Uso indevido do celular no trabalho pode causar demissão por justa causa

Você sabia que o uso indevido do celular no ambiente de trabalho pode causar uma demissão por justa causa?

Para os profissionais que utilizam constantemente o celular no ambiente de trabalho, é importante saber que esse uso exagerado pode colocar em risco o seu emprego.

Atualmente, a Justiça do Trabalho entende que as empresas podem demitir o colaborador que faz uso indevido do aparelho celular e de aplicativos como WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter e vários outros serviços nos smartphones, durante o expediente.

Nesses casos, inclusive, a demissão pode ser por justa causa, fazendo com que o empregado perca acesso a vários direitos trabalhistas, como a multa do Fundo de Garantia. Além disso, essa demissão também prejudica a imagem do profissional no mercado de trabalho.

Para o Judiciário, as empresas têm respaldo jurídico e legal para controlar ou mesmo proibir o uso de aparelhos celulares no ambiente de trabalho, da mesma forma que podem controlar o uso da Internet dos seus colaboradores, desde que exista a ciência desse controle por parte dos colaboradores da empresa.

Segundo o advogado especialista em direito e processos do trabalho, Guilherme Neuenschwander, caso não esteja expressamente escrito que é proibido, o que vale nessa instância é a lei trabalhista. “A lei trabalhista tem a possibilidade de aplicar medidas coercitivas no ambiente de trabalho quando houver abuso de direito. A chave é o profissional não deixar o celular atrapalhar a produtividade, tendo em mente que foi contratado para exercer tarefas específicas e que precisa cumpri-las”, esclarece o advogado.

Legislação, direitos e uso indevido do celular

O uso indevido de celulares ou da internet é capaz de configurar desvio de conduta profissional. Isso faz com que as empresas tenham o direito de impedir que o colaborador faça ligações ou acesse aplicativos do celular durante o horário de trabalho. Porém, não podem proibir o uso em casos de doença na família do colaborador.

Em decisão recente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) não concedeu indenização a um profissional que teve a mão esmagada por uma “prensa” ao tentar pegar o aparelho celular que deixou cair no equipamento. Na decisão, a relatora do processo considerou que o empregado agiu de forma imprudente.

Em outro caso julgado pelo TST, um operador de telemarketing teve a demissão por justa causa mantida por insubordinação e indisciplina ao usar o celular no trabalho, o que era proibido pela empresa onde trabalhava.

Os profissionais devem entender que existem funções e atividades incompatíveis com a mobilidade e o desvio de atenção derivado do uso do celular.

Por exemplo, um trabalhador não deve operar uma máquina industrial e falar ao telefone, ou ainda usar a internet ou celular durante a realização de atividades que exijam concentração e sejam relevantes aos resultados da empresa.

Do lado das empresas, os gestores devem primeiramente formalizar e deixar as regras transparentes para todos os colaboradores em um documento específico, como esse modelo de documento sobre política de uso da internet e celulares nas empresas. Há também um modelo de documento específico sobre a política de uso do celular na empresa.

Caso os colaboradores não cumpram as regras, o ideal é aplicar advertências e penalidades, a demissão deve ser a última alternativa, somente quando os profissionais não quiserem aceitar ou cumprir as determinações impostas pela empresa.

No Brasil ainda não existem leis específicas sobre o uso do celular e da internet no trabalho, mas a Justiça entende que no ambiente corporativo, o tempo dos colaboradores deve se restringir a atividades relacionadas ao trabalho e vinculadas à empresa.

Com isso, qualquer atividade pessoal pode ser considerada desvio de conduta. Portanto, é coerente aos profissionais respeitar as regras da empresa com o objetivo de manter e aumentar a produtividade da equipe e evitar demissões.

Dessa forma, entendemos que as organizações têm liberdade e autonomia quanto a restringir o uso do celular e sobre a política de uso dos aparelhos e da internet no trabalho.

Mas independente de qual seja essa política da empresa, o profissional deve ter critérios e prezar pelo seu bom desempenho profissional, evitando o uso exagerado do celular e seus aplicativos, mantendo assim a sua boa produtividade e levando à empresa melhores resultados.

Devo proibir o uso do celular na minha empresa?

Estamos em pleno século 21, onde a grande maioria da população possui um aparelho móvel com internet e acesso à redes sociais, entretenimento, informações e muito mais. Porém, nem todas as pessoas sabem fazer uma utilização correta dessa tecnologia, principalmente se tratando do ambiente corporativo.

Assuntos de cunho pessoal, conversas aleatórias, muitas vezes acabam parando dentro da sua empresa e isso faz com que o tempo dos colaboradores seja desperdiçado e as tarefas trabalhistas fiquem em segundo plano.

Se você percebeu que na sua empresa essa dispersão existe, os profissionais estão desmotivados e não conseguem se focar e uma atividade por causa do uso do celular, é de grande relevância que você estabeleça regras de utilização ou até mesmo a proibição, visando maior produtividade.

No entanto, você também pode utilizar uma ferramenta de gestão de internet, que auxilia para que os colaboradores não tenham um acesso completo à internet no celular, e sim conforme forem estabelecidas as permissões de acesso por você, gestor.

Como restringir o uso da internet e celulares

Antes de tudo, gestores e colaboradores devem ter bom senso e buscar o equilíbrio. É possível definir restrições e ao mesmo tempo permitir alguns serviços e horários em que os colaboradores possam realizar atividades pessoais importantes na internet, evitando assim o uso indevido do celular e uma possível demissão.

Mas é imprescindível saber que a legislação reserva às organizações o direito de monitorar, restringir e criar regras para evitar a perda de produtividade dos seus colaboradores.

Ao aplicar qualquer tipo de controle, é necessário que a empresa informe o colaborador, formalizando esse procedimento através de um documento que descreva a política de uso da internet e celulares na empresa, o que comprova a ciência do colaborador.

Além de restringir o uso e acesso ao celular, é possível implementar regras e controlar os aplicativos usados, utilizando serviços de gerenciamento do uso da Internet, como o Lumiun.

 

E na sua empresa, de que forma é encarado o uso do celular e da internet pelos colaboradores? Compartilhe sua experiência e opinião nos comentários.

Ranking de velocidade de internet coloca o Brasil abaixo da 70º posição

A empresa Speedtest, conhecida pelo serviço de avaliação de velocidade de internet para computadores e dispositivos móveis, mantém o ranking mundial de velocidade de internet fixa e móvel, chamado Speedtest Global Index.

Atualizado mensalmente, o ranking avalia bilhões de testes de velocidade de rede realizados por usuários em todo o mundo, tanto em computadores como em smartphones.

Internet no Brasil

Os resultados para o Brasil são desanimadores, o que já é esperado devido à carência de infraestrutura e a falta de incentivo de governos e instituições para melhorias na internet em todo país.

Considerando o ranking de julho de 2017, para internet fixa o Brasil ocupa o 72º lugar, com média para download de 16.42 MBs, ficando atrás de países como Porto Rico (46), Uruguai (58), Mongólia (59) e Armênia (68). Na internet fixa o resultado é ainda pior, onde ocupamos o 76º lugar, com média de download de 14.91 MBs, atrás de Equador (64), Peru (71) e Irã (74).

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Média de velocidade de internet fixa e móvel no Brasil (julho de 2017).

Internet móvel

Os países com melhor conexão de internet móvel são: Noruega com média de velocidade de download em 52.49 MBs, Holanda com 46.94 MBs e Hungria com 46.24 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet móvel (julho de 2017)

Internet fixa

Para a internet fixa, outros países se destacam, em primeiro Singapura com uma velocidade média de conexão de 154.38 MBs, em segundo Coréia do Sul com 125.69 MBs e terceiro Hong Kong com 117.21 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet fixa (julho de 2017)

 

Como os dados do ranking mostram, infelizmente ainda temos muito que evoluir quanto a qualidade de internet no Brasil. Primeiro investindo em melhor infraestrutura de comunicação e redes e depois em incentivos para as empresas e provedores investirem na oferta de melhores serviços de conectividade para empresas e residências.

Celular se torna o principal meio de acesso à internet no Brasil, aponta Cetic.br

Em pesquisa realizada anualmente pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao NIC.br, foi constatado que em 2015 os celulares ultrapassaram os computadores como sendo o dispositivo mais utilizado para acesso à internet no Brasil.

Entre os usuários de internet no Brasil, que são 58% da população com 10 anos ou mais, 89% acessam a internet pelo celular, enquanto 65% acessam através de computadores “desktops”, notebook ou tablets. Em 2014 eram 80% dos acessos em computadores e 67% pelos smartphones.

Em 2014, 19% dos usuários de internet acessavam a rede apenas pelo telefone celular, esse número saltou para 35% em 2015. Isso mostra a relevância que os smartphones têm atualmente no cotidiano das pessoas, pois o aparelho centraliza o uso de vários serviços ligados à tecnologia, como acesso ao e-mail, redes sociais, comunicação com amigos, colegas e família, acesso aos sistemas de banco e tantos outros serviços disponíveis através dos dispositivos móveis.

Os dados são da pesquisa TIC  Domicílios 2015, realizada pelo Cetic.br. A pesquisa também mostrou que a proporção de domicílios com acesso à Internet (51%) permaneceram estáveis em relação a 2014 e que entre os domicílios com acesso à Internet, 79% possuíam Wi-Fi em 2015, um crescimento de 13% em relação a 2014.

Em relação ao tipo de conexão utilizada pelos usuários de Internet no celular, 87% conectam via Wi-Fi, ultrapassando o acesso via redes 3G e 4G, que fica em 72%.

Trazendo esses dados para o ambiente corporativo, temos um situação que exige acompanhamento por parte dos gestores, já que o uso do celular no ambiente de trabalho para atividades pessoais pode ocasionar desperdício de tempo dos colaboradores e afetar a produtividade da equipe. Como já falamos aqui no blog, o uso dos smartphones pode consumir até 2 horas por dia dos profissionais no ambiente de trabalho.

Dessa forma, é necessário que as empresas acompanhem o rendimento dos seus colaboradores. Pois em equipes onde o rendimento não é satisfatório, isso pode estar ocorrendo devido ao desperdício de tempo e falta de concentração gerados pelo uso exagerado dos celulares ou outros serviços na internet.

Se esse problema de baixa produtividade e falta de foco dos colaboradores estiver ocorrendo na sua empresa, é importante utilizar soluções que permitem monitorar e até controlar o que é acessado na internet nos smartphones e compudadores conectados à rede da empresa. Outra prática que vem crescendo nas empresas é exigir que os colaboradores mantenham seus celulares guardados e fora do alcance, ficando permitido o uso dos aparelhos somente em situações de urgência. Há um modelo de documento para a política de uso do celular na empresa.

Em conjunto com a TIC  Domicílios 2015, também é realizada a pesquisa TIC Empresas, que busca medir a presença das tecnologias de informação e comunicação nas empresas com 10 ou mais profissionais.

Se quiser saber mais como gerenciar o uso da internet na rede da sua empresa de forma simples e acessível, converse com nossos consultores.