O avanço digital nas instituições de ensino transformou a forma como o aprendizado acontece. Garantir a segurança nas escolas passou a ser essencial, incluindo o controle do acesso à internet. Plataformas educacionais, sistemas em nuvem, dispositivos móveis, redes Wi-Fi e ferramentas colaborativas fazem parte da rotina escolar. Garantir a proteção digital dos alunos tornou-se uma prioridade estratégica.
Com isso, a responsabilidade da área de TI também cresceu. Não basta garantir conectividade: é preciso assegurar que o ambiente digital seja seguro, estável e adequado à faixa etária dos alunos.
Esse cuidado é ainda mais crítico em 2026. Segundo relatório de 2025 da Check Point Software Technologies, o setor de educação e pesquisa sofreu em média 4.388 ataques cibernéticos por organização por semana, posicionando-se como o segmento mais atacado globalmente.
Além disso, dados recentes mostram que os ataques contra instituições educacionais cresceram de forma consistente em relação ao ano anterior. Isso evidencia que escolas e universidades continuam no radar constante de cibercriminosos.
Os modelos híbridos, o uso intensivo de dispositivos e a ampliação das redes Wi-Fi escolares aumentaram significativamente a superfície de ataque. Nesse sentido, ambientes conectados, se não forem bem gerenciados, podem abrir portas para vazamentos de dados e contatos inadequados. Além disso, aumentam o risco de exposição a conteúdos impróprios e ameaças à integridade emocional dos estudantes.
Por isso, a segurança na internet dentro das escolas precisa ser tratada como um tema estratégico de infraestrutura, governança e proteção, com a TI assumindo papel central nessa construção.
A segurança na internet dentro das instituições de ensino
Diferentemente das gerações anteriores, os alunos de hoje já nascem inseridos no ambiente digital.
A pesquisa TIC Kids Online Brasil, conduzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aponta que 93% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos utilizam a internet no Brasil, sendo que a maioria acessa diariamente.
O levantamento também indica que mais de 80% utilizam o celular como principal dispositivo de acesso, o que amplia o desafio de controle dentro do ambiente escolar, especialmente em redes Wi-Fi abertas ou pouco segmentadas.
Quando esse comportamento digital é replicado na escola com centenas ou milhares de dispositivos conectados simultaneamente, a necessidade de políticas técnicas de controle se torna indispensável.
Principais riscos digitais no ambiente escolar
Com a ampliação do uso de tecnologias educacionais e a crescente conectividade nas instituições de ensino, os riscos digitais também se tornam mais complexos e sofisticados. Afinal, a superfície de ataque aumenta à medida que mais dispositivos, usuários e plataformas passam a integrar o ecossistema escolar.
Não se trata apenas de ameaças externas, mas também de vulnerabilidades internas, falhas humanas e riscos relacionados à gestão inadequada de acessos e permissões. Abaixo, destacamos os principais pontos de atenção que precisam estar no radar da equipe de TI.
Falta de segurança e privacidade durante as atividades online
Embora a internet e as ferramentas digitais entreguem muitos benefícios para as instituições de ensino e ao aprendizado das crianças, ela também favorece a coleta de dados sobre as crianças que utilizam as plataformas. Esses dados podem ser desviados e utilizados de forma maliciosa por criminosos.
O mais inocente dos aplicativos pode ser um verdadeiro perigo quando o assunto é segurança cibernética. A confidencialidade das informações é uma grande preocupação da atualidade, tanto que a Lei Geral de Proteção de Dados trouxe paradigmas essenciais para garantir a proteção das informações no meio digital.
Compartilhamento de dados com terceiros
O compartilhamento de dados é uma preocupação muito grande na era digital. Quando nos referimos às crianças e sua segurança na internet, essa preocupação toma uma proporção ainda maior. Inclusive, os recentes incidentes com vazamento de dados expuseram o estado de vulnerabilidade que as crianças apresentam no meio digital.
As plataformas educacionais, embora práticas e benéficas, muitas vezes advêm de desenvolvedores terceirizados, que nem sempre entregam garantias de que as informações coletadas estão protegidas de acordo com as especificações da lei. Isso significa que dados como nome completo, data de nascimento, endereço residencial, fotos e outras informações possam ser visualizados por terceiros e, até mesmo, cair em mãos de pessoas com intenções perigosas.
Contato com cibercriminosos
O ransomware segue como uma das principais ameaças ao setor educacional.
Relatórios recentes da Sophos indicam que o setor educacional permanece entre os mais impactados por ransomware globalmente. Por exemplo, uma parcela significativa de instituições relata tentativas ou incidentes confirmados nos últimos ciclos de pesquisa.
Além disso, grande parte desses ataques começa com phishing ou comprometimento de credenciais, vetores diretamente relacionados ao comportamento do usuário.
É nesse ponto que o DNS se torna estratégico. Afinal, como toda navegação começa por uma consulta DNS, bloquear domínios maliciosos antes da conexão ser estabelecida impede que o ataque evolua, consequentemente reduzindo drasticamente o risco de infecção por malware ou ransomware.
Exposição dos alunos nas redes sociais
Dados da TIC Kids Online também indicam que mais de 70% dos adolescentes brasileiros possuem perfil ativo em redes sociais.
A exposição excessiva pode gerar riscos como:
- Compartilhamento indevido de informações passoais
- Contato com desconhecidos
- Engenharia Social
- Cyberbullying
No ambiente escolar, políticas técnicas de controle de acesso ajudam a limitar riscos durante o período letivo, especialmente em redes institucionais.
O perigo dos desafios na internet
Principalmente para as crianças, os jogos online e desafios da internet representam um dos maiores perigos no mundo digital. Isso porque essas crianças não possuem o discernimento necessário para que saibam determinar o que é perigoso ou que possa representar um risco para a sua saúde mental e física.
Esses desafios surgem em forma de brincadeira e podem seguir um caminho sombrio e perigoso, consequentemente colocando em risco a integridade mental e física das crianças. Da mesma forma, outro exemplo bastante perigoso é o assédio online. Nesse quesito, podemos incluir o cyberbullying, o assédio digital e o trolling.
A internet proporciona soluções extremamente importantes e relevantes para a atualidade, mas também é um ambiente repleto de ameaças. Nesse sentido, por conta do crescimento na utilização de recursos tecnológicos no ambiente escolar, os casos de cyberbullying aumentaram drasticamente nos últimos anos, consequentemente causando riscos impensáveis para as crianças.
Portanto, todos esses fatores acabam nos mostrando que a preocupação com as ameaças do mundo digital deve ser uma prioridade para os pais. Nesse sentido, é necessário contar com recursos e ferramentas de segurança que ajudem a manter as crianças longe dos problemas no ambiente digital, sobretudo dentro das escolas.
O papel estratégico da TI na proteção digital dos alunos
Diante de um cenário em que o setor educacional sofre milhares de tentativas de ataque semanalmente, segundo dados recentes da Check Point Software Technologies, a atuação da TI precisa ser preventiva e estruturada.
Entre as principais ações estão:
- Definição de políticas de uso por faixa etária;
- Segmentação de rede para alunos, professores e administrativo
- Monitoramento de tráfego
- Controle de acesso por categorias
- Bloqueio preventivo de domínios maliciosos via DNS
Por exemplo, soluções especializadas em segurança e controle de acesso à internet, como as oferecidas pela Lumiun, permitem aplicar essas políticas de forma centralizada, com geração de relatórios detalhados, visibilidade de navegação e bloqueio automático de ameaças na camada de DNS.
Essa abordagem reduz a complexidade operacional da equipe de TI e fortalece a postura de segurança da instituição.
Como estruturar uma estratégia eficiente de proteção digital nas escolas
Uma estratégia eficaz deve combinar:
- Políticas claras de uso
- Controles técnicos preventivos
- Monitoramento e visibilidade
Assim, ao integrar governança, tecnologia e acompanhamento contínuo, a escola reduz significativamente sua superfície de ataque.
Proteção digital como prioridade estratégica nas escolas
Os dados mais recentes confirmam que o setor educacional está entre os principais alvos de ataques cibernéticos. Afinal, com milhares de tentativas semanais por organização e alto volume de dados sensíveis armazenados, a segurança e controle do acesso à internet deixaram de ser uma preocupação secundária.
A proteção da internet nas escolas precisa ser prioridade estratégica da TI não apenas para evitar incidentes, mas para proteger dados sensíveis, garantir conformidade com a LGPD e manter a confiança da comunidade escolar.
Afinal, mais do que restringir acessos, trata-se de construir um ambiente digital seguro, controlado e alinhado à missão educacional da instituição.
Soluções modernas de gestão e segurança da internet, como as do ecossistema da Lumiun, permitem que a TI implemente essas medidas de forma centralizada, intuitiva e eficiente. Além disso, garantem proteção contínua sem sobrecarregar a equipe técnica.






