais, adicionando uma camada preventiva à estratégia de segurança da informação.
Veja como um ataque de ransomware acontece na prática
Entender o funcionamento de um ataque de ransomware ajuda a identificar comportamentos de risco e a compreender por que medidas preventivas, como controle de acesso à internet, backups e conscientização dos usuários, são tão importantes para a segurança da informação.
No vídeo abaixo, mostramos como esse tipo de ameaça atua, quais são os principais vetores de infecção e por que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficiente para proteger empresas contra o sequestro de dados.

Medidas preventivas – como prevenir e evitar o ransomware
As principais formas de reduzir o risco de um ataque de ransomware estão relacionadas à adoção de boas práticas de segurança da informação. Embora não exista uma solução única capaz de eliminar completamente os riscos, a combinação de políticas, tecnologias e conscientização dos colaboradores fortalece a proteção da empresa e reduz significativamente as chances de um incidente.
Cuidado com e-mails e sites falsos
O primeiro passo é estabelecer um protocolo de educação que busque informar os usuário quanto a sua responsabilidade para com os dados e informações da empresa. É necessário orientar os colaboradores e gestores sobre os riscos a que podem expor os dados quando clicam em um link de um e-mail ou visitam um site sem ter prestado atenção sobre a origem do e-mail, o endereço do site e a sua veracidade.
Controle de acesso à internet
A conscientização dos colaboradores continua sendo uma das medidas mais importantes para prevenir ataques de ransomware. Grande parte das infecções começa quando um usuário interage com um e-mail fraudulento, um link malicioso ou um site falso criado para capturar credenciais ou instalar malware.
Por isso, é fundamental promover treinamentos periódicos sobre segurança digital, orientando colaboradores e gestores a identificar sinais de tentativas de phishing, verificar a autenticidade de remetentes, desconfiar de solicitações inesperadas e evitar o download de arquivos de fontes desconhecidas.
Além da capacitação, políticas claras de uso da internet ajudam a reduzir a exposição a conteúdos potencialmente perigosos e reforçam uma cultura de segurança dentro da organização.
Antivírus
Os antivírus continuam sendo uma camada importante da estratégia de segurança, especialmente quando combinados com soluções modernas de proteção de endpoint (Endpoint Protection ou EDR). Essas ferramentas monitoram continuamente o comportamento dos dispositivos, identificando atividades suspeitas e bloqueando ameaças antes que elas comprometam os arquivos da empresa.
Independentemente da solução utilizada, é essencial manter as assinaturas de detecção atualizadas e realizar verificações periódicas para identificar possíveis riscos.
Atualizações de software
Manter sistemas operacionais, aplicativos e equipamentos sempre atualizados é uma prática indispensável para reduzir vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos.
Grande parte das atualizações disponibilizadas pelos fabricantes corrige falhas de segurança conhecidas. Quando essas correções deixam de ser aplicadas, os sistemas permanecem expostos a ataques que poderiam ser evitados com uma rotina adequada de gerenciamento de patches.
Permissões de acesso
Controlar corretamente as permissões de acesso é uma medida que reduz significativamente o impacto de um eventual ataque.
Cada colaborador deve possuir acesso apenas aos arquivos, sistemas e informações necessários para desempenhar suas atividades. Esse conceito, conhecido como princípio do menor privilégio, limita a movimentação do malware pela rede e reduz a quantidade de dados que podem ser comprometidos caso uma conta seja invadida.
Também é recomendável revisar periodicamente essas permissões, principalmente após mudanças de função, desligamentos ou reestruturações internas.
Contas de usuário de nível administrativo
Contas com privilégios administrativos devem ser utilizadas apenas quando realmente necessárias. Quanto maior o número de usuários com permissões elevadas, maior também é o risco de comprometimento da infraestrutura caso uma dessas credenciais seja explorada.
Sempre que possível, atividades administrativas devem ser realizadas por contas específicas e separadas das contas utilizadas no dia a dia. Essa prática reduz a superfície de ataque e dificulta a movimentação lateral de invasores dentro do ambiente corporativo.
Medidas de continuidade do negócio – como proceder após o ataque
Mesmo com uma estratégia de prevenção bem estruturada, nenhuma empresa está completamente imune a incidentes de segurança. Por isso, além de investir na prevenção, é fundamental possuir um plano de resposta que permita reduzir impactos, acelerar a recuperação e garantir a continuidade das operações.
Veja algumas medidas que ajudam a empresa a responder de forma mais eficiente após um ataque de ransomware.
Análise de danos
Após identificar um possível ataque, o primeiro passo é avaliar a extensão do incidente. É importante identificar quais sistemas, dispositivos, servidores e arquivos foram comprometidos, além de verificar se houve movimentação lateral na rede ou possível exfiltração de dados.
Esse levantamento permite que a equipe responsável priorize as ações de contenção, minimize impactos operacionais e defina uma estratégia segura para a recuperação do ambiente.
Verificação das vulnerabilidades
Depois de conter o incidente, é fundamental identificar como o ataque ocorreu. Essa análise permite descobrir vulnerabilidades exploradas, credenciais comprometidas, falhas de configuração ou outros fatores que contribuíram para a invasão.
Com essas informações, a empresa pode corrigir os pontos de vulnerabilidade, revisar políticas de segurança e implementar medidas adicionais para reduzir o risco de novos incidentes.
Além disso, documentar todo o processo contribui para o aprimoramento do plano de resposta a incidentes e fortalece a postura de segurança da organização.
Recuperação de backup
Manter backups atualizados continua sendo uma das medidas mais importantes para garantir a continuidade do negócio após um ataque de ransomware.
Sempre que possível, a recuperação dos sistemas deve ser realizada a partir de cópias íntegras e previamente testadas, armazenadas de forma isolada do ambiente principal. Essa prática reduz o risco de que os próprios backups também sejam comprometidos durante o ataque.
De acordo com o Sophos State of Ransomware 2025, 54% das organizações conseguiram restaurar seus dados utilizando backups, reforçando que essa continua sendo uma das principais estratégias de recuperação após um incidente.
Da mesma forma, é recomendável adotar a estratégia 3-2-1 de backup, mantendo pelo menos três cópias dos dados, armazenadas em dois tipos diferentes de mídia, sendo uma delas offline ou imutável. Essa abordagem aumenta a resiliência da empresa e reduz significativamente os impactos causados por ataques de ransomware.
Escolha a sua ferramenta da segurança para evitar ataques futuros
Prevenir ataques de ransomware exige uma abordagem baseada em múltiplas camadas de segurança. Medidas como manter sistemas atualizados, realizar backups periódicos, utilizar soluções de proteção para endpoints e conscientizar os colaboradores são fundamentais para reduzir riscos. Nesse conjunto, o controle de acesso à internet desempenha um papel importante ao impedir que usuários acessem páginas utilizadas para distribuir malware, realizar ataques de phishing ou explorar vulnerabilidades.
O Lumiun DNS complementa essa estratégia ao oferecer uma camada de proteção baseada em DNS. Antes que a conexão com um site seja estabelecida, a solução analisa a solicitação e pode bloquear o acesso a domínios maliciosos, páginas fraudulentas e outras ameaças conhecidas. Essa atuação preventiva reduz as oportunidades de comprometimento da rede e ajuda a impedir que ataques avancem para etapas mais críticas.
Além da proteção contra ameaças, o Lumiun DNS permite criar políticas de acesso personalizadas para diferentes redes, unidades ou grupos de usuários. Também oferece filtros de conteúdo, gerenciamento centralizado em nuvem e relatórios que auxiliam a equipe de TI a acompanhar eventos, identificar comportamentos de risco e aperfeiçoar continuamente as políticas de segurança da organização.
Mais do que bloquear sites, a proposta é oferecer maior controle sobre a navegação corporativa e fortalecer a segurança da informação de forma simples e escalável. Quando integrado às demais boas práticas de segurança, o Lumiun DNS contribui para reduzir a superfície de ataque e aumentar a resiliência da empresa diante das ameaças digitais.
Conclusão: prevenir o ransomware é mais eficiente do que remediar seus impactos
O ransomware continua sendo uma das principais ameaças à segurança da informação e evolui constantemente com novas técnicas de ataque, incluindo o uso de inteligência artificial e estratégias de dupla extorsão. Diante desse cenário, investir apenas na recuperação após um incidente já não é suficiente.
A melhor estratégia é combinar prevenção, monitoramento e preparação. Isso significa manter backups atualizados, corrigir vulnerabilidades, capacitar os colaboradores, restringir acessos desnecessários e utilizar soluções que impeçam o contato com sites maliciosos antes que o ataque aconteça.
Ao adotar uma abordagem baseada em múltiplas camadas de proteção, as empresas reduzem riscos operacionais, fortalecem a continuidade do negócio e aumentam a resiliência frente às ameaças digitais.
Se sua organização busca reforçar a segurança da navegação e reduzir a exposição a sites maliciosos, vale a pena conhecer como o Lumiun DNS pode complementar sua estratégia de proteção, oferecendo controle de acesso à internet, filtragem de conteúdo e políticas centralizadas para redes corporativas.
FAQ
O que é ransomware?
Ransomware é um tipo de malware que bloqueia o acesso a arquivos ou sistemas, geralmente por meio de criptografia. Em muitos casos, os criminosos também roubam dados e exigem um pagamento para restaurar o acesso ou evitar a divulgação das informações.
Como acontece um ataque de ransomware?
Os ataques geralmente começam por e-mails de phishing, sites maliciosos, vulnerabilidades em sistemas ou credenciais comprometidas. Depois de acessar a rede, o ransomware pode se espalhar e criptografar arquivos importantes da empresa.
Pagar o resgate garante a recuperação dos dados?
Não. O pagamento não garante que os arquivos serão recuperados ou que os dados roubados não serão divulgados. Por isso, a recomendação é investir em prevenção, backups e um plano de resposta a incidentes.
O backup protege contra ransomware?
O backup facilita a recuperação dos dados após um ataque, mas não impede que ele aconteça. Para ser eficaz, deve ser mantido atualizado e armazenado de forma isolada do ambiente principal.
Um antivírus é suficiente para proteger contra ransomware?
Não. O antivírus é apenas uma das camadas de proteção. A segurança também depende de atualizações, backups, autenticação multifator, treinamento dos usuários e controle de acesso à internet.
Como reduzir o risco de ransomware na empresa?
A melhor estratégia é combinar diferentes medidas de segurança, como atualização de sistemas, proteção de endpoints, backups, conscientização dos colaboradores e bloqueio de sites maliciosos.
Como o controle de acesso à internet ajuda a prevenir ransomware?
Ao bloquear o acesso a domínios maliciosos e páginas de phishing antes que a conexão seja estabelecida, o controle de acesso à internet reduz uma das principais portas de entrada utilizadas pelos ataques de ransomware.
Qual é a diferença entre malware e ransomware?
Malware é qualquer software criado para causar danos ou roubar informações. Ransomware é um tipo específico de malware que criptografa arquivos e exige um resgate para restaurar o acesso.
Qual é a melhor forma de prevenir um ataque de ransomware?
Não existe uma única solução. A prevenção depende da combinação de backups, atualização de sistemas, autenticação multifator, proteção de endpoints, treinamento dos usuários e controle de acesso à internet.






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