Segurança da informação nas empresas: proteção da rede, sistemas atualizados e educação dos usuários

Devido aos riscos gerados por ataques e pelos números de incidentes com segurança da informação, dar a devida atenção a esse tema deve fazer parte da estratégia dos gestores e responsáveis por setores de tecnologia nas empresas.

A edição semestral do Relatório de Ameaças Cibernéticas 2018 da SonicWall, traz dados preocupantes em relação ao número de malwares, ataques de Ransomware e demais ameaças existentes. De acordo com o relatório, a quantidade de ataques vem crescendo em nível recorde desde 2017 e não mostrou sinais de redução no primeiro semestre de 2018. Somente nos dois primeiros meses de 2018 foram registrados 5,99 bilhões de ataques de malware em todo o mundo. Em relação aos ataques de Ransomware, que haviam reduzido entre 2016 e 2017, voltaram a crescer: somente no primeiro semestre de 2018 tivemos a quantia de 181,5 milhões de ataques, o que representa um crescimento de 229% em relação ao mesmo período de 2017.

No Brasil, o número de ataques cibernéticos praticamente dobrou nos primeiros 6 meses de 2018. Nesse período foram detectados 120,7 milhões de ataques, o que representa um aumento de 95,9% em relação ao ano anterior. O Brasil também concentra 55% de todos ataques de Ransomware da América Latina, onde o principal foco são empresas. Em 2017 foram registrados 134 mil incidentes de Ransomware em empresas brasileiras. E como a maioria dos ataques de segurança não são relatados, estima-se que os incidentes fiquem perto de 350 mil.

Embora empresas de todos os setores sofram com incidentes de segurança como a perda de dados, os segmentos mais visados nos ataques são os da saúde, finanças e manufatura, já que estes possuem uma dependência muito maior dos dados e da disponibilidade de sistemas.

Diante desse cenário alarmante, a pergunta que todos gestores devem fazer: o que fazer para manter a empresa protegida contra os riscos de segurança?

A resposta para essa pergunta é muito ampla e complexa, principalmente porque uma rede e os dados das empresas podem sofrer ataques de inúmeras formas diferentes e de origens distintas. Por exemplo, a rede e os computadores podem estar bem protegidos com Firewall e antivírus atualizado, mas se um usuário conectar um pendrive infectado em algum computador, um vírus pode infectar a rede, ou então se qualquer usuário clicar em link nocivo de algum e-mail falso, seu computador pode ser infectado e a rede ser comprometida.

Por isso quando se fala em segurança da informação, deve-se sempre buscar uma visão ampla dos riscos e a palavra chave para evitar incidentes é sempre: PREVENÇÃO!

Embora seja muito difícil estar completamente protegido, com algumas medidas até mesmo simples, é possível reduzir consideravelmente os riscos de ataques de Malware e Ransomware. Empresas e profissionais especializados apontam 3 pontos a serem abordados nas medidas tomadas na empresa:

  • Proteção da rede e da navegação na Internet
  • Manutenção e atualização constante de sistemas
  • Orientação dos usuários para identificar riscos e prevenir ataques

Vamos abordar cada um desses pontos em separado de forma mais detalhada:

Proteção da rede e da navegação na Internet

Para manter a rede da empresa protegida é fundamental a utilização de um Firewall, com regras e bloqueios adequadamente configurados e atualizados. A solução de Firewall é bastante ampla e pode ser implementada de forma simples com regras padrão para proteção contra vulnerabilidades mais conhecidas ou uma implementação mais completa e complexa, com proteção em diferentes camadas de rede e níveis de riscos.

Uma das principais portas de entrada para ataques e incidentes é a navegação na internet, usuários sem atenção podem facilmente clicar em links desconhecidos ou mensagens de e-mail falsas, que levam para sites nocivos, os quais instalam um malware na rede, muitas vezes sem a percepção do próprio usuário. Depois que o vírus está dentro da sua rede, é muito difícil evitar problemas maiores, como sequestro de dados, que é o tipo de ataque muito comum hoje em dia, conhecido como Ransomware.

Para evitar esse tipo de situação é importante proteger e controlar a navegação, através de ferramentas que evitam o acesso a sites nocivos e permitam até mesmo a restrição de alguns tipos de conteúdo que apresentam maiores riscos, como sites de download, jogos, violência e pornografia.

Claro que é sempre importante avaliar o investimento necessário para ficar protegido, no mercado existem soluções avançadas a custos altíssimos, geralmente viáveis apenas para empresas de grande porte, mas também há soluções práticas e acessíveis, que mantenham a rede protegida de forma confiável e eficiente.

Para definir a solução de Firewall e proteção da navegação a ser utilizada deve ser feito uma análise das alternativas, avaliando o investimento necessário, custos de manutenção e atualizações e a relação dos benefícios com o investimento.

São muitas as alternativas, começando por soluções complexas com servidores de rede em Linux com firewall, proxy e outros serviços. Também pode ser utilizado o pfSense como alternativa de software livre ou ainda soluções conhecidas como Firewall UTM, opções do mercado são o SonicWall, FortinetJuniper Networks, Sophos, entre outros. Essas soluções têm como característica comum a necessidade de alto investimento em equipamentos e necessidade de manutenção constante por profissionais especializados.

Para empresas que buscam uma solução eficiente e profissional, sem precisar de alto investimento e grande envolvimento de profissionais técnicos especializados, uma excelente alternativa é o sistema da Lumiun Tecnologia, que oferece possibilidade de proteção com Firewall e controle da navegação de forma prática e eficiente, com custos bem acessíveis e ótima relação entre retorno e investimento. A solução tem uma implementação bastante simples e pode ser gerenciada até mesmo por usuários sem conhecimento técnico em TI, o que torna a manutenção e atualizações muito mais fácil e com menor custo.

Manutenção e atualização constante de sistemas

As formas de ataque mudam e evoluem constantemente, geralmente explorando vulnerabilidades de sistemas e servidores de rede ou a falta de conhecimentos e curiosidade dos usuários.

Fabricantes de sistemas e antivírus acompanham em tempo real o surgimento de novos métodos ou técnicas de ataque e sempre que identificado algo novo, rapidamente implementam correções e a proteção adequada em seus sistemas.

Por isso é fundamental manter todo e qualquer sistema utilizado na sua empresa sempre atualizado! Atualizar periodicamente os sistemas operacionais e navegadores como o Chrome, utilizar uma versão de antivírus credenciada mantendo sempre atualizado, além de revisar as políticas de segurança e configurações de roteadores para identificar possíveis falhas ou vulnerabilidades na rede.

Entre as medidas mais importantes e eficientes para prevenção é a utilização de um bom antivírus. Não é recomendado a utilização de versões gratuitas de antivírus nas empresas, pois as atualizações podem demorar e a proteção pode ficar ineficiente. As melhores opções de antivírus são:

Orientação dos usuários para identificar riscos e prevenir ataques

Tão importante quanto as medidas anteriores, é orientar os usuários a identificarem possíveis ameaças e evitarem ações que possam permitir a entrada de algum vírus. Antes de qualquer medida a ser implementada, comece orientando os colaboradores da sua empresa sobre os riscos e prejuízos, formas de ataque e o que fazer para evitar incidentes.

Os criminosos buscam explorar a falta de conhecimento e curiosidade dos usuários, enviando mensagens falsas por e-mail, com assuntos populares ou se passando por pessoas conhecidas e confiáveis, induzindo os usuários a clicarem em links contidos no conteúdo das mensagens, que direcionam para sites nocivos, essa técnica é conhecida como phishing.

Esses métodos usam técnicas de engenharia social, tentando enganar os usuários com mensagens que parecem verdadeiras. Por exemplo mensagens de cobranças bancárias, ofertas e promoções de produtos ou oportunidades de trabalho. Ao clicar em um link nocivo desses, o usuário será direcionado para uma página falsa, que pode capturar dados importantes ou instalar um vírus, malware ou Ransomware na rede, que uma vez instalado, fica muito difícil evitar problemas maiores.

O ideal é que a empresa defina regras e tenha um manual para uso seguro dos equipamentos de tecnologia e da internet.

Outro item que deve ter atenção e orientação para os colaboradores, é quanto a utilização de senhas seguras. Mais de 50% das falhas em segurança da informação tem relação com a utilização de senhas fracas e inseguras. Portanto é importante a empresa compartilhar com os profissionais orientações para criação de senhas e gestão de contas de usuários.

Mesmo tomando todas essas medidas, nunca será possível afirmar que a sua rede e informações da sua empresa estão 100% seguras. Por isso, nunca deixe de ter uma política de backup adequada, fazendo cópia dos dados relevantes periodicamente e armazenando essas informações em locais distintos e protegidos.

Não espere passar por situações críticas como perda de dados para tomar medidas de prevenção!

As medidas abordadas nesse artigo podem ser implementadas sem maiores investimentos e esforços e com certeza podem evitar muita dor de cabeça para você como gestor ou responsável pela área de tecnologia da sua empresa.

Se você tem alguma consideração ou sugestão sobre o que fazer para manter as empresas seguras na internet, compartilhe conosco nos comentários!

Tendências de segurança da informação para 2018 e como ficar protegido

O ano de 2017 ficou marcado por muitos acontecimentos no mundo da segurança da informação. Tivemos o enfático 12 de maio e os ataques de Ransomware com o WannaCrypt, onde milhares de empresas e organizações de todo o mundo foram afetadas, além de várias outras ondas de ataques a nível mundial.

Esses acontecimentos mostraram o quanto o mundo corporativo está vulnerável em relação a segurança da informação e reafirmaram a necessidade de investimentos em prevenção contra ataques virtuais e proteção de dados corporativos. Infelizmente o tema Segurança da Informação ainda não é prioridade e a maioria das empresas não possui políticas para utilização da tecnologia e internet, procedimentos de prevenção e controles eficientes para gerir vulnerabilidades e atenuar riscos e prejuízos em caso de ataques.

A sequência de ataques ressalta que o mercado também deve considerar a expansão do cibercrime, em especial em forma de Ransomware, que, com a utilização de criptomoedas para movimentações financeiras, dificulta o rastreio e identificação dos criminosos.

É claro que, com os incidentes de segurança e prejuízos financeiros causados, muitas lições já foram aprendidas e até mesmo comprovadas. A principal é que nenhuma empresa está 100% segura, já que as formas de ataquem mudam constantemente e as vulnerabilidades estão nos mais variados pontos, como por exemplo os próprios usuários. Outra lição é sobre a importância das informações das empresas e a necessidade de proteção dos dados, independentemente do tamanho das organizações, grandes corporações e pequenas empresas podem ter prejuízos enormes ou simplesmente deixar de operar sem acesso aos dados e sistemas do seu negócio.

Esse cenário também não é novidade, organizações e empresas da área reforçam de forma permanente a necessidade de se dar maior atenção a cibersegurança. E criar políticas que possam prevenir incidentes, orientar usuários e proteger infraestruturas e informações corporativas é muito mais que uma tendência, atualmente é uma urgência.

Felizmente algumas mudanças estão sendo percebidas e ganharão força em 2018, segundo o Gartner o investimento em segurança da informação crescerá 8% nesse ano. Como tendência se destaca a necessidade de medidas continuadas de prevenção, acompanhando a evolução dos riscos e formas de ataques. Não basta investimento em infraestrutura ou sistemas de segurança, sem acompanhamento e atualização mensal e até diária, qualquer solução pode se tornar ineficiente ou obsoleta em poucos dias.

Embora seja praticamente impossível ficar totalmente protegido, com um planejamento adequado e medidas devidamente bem executadas, é possível se prevenir de muitos problemas. Para auxiliar nesse planejamento listamos alguns pontos que sua empresa deve direcionar atenção e investimentos em relação a segurança da informação:

Comece orientando os usuários

Em pesquisa realizada pela PWC constatou-se que 41% dos incidentes de segurança no Brasil tem origem nos próprios colaboradores da empresa, acima da média mundial que é de 35%. Outra pesquisa realizada pela Intel mostrou que somente 3% dos usuários são capazes de identificar um ataque de phishing.

Com a falta de conhecimento e atenção dos usuários, praticamente 4 em cada 10 incidentes ocorre a partir do mau uso dos recursos de tecnologia e internet por parte dos usuários. Por exemplo, clicando em mensagens de e-mail falsas ou links desconhecidos em sites duvidosos da rede, um erro simples como esse pode abrir a porta para instalação de vírus ou Ransomware na rede da empresa.

Por isso orientar e treinar os usuários para que consigam identificar riscos e utilizem a internet de forma segura, é fundamental. Os usuários também precisam entender da sua responsabilidade em relação ao uso da tecnologia e prejuízos causados por possíveis incidentes, dessa forma irão utilizar os recursos de maneira mais responsável no ambiente corporativo.

Sistemas de segurança e antivírus (sempre atualizados)

Um bom sistema de antivírus é uma das formas mais eficaz de prevenir e combater ataques contra a rede corporativa e informações da empresa. Para uma proteção mais confiável, o recomendado é adquirir um bom sistema de antivírus, que tenha suporte técnico disponível e atualizações diárias.

Para atuação em nível de rede, também é recomendado possuir um sistema de firewall na rede corporativa, onde é possível criar bloqueios entre a internet e a rede interna da empresa. Da mesma forma é importante manter esses sistemas devidamente atualizados para que consigam barrar ataques que surgem diariamente em diferentes formatos.

Política para uso dos recursos de tecnologia

Hoje em dia a utilização da tecnologia e internet faz parte do cotidiano dos colaboradores no ambiente de trabalho, com o uso dos computadores, smartphones, sistemas gerenciais, e-mails, navegação na internet e tantas outras atividades.

Como a tecnologia e a internet são muito amplas e estão tão presentes, é necessário definir de que forma esses recursos podem ser usados no ambiente de trabalho. Por exemplo, usar um pendrive pessoal com vírus na empresa pode contaminar toda a rede, e acessar sites de jogos ou pornografia no trabalho, que geralmente contém links para sites nocivos, pode abrir uma porta para ataques virtuais.

Gestão e controle do uso da internet

A internet é a principal porta de entrada para incidentes e falhas de segurança, que podem ocorrer de inúmeras formas. Por exemplo, não é raro um usuário clicar em um link de uma mensagem falsa no e-mail corporativo, que irá direcioná-lo para um site nocivo na rede, que por sua vez irá instalar (de forma oculta) um vírus na máquina do usuário. Com o vírus instalado e combinado a outras vulnerabilidades, como a utilização de senhas fracas, é possível ter acesso a rede interna da empresa, servidores e dados corporativos. Essa é a mecânica da maioria dos ataques virtuais.

Considerando o exemplo, seria possível evitar o acesso a sites nocivos na internet através de ferramentas de controle de navegação, que possam identificar esses riscos.

Em relação ao uso da internet, também é importante orientar os usuários sobre os riscos da rede, qualquer erro ou falta de atenção pode tornar a empresa vulnerável a ataques. Para isso pode-se criar um documento conteúdo orientações e diretrizes sobre o uso da internet, informando a política da empresa em relação ao uso da rede.

Política de senhas seguras

Estima-se que 90% das senhas são vulneráveis e poderiam ser descobertas com facilidade por sistemas especializados.

Considerando que a senha é o principal recurso para comprovar a autenticidade de um usuário e proteger o acesso em sistemas de bancos, sistemas gerenciais, contas de e-mail, redes sociais e tantos outros sistemas, é muito importante seguir algumas dicas e recomendações na criação e gerenciamento de senhas.

Backup de dados

Manter uma (ou mais) cópia(s) de todos os dados da empresa é fundamental. Tente imaginar sua empresa sofrer algum tipo de ataque ou perder todos dados corporativos de alguma forma (planilhas, banco de dados de sistemas, dados de cliente e vendas, e-mails etc.), com certeza os prejuízos são imensos.

Infelizmente milhares de empresas no Brasil já passaram por essa situação com ataques de Ransomware (sequestro de dados). Se sua empresa não possuir cópia das informações, pode ficar na mão dos criminosos, tendo que pagar para ter acesso aos dados, sem garantias de que os dados serão resgatados com integridade.

Hoje em dia com recursos em nuvem manter cópias atualizadas se tornou bastante acessível e prático. Veja alguns pontos que devem ser avaliados para uma boa política de backups:

  • periodicidade: mensal, semanal, diário, a cada hora?
  • tempo de armazenamento: guardar cópias semanais por 10 semanas, cópias diárias por 30 dias?
  • nível de cada backup: integral, diferencial, incremental?
  • mídia ou local de armazenamento: em nuvem, HDs externo, fitas?
  • origem dos dados: arquivos, planilhas, documentos, bancos de dados, e-mails?

Como já foi dito, não há uma maneira de garantir 100% de proteção contra os riscos da rede. Mas com algumas medidas preventivas como as mencionadas acima, é possível prevenir incidentes e evitar problemas como perda de dados do negócio.

Por fim, não deixe de dar a devida atenção à segurança da informação na sua empresa, os riscos são muito altos, os prejuízos podem ser elevados e os criminosos estão cada vez mais ativos e audaciosos.

Ameaças Cibernéticas: porque as empresas devem se preocupar?

Não é novidade que nos últimos anos aumentaram os números de ataques virtuais contra as empresas, sendo que um dos maiores foi um ataque Ransomware, que aconteceu no último dia 12 de maio.

No entanto, percebe-se que grande parte das empresas não está criando políticas de privacidade, ou aumentando a segurança no uso da internet, em prol de evitar esse tipo de ataque ou invasão.

É o que aponta uma pesquisa realizada pela empresa Control Risks, consultoria global especializada em gestão de riscos políticos, de segurança e de integridade. O levantamento foi feito com base em dados de 482 executivos de negócios.

Segundo dados levantados pela pesquisa, 77% dos entrevistados acreditam que a diretoria da empresa é a principal responsável pela gestão de segurança cibernética das organizações. Enquanto 46% dos entrevistados acreditam que o alto escalão de executivos de suas empresas não dão a devida importância ao tema “segurança cibernética” e 31% das organizações estão muito ou extremamente preocupadas que sofrerão um ataque cibernético no próximo ano.

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Com o intuito de entender como as organizações se relacionam com a segurança cibernética, a pesquisa questionou sobre a estrutura interna das empresas e suas condições para resolver crises, ameaças e crimes virtuais e 45% afirmam que avaliar e gerenciar riscos cibernéticos são seus maiores desafios em relação à segurança cibernética.

Enquanto 32% afirmaram que as empresas nas quais atuam não realizaram no último ano uma avaliação dos riscos oferecidos por ameaças cibernéticas a seus negócios.

Em torno 28% das empresas que sofreram um ataque cibernético, enfrentaram ações reguladoras ou policiais e 26% perderam clientes.

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O levantamento aponta ainda que 35% dos entrevistados admitem que sua empresa já sofreu com uma brecha de segurança cibernética.

Outro dado que chama atenção no estudo é o de que 53% das organizações avaliam as medidas de segurança cibernéticas de parceiros e provedores apenas por meio de cláusulas contratuais. O relatório ressalta que os ataques cibernéticos aumentaram 11% no último ano, na América. A América Latina, em especial, ainda aparece como um alvo crítico de ameaças virtuais, segundo a pesquisa. Só no México, os ataques aumentaram 30%.

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Para a realização da pesquisa foram ouvidos executivos nas Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e África no início deste ano e deu origem ao relatório Cyber Security Landscape 2017.

Com isso, pode-se perceber que esse tema deve ser mais abordado no dia a dia das empresas em geral, em busca de encontrar estratégias e soluções que possam auxiliar no aumento da segurança na internet das empresas, evitando ataques que possam vir à trazer enormes prejuízos.

Você sabe o que é Phishing? Entenda agora mesmo

Phishing é um tipo de fraude realizada de forma eletrônica. Essa fraude tem como objetivo adquirir dados pessoais do usuário, como CPF, números de contas bancárias, senhas, RG, dentro outros dados sigilosos.

Antes o phishing tinha também como foco roubar arquivos como músicas, documentos e imagens pessoais, porém foi se modernizando e aumentando a sua forma de atuação, sendo ataques cada vez mais perigosos e podendo causar muitos problemas para as empresas.

Se você tiver uma conta de e-mail ou perfil de mídia social, é provável que você tenha encontrado um phishing de algum tipo antes. Em uma frase, o phishing é a tentativa fraudulenta de roubar informações pessoais pela engenharia social: o ato de decepção criminal.

Os primeiros casos de phishing

Esses casos ocorreram há mais de vinte anos. No início dos anos 90, os atacantes visavam a plataforma America Online (AOL), uma vez popular, usando mensagens instantâneas para enganar os usuários para divulgar suas senhas.

Não demorou muito para que esses atores de ameaça identifiquem metas de maior valor, pressionando vítimas inocentes para “verificar suas informações de cobrança” contra a ameaça de exclusão de contas urgente. Por meio desta evolução, não só os grupos criminais podem obter as credenciais AOL das vítimas, como também a conta bancária e os detalhes do cartão de pagamento.

AOL intensificou suas operações antifraude, implementando novas medidas para expulsar proativamente as contas envolvidas no phishing. Este foi um movimento decisivo que levou os atacantes a pular navios em busca de novas oportunidades.

Mais de 400 mil sites de phishing detectados por mês em 2016

De acordo com o relatório Webroot Phishing Threat Trends, de dezembro de 2016, mais de 400 mil sites de phishing foram detectados por mês no último ano.

Os ataques de phishing usam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas de que podem confiar no que estão vendo e podem fornecer dados importantes. Por exemplo, um e-mail falso solicitando informações pessoais para um processo judicial, ou uma página falsa imitando perfeitamente o site de um banco e solicitando senhas.

Os ataques de phishing têm se tornado cada vez mais sofisticados e desenvolvidos para obter informações sensíveis. A maior parte dos ataques atualmente usa ferramentas que automatizam a criação dos sites de phishing, fazendo com que existam por menos de 24 horas – o tempo médio de vida é de 15 horas. Isso torna mais difícil que as ferramentas de segurança tradicionais possam bloquear este tipo de ameaça hoje em dia.

Hal Lonas, CTO da Webroot, afirmou que “anos atrás, esses sites poderiam durar semanas ou meses, dando às organizações tempo suficiente para bloquear o método de ataque e prevenir que mais vítimas caíssem no golpe. Agora, os sites de phishing aparecem e desaparecem no tempo de uma pausa para café, deixando todas as organizações, não importa o tamanho, em um risco sério e imediato de ataques de phishing”.

Fonte: Webroot Quarterly Threat Update

 

Exemplo de site de phishing com endereço incorreto
Site de phishing com endereço incorreto

 

Exemplo de email falso, no qual o destino do link não é o banco
Email falso, no qual o destino do link não é o banco

Como remover e prevenir o phishing?

Não existe uma forma de remover ameaças de phishing, elas podem definitivamente ser detectadas. Ter uma forma de monitorar do seu site e manter a cautela com relação ao que deveria e não deveria estar presente lá. Se possível, mude os arquivos principais do seu site de forma regular.

Para se prevenir contra o phishing são necessários alguns cuidados especiais, como por exemplo:

  • Não abra anexos contidos em e-mail que não foram solicitados anteriormente.
  • Tenha bons hábitos e não responda links adicionados a e-mails não solicitados.
  • Proteja suas senhas e sempre utilize senhas seguras.
  • Verifique a URL do site. Em muitos casos de phishing, o endereço de e-mail pode parecer legítimo, mas a URL pode estar com erro de grafia ou o domínio pode ser diferente (.com quando deveria ser .gov). Isso geralmente denuncia na hora a utilização de phishing.
  • Mantenha seu navegador atualizado e utilize atualizações de segurança do seu computador e sistema.

 

4 recursos para aumentar a segurança dos dados da sua empresa

O mundo do trabalho mudou bastante, atualmente é normal que os computadores estejam sempre conectados à Internet, e que o acesso a ela seja feito também por outros dispositivos, como celulares e tablets. As empresas atuais estão trabalhando cada vez mais com recursos de computação em nuvem, ganhando eficiência e produtividade através de benefícios como acesso aos dados sem limites geográficos, maior agilidade em processos e na troca de informações entre colaboradores, menor investimento em equipamentos e manutenção, redução de custos de depreciação de máquinas. Estes são apenas alguns dos benefícios que Cloud Computing oferece às empresas.

Ao mesmo tempo, com o aumento da conectividade das empresas, pessoas e dispositivos, também aumenta a vulnerabilidade dos sistemas e usuários a hackers, vírus e tantas outras ameaças. Para diminuir os riscos, conheça 4 recursos para aumentar a segurança dos dados que trafegam na rede e nos computadores da sua empresa, ampliando a proteção e a produtividade na utilização da Internet.

Antivírus é primordial para segurança dos dados

É muito importante utilizar um bom software antivírus, atualizado. Outros mecanismos de proteção da rede são complementares e atualmente não substituem o antivírus, que continua sendo fundamental. Os pacotes gratuitos oferecem um nível básico de proteção, porém normalmente sua licença não permite uso comercial.

Para uma proteção mais efetiva, legalizada, e com melhor cobertura de suporte técnico, é recomendado que as empresas invistam na aquisição de licenças de antivírus. O valor não é tão alto e traz uma segurança que vale a pena. Lembre-se que nenhum antivírus oferece 100% de proteção, e continua sendo importante a orientação dos usuários, por exemplo, para que não cliquem em links suspeitos recebidos que chegam por e-mail.

Atualizações de software

Desenvolvedores, hackers e pesquisadores descobrem falhas em software diariamente. Várias dessas falhas geram vulnerabilidades, afetando a segurança de programas que muitas vezes são largamente utilizados a nível mundial, inclusive na sua empresa. Essas vulnerabilidades podem expor as informações do seu negócio a situações inseguras, incorrendo em vazamento de informações, perda de dados e problemas de integridade de arquivos.

Quer um exemplo? O software Adobe Flash Player, que possivelmente está instalado no seu computador, tem um grande número de atualizações anuais e a maioria delas corrige vulnerabilidades que potencialmente podem permitir a um invasor tomar o controle do sistema. Você têm atualizado seu Flash Player?

O Microsoft Windows também disponibiliza muitas atualizações anuais, e caso essas atualizações não sejam realizadas as empresas correm um risco muito grande de invasões, como aconteceu no dia 12 de maio com um dos maiores ataques de Ransomware da história, o WannaCrypt.

Por isso, é recomendado que se mantenha ativada a configuração que permite a instalação automática de atualizações de segurança.

Backup de dados

Para entender a importância de fazer cópia de segurança dos dados e documentos da sua empresa, imagine, de repente, a sua empresa perder todas suas planilhas financeiras, controles gerenciais, dados comerciais, informações de clientes, dos produtos e serviços oferecidos e históricos dos seus colaboradores. É muito difícil imaginar a profundidade do impacto de uma situação dessas em uma empresa. O prejuízo será enorme, e haverá comprometimento de todas atividades administrativas e comerciais da empresa.

Para evitar essa situação, é essencial manter uma estratégia de backup bem estruturada. Quanto mais automatizada for a tarefa de realizar o backup, maior a chance de tê-lo em dia quando houver a necessidade de uma restauração de dados. Não custa lembrar que deverá haver cópias armazenadas em local diferente do local original dos dados. De modo geral, deve-se analisar:

  • a periodicidade: mensal, semanal, diário, a cada hora?
  • o tempo de retenção: guardar cópias semanais por 10 semanas, cópias diárias por 30 dias?
  • o nível de cada backup: integral, diferencial, incremental?
  • a mídia: fitas LTO, HD USB externo, armazenamento em nuvem?
  • a origem dos dados: arquivos, bancos de dados, e-mails?

Além de tudo isso, deve-se documentar e testar periodicamente o processo de restauração: a real utilidade de um backup não é o backup em si, mas sim a restauração bem sucedida.

Gerenciamento de acesso à Internet

Ter uma boa cultura na empresa para o uso dos recursos de tecnologia pode reduzir riscos, pois motiva os colaboradores a se comportarem de forma adequada, evitando, por exemplo, a instalação de programas desnecessários e o acesso a sites suspeitos. No entanto, na maioria das vezes, apenas essa medida não é suficiente.

Um sistema de gerenciamento do acesso à Internet é um excelente recurso para garantir o bom uso dos computadores e da Internet, aumentando a segurança durante a navegação, assegurando a produtividade dos colaboradores e a integridade das informações da empresa.

Esse tipo de serviço, além oferecer uma camada adicional de proteção contra vírus e sites maliciosos, ajuda o gestor da empresa a controlar e bloquear o acesso a sites de risco. Sites que podem vir a conter arquivos infectados ou mecanismos nocivos, e também a sites considerados fora do escopo do trabalho da empresa, como jogos, apostas, redes sociais, vídeos, download de arquivos e pornografia, que pode até mesmo acarretar demissão por justa causa. Esse controle pode ser aplicado a todos os dispositivos conectados à rede da empresa, inclusive tablets e smartphones.

Uma opção para o gerenciamento de acesso à Internet na empresa é o Lumiun. O serviço adiciona uma camada de segurança à sua rede, protegendo os usuários do acesso a sites perigosos, e além disso permite controlar e obter relatórios sobre o acesso à Internet realizado pelos colaboradores.

Você curtiu essas dicas de 4 recursos para aumentar a segurança de dados da sua empresa? Então continue com a visita em nosso blog, leia agora mesmo o texto “5 passos simples para proteger o seu e-mail de ameaças virtuais” e saiba como manter o seu e-mail saudável!

12 de maio: o dia em que o mundo acordou para os ataques de Ransomware!

No dia 12 de maio, um ataque de Ransomware, reconhecido como sendo um dos maiores ataques já realizados, chamou a atenção do mundo inteiro. Sistemas de informação de empresas e de serviços públicos, como o Tribunal de Justiça de São Paulo, Ministério Público de São Paulo, INSS, Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, Telefónica, KPMG, Mapfre, BBVA e milhares de empresas em todo o mundo, tiveram parte de seus sistemas inacessíveis.

Como tudo começou…

O Ransomware pode vir em muitas formas. Neste ataque em específico, os hackers internacionais exploraram uma vulnerabilidade em versões antigas e não corrigidas do Microsoft Windows. A Microsoft corrigiu a vulnerabilidade em seus sistemas operacionais mais recentes em março e, no dia 12 corrigiu versões antigas do Windows. As estimativas sugerem que o ataque afetou mais de 200 mil computadores em pelo menos 150 países.

Os hackers utilizaram ferramentas pertencentes à Agência de Segurança Nacional, dos Estados Unidos (NSA), causando grandes problemas em diversos serviços públicos e empresas. Porém, uma informação que chamou a atenção foi que se essa falha foi corrigida em março, os computadores afetados não estavam com sistema operacional atualizado, conforme determinam as cartilhas de segurança.

O Ransomware denominado WannaCrypt sequestrou e criptografou os dados dos equipamentos infectados, que no caso eram os que não tinham atualizações recentes do sistema operacional. Após esse sequestro as vítimas foram instruídas a pagar aproximadamente US$ 300 (cerca de R$ 1.000 na cotação atual) para conseguir recuperar os arquivos infectados.

Como o pagamento deve ser feito em bitcoins, uma moeda virtual que permite que os criminosos tenham quantas carteiras (repositório que armazena o dinheiro virtual) desejarem para receber o valor exigido, sem ser identificados, o recomendado é não pagar os valores que são pedidos, pois não existe qualquer garantia de que os dados serão recuperados.

Quem parou o ataque?

Ainda na sexta-feira (12), o dia em que os ataques tiveram o seu “pico”, um jovem pesquisador britânico de 22 anos e um engenheiro de segurança da informação dos Estados Unidos pararam os ataques, evitando que se espalhassem por outros países. O britânico que trabalha em uma empresa de inteligência contra ameaças desativou o WannaCrypt após descobrir um domínio (endereço de internet) associado à propagação do malware.

Para seguir contaminando mais computadores, o vírus verificava se este site estava no ar ou não. O rapaz comprou o domínio por um valor equivalente a R$ 33 e até chegou a ser levantada a possibilidade do seu envolvimento com os ataques de Ransomware, mas depois foi entendido que ele ativou um mecanismo de pausa no processo de propagação do WannaCrypt.

No entanto, existe uma preocupação quanto aos computadores que estão em rede interna e estiveram desconectados da internet desde o momento da ativação do mecanismo de pausa, nos quais é possível que o vírus siga se alastrando. Além disso, versões sem a verificação online também podem circular, eternizando esse ciclo do Ransomware.

Mas afinal, o que é Ransomware?

Ransomware é um tipo de ameaça digital que bloqueia o acesso aos seus arquivos e dados, exigindo o pagamento de um resgate para o desbloqueio. É uma forma de extorsão por meio do sequestro de dados. Não é uma novidade no meio tecnológico, pois nasceu ainda nos anos 80, porém hoje em ascensão esse tipo de crime virtual é uma das formas preferidas dos criminosos, pelo fato de ser um método lucrativo e principalmente, que consegue na maioria das vezes manter o anonimato.

Entretanto, antes desse ataque que assustou muitas pessoas e abalou servidores, empresas e órgãos públicos, já vinha se falando da importância de manter a segurança de dados para evitar maiores transtornos. Com isso percebe-se que além do Brasil, muitos países ainda se preocupam pouco com a segurança e proteção contra crimes cibernéticos.

É importante que exista um maior interesse na educação tecnológica, que pode ser por meio de pesquisas, conteúdos sobre segurança ou até mesmo um documento que explique sobre a importância de utilizar a internet corretamente e de forma protegida.

Considerando o crescimento do número de incidentes relacionados a Ransomware, é importante que colaboradores e gestores das empresas mantenham-se informados em relação aos impactos provocados por esse tipo de ameaça, valorizando de forma efetiva os dados e informações da organização.

Como ocorre o ataque

O ataque Ransomware pode iniciar de diferentes formas, por meio de e-mails falsos, phishing, sistemas com falhas de atualizações, entre outras formas. Muitas vezes quando o ataque acontece através de um e-mail falso, o conteúdo induz o usuário a clicar em um link e dessa forma ocasiona o download de um software nocivo. O Ransomware, após baixado e instalado sem que o usuário perceba, criptografa os arquivos presentes no computador e na rede, desde que o usuário possua acesso aos mesmos.

Esse processo de criptografia irá embaralhar o conteúdo dos arquivos, tornando-os inúteis, e somente possuindo a chave correta você poderá reverter os arquivos ao estado original. Em determinado momento o Ransomware irá deixar alguma indicação de como você deve entrar em contato com o criminoso. Um arquivo de texto na área de trabalho ou um papel de parede com uma mensagem, por exemplo, poderão conter um endereço de e-mail e instruções para contato, visando a negociação do resgate.

Segundo pesquisa sobre crimes cibernéticos da Grant Thornton, 21% das empresas consultadas em 36 países sofreram algum tipo de ataque nos últimos 12 meses; na América Latina 39% dos crimes virtuais contra empresas estão relacionados a roubo ou perda de informações estratégicas.

A pesquisa mostra ainda que aumentou de 15% para 21% o número de empresas impactadas em relação ao levantamento realizado no ano passado. Apesar do maior número de atingidos, o prejuízo causado pelos ataques diminuiu frente a 2015, quando foram estimadas perdas de 315 bilhões de dólares.

Medidas para prevenir e evitar o Ransomware

As principais formas de evitar os ataques de Ransomware são relacionadas a alguns princípios simples que abrangem a segurança da informação.

  • Cuidado com e-mails e sites falsos: os usuários devem ser educados quanto a sua responsabilidade para com os dados e informações da empresa. Isso inclui saber e entender sobre os riscos a que podem expor os dados quando clicam em um link de um e-mail ou visitam um site sem ter prestado atenção sobre a origem do e-mail, o endereço do site e a sua veracidade.
  • Atualizações de software: é importante manter atualizado o sistema operacional e os demais pacotes de software dos equipamentos. As atualizações incluem diversas correções e melhorias relacionadas à segurança da informação, que, como visto anteriormente, são muito relevantes para evitar ataques como os que aconteceram.
  • Antivírus: especialmente nos computadores e servidores com sistema operacional Windows, é imprescindível o uso de um bom software antivírus, atualizado e configurado para realizar varreduras periódicas de todo o sistema.
  • Controle do acesso à internet: o uso de mecanismos de proteção contra o acesso a sites maliciosos é cada vez mais importante. No caso de empresas, através deste tipo de controle é possível definir quais grupos de usuários terão acesso a quais tipos de sites, evitando assim o uso de sites indevidos ao escopo do trabalho e também o acesso a endereços com conteúdo nocivo. Por meio dessa ferramenta, o gestor protege a rede contra os sites utilizados em ataques e propagação de malwares.
  • Permissões de acesso: em muitas pequenas e médias empresas, é um item deixado de lado. No entanto, é relevante checar o nível de acesso que cada usuário ou grupo de usuários necessita em relação aos arquivos compartilhados na rede, por exemplo, no sentido de não fornecer acesso além do necessário. Se um grupo de usuários necessita apenas visualizar determinados arquivos, e não modificar, que tenha acesso somente leitura.

Situação após um ataque de Ransomware

Alguns tipos de Ransomwares já foram decodificados e os arquivos comprometidos podem ser recuperados com ferramentas próprias para isso, como as disponibilizadas pela Kaspersky na iniciativa Ransomware Decryptor. No entanto, existem também outros Ransomwares cuja criptografia continua sendo impossível de reverter sem a colaboração do sequestrador.

O principal esforço que irá solucionar o problema e garantir a continuidade do negócio após o ataque Ransomware, é algo que deve ser implementado e estar funcionando antes do ataque: o backup.

Nunca é demais relembrar a importância de ter um backup confiável, a partir do qual possam ser recuperados os dados importantes após qualquer incidente. A principal maneira de solucionar o problema após ter ocorrido o bloqueio dos dados por Ransomware, é restaurar os dados a partir de backup.

A estratégia de backup deve ser implementada de maneira que haja uma cópia de segurança mantida em um local desconectado do local original dos dados. Ou seja, não se deve manter o único backup em um disco adicional ligado ao mesmo servidor.

Se a cópia de segurança for feita em um disco adicional constantemente conectado ao servidor ou à rede onde ficam os dados originais, no caso específico do Ransomware, é possível que os arquivos do backup também sejam bloqueados no momento do ataque, tornando o backup inútil. É importante ter uma cópia se segurança em local separado física e logicamente do local original.

Os grupos criminosos que realizam ataques Ransomware sugerem que, após o bloqueio dos seus arquivos, você entre em contato com eles para o pagamento do resgate e posterior liberação dos dados. No entanto, é necessário avaliar o risco de negociar ou pagar o resgate, tendo em vista que não há garantia da recuperação dos dados.

Acompanhar e manter a segurança é imprescindível para evitar os ataques e preparar-se com antecedência para a continuidade do negócio após um incidente como o que aconteceu em mais de 150 países.

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5 passos simples para proteger o seu e-mail de ameaças virtuais

O e-mail é utilizado desde os primórdios da internet, sendo o meio de comunicação preferido das empresas e dos profissionais, pela sua praticidade e diferentes tipos de abordagem. Houve um tempo em que a população acreditava que o e-mail iria acabar com a chegada do WhatsApp, Slack, Facebook e outras redes de comunicação, porém mantém-se forte e cada vez mais presente na vida das pessoas.

Neste ano, calcula-se que 3,7 bilhões de usuários serão responsáveis por 269 bilhões de e-mails enviados e recebidos por dia no mundo. A consultoria norte-americana Radicati Group prevê um aumento de 4,4% neste volume nos próximos quatro anos, chegando a 319,6 bilhões de e-mails ao final de 2021.

Mas afinal, porque o e-mail é tão importante? Através do e-mail recebemos e enviamos informações, contatos importantes e nos comunicamos de forma universal, por isso a importância de proteger o seu e-mail. Hoje com a grande evolução e performance dos hackers e diferentes tipos de ações maldosas circulando pela internet, fica complicado e cada vez mais difícil manter-se longe das ameaças virtuais. Com isso, fizemos uma lista com 5 passos simples que vão lhe ajudar a proteger o seu e-mail das ameaças cibernéticas.

Passo 1: Cheque os anexos para proteger o seu e-mail

É preciso cuidado redobrado ao enviar ou receber anexos dentro do e-mail, porque eles podem carregar muito além de arquivos, o que pode ser prejudicial para a sua conta, até mesmo acarretando um roubo de informações, por estarem associados a vírus e ser a forma mais utilizada por cibercriminosos. Segue abaixo algumas dicas sobre anexos que podem ser úteis para a segurança:

  • Evite ao máximo abrir e-mails com anexos de estranhos, sempre desconfie do conteúdo;
  • Se por acaso você abrir um anexo suspeito por acidente, feche o programa (de preferência no Gerenciador de Tarefas);
  • Independentemente do seu sistema operacional, manter tudo atualizado pode ser fundamental para bloquear um vírus dentro de um anexo de e-mail;
  • Ao enviar um anexo de e-mail com segurança, certifique-se de que o tamanho do arquivo não é muito grande.

Passo 2: Evite abrir mensagens de spam

Spam é o termo usado para se referir às mensagens eletrônicas que são enviadas para você sem o seu consentimento e que, geralmente, são despachadas para um grande número de pessoas. Esse tipo de e-mail geralmente indesejável contém, em sua grande maioria, propagandas, porém, em outras ocorrências, essas mensagens contêm conteúdos mais agressivos (vírus e conteúdos ameaçadores) e ainda conseguem obter suas informações pessoais, como dados bancários, por exemplo. Se você acha que está sendo alvo de spam, confira as características desses e-mails abaixo:

  • Embora seja um dos recursos mais antigos, entre aqueles utilizados pelos spammers, ainda são encontrados e-mails de spam alegando que serão enviados “uma única vez”. Essa é uma característica de e-mail de spam.
  • Uma das mais frequentes, e piores, desculpas usadas pelos spammers é alegar que se o usuário não tem interesse no e-mail não solicitado, basta “removê-lo”.
  • O cabeçalho do e-mail aparece incompleto, sem o remetente ou o destinatário. Ambos podem aparecer como apelidos ou nomes genéricos, tais como: amigo@, suporte@ etc. A omissão do destinatário é um dos casos mais comuns, pois, os spammers colocam listas enormes de e-mails no campo reservado para Cópias Carbono Ocultas ou Blind carbon copies (Cco: ou Bcc:), já que tais campos não são mostrados ao usuário que recebe a mensagem.
  • O campo reservado para o assunto do e-mail (subject) é uma armadilha para os usuários e um artifício poderoso para os spammers. A maioria dos filtros anti-spam está preparada para barrar e-mails com diversos assuntos considerados suspeitos. No entanto, os spammers adaptam-se e tentam enganar os filtros colocando no campo assunto conteúdos enganosos, tais como: vi@gra (em vez de viagra) etc.

Passo 3: Saiba que links suspeitos devem ser ignorados sempre

Você não deve clicar em links suspeitos, principalmente os que têm ligação com sites inseguros, essa é a maior porta e também a mais simples para as ameaças entrarem em contato com a sua rede ou dispositivo. Sabemos, que o link é uma maneira prática e muito utilizada para ligar um conteúdo a outro na internet, de forma interna ou externa, mas para que seja uma boa experiência ao usuário, algumas precauções podem ser tomadas:

  • Se o usuário não tiver certeza da origem da URL, talvez seja preciso verificar com o contato se ele realmente enviou a informação e se ele tem ciência de que o link é confiável;
  • Caso a pessoa desconheça a plataforma utilizada, e não sente confiança nas informações prestadas, o melhor é ignorar. Principalmente e-mails que estejam na caixa de spam;
  • É preciso ter cuidado ao clicar sobre links encurtados, pois hoje muitos cibercriminosos utilizam ferramentas como o goo.gl, para encurtar links e deixá-los irreconhecíveis.

Passo 4: Tenha senhas fortes e seguras

Senhas fortes e seguras são importantes e disso todo mundo sabe, porém segundo pesquisa da empresa de segurança digital Kaspersky, grande parte das pessoas acham que devem proteger bem apenas as contas de bancos online (51%), de e-mail (39%) e de lojas virtuais (37%). No entanto, criar senhas fortes e seguras é muito importante, principalmente para manter as suas contas em segurança, por isso citamos algumas dicas para você criar senhas que realmente lhe protejam no mundo virtual:

  • Prefira senhas longas, com letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais de pontuação;
  • Para lembrar ou gerar senhas, use um programa ou aplicativo de gerenciamento de senhas como, LastPass, Keeper ou Kaspersky Password Manage;
  • Não escolha como código o nome de pessoas da família, como filho, marido ou até do animal de estimação. Ao investigar levemente a vida de alguém, esses nomes são facilmente descobertos e podem se tornar uma arma.

Passo 5: Fique alerta às fraudes existentes

O tipo de fraude mais conhecido é o pishing, que consiste em enganar o usuário para roubar informações de documentos e contas bancárias, a fim de utilizá-las em benefício próprio. Esse tipo de fraude acontece muito através de e-mails e formulários falsos disponibilizados na web. Além disso, de forma alguma pense que talvez você ou a sua empresa sejam pequenos demais para ser um alvo de ataque.

Os criminosos sabem que os pequenos negócios mais simples geralmente têm menos proteção eficaz contra fraude em comparado a grandes negócios. Esse é um dos motivos para você se preocupar mais ainda com a segurança, pois hoje todos podem ser alvo de crimes virtuais.

Além do pishing, e considerado uma epidemia que vem deixando muita gente preocupada, o ransomware é considerado um dos malwares mais perigosos, pois sequestra o computador da vítima e cobra um valor em dinheiro pelo resgate, geralmente usando a moeda virtual bitcoin, que torna quase impossível rastrear o criminoso que pode vir a receber o valor. Este tipo de “vírus” age codificando os dados do sistema operacional de forma com que o usuário não tenha mais acesso.

Como conseguir identificar um e-mail falso?

É cada vez mais complicado e difícil um usuário sem conhecimentos específicos distinguir se uma mensagem está ligada a uma fraude ou não, pois os ataques estão evoluindo e se aproximando muito da realidade. Por conta disso, que os esquemas e crimes virtuais são tão frequentes e bem-sucedidos. Por exemplo, muitos emails falsificados vêm acompanhados de links para marcas conhecidas de empresas reais. No entanto, você pode ficar atento à alguns itens para se proteger:

  • Engenharia Social – seja através de boatos, phishing ou a simples propagação de softwares maliciosos, é muito comum o uso de técnicas de engenharia social com o objetivo de persuadir o leitor. Normalmente a mensagem apela à autoridade, atribuindo o alerta a algum órgão de pesquisa, e os textos são incoerentes ou com assuntos que chamam a atenção;
  • Solicitam a execução de um programa – é comum que esses softwares sejam hospedados em serviços de hospedagem gratuitos, o que ocorre com grande facilidade dada a grande disponibilidade deste tipo de serviço. Tratam-se de aplicativos maliciosos, cujo principal objetivo é coletar informações da vítima e permitir o acesso remoto ao computador do usuário;
  • Endereço de e-mail de origem duvidosa – as mensagens têm o objetivo de parecer terem sido originadas na entidade em questão. Isto dá uma falsa impressão de credibilidade ao golpe, especialmente para usuários leigos e desavisados;
  • Páginas falsas – indicam ao usuário um site falso da instituição ou uma página exclusiva para recadastramento. Estas páginas muitas vezes são hospedadas em domínios temporários, ou em provedores gratuitos que podem lembrar o nome de uma instituição;
  • Dados sensíveis – é comum que sejam solicitados dados sensíveis, tais como senhas pessoais e financeiros. Para aumentar o número de respostas, os criminosos tentam criar um senso de urgência para que as pessoas respondam imediatamente, sem pensar. Normalmente, os bancos não enviam e-mails solicitando dados como senhas.

Se você gostou desses passos para manter a segurança do e-mail, então você pode querer saber se a internet da sua empresa é utilizada de forma segura!