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Registros escritos por Cledison Eduardo Fritzen

Mitos sobre segurança na internet para empresas

A maioria dos usuários na Internet tem dificuldades em distinguir ou entender se a sua empresa está segura mediante a um eventual ataque ou falha de segurança. Pois, geralmente não recebem informação sobre esse assunto quem arca com os prejuízos vinculados a esses ataques não são os colaboradores, mas as próprias empresas, mesmo que em muitos casos esse problemas foram ocasionados pela mau uso da tecnologia por parte dos colaboradores.

A maioria das empresas não tem a devida atenção em relação a segurança da informação e não realiza treinamento com os colaboradores para o uso correto da Internet. Conheça alguns mitos e entenda que a responsabilidade pela segurança na internet das empresas, é de todos, desde os colaboradores até os gestores e sócios.

Mito 1 – Segurança é uma tarefa exclusiva do gerente de TI e sua equipe. Não importa os recursos ou investimento empregados por uma empresa para mantê-la segura se a segurança não for parte integral do trabalho de todos os colaboradores. Existem medidas de proteção fundamentais que devem ser incorporadas na rotina de todos, desde um recrutador verificando as referências de um candidato, uma financiadora fazendo uma varredura nos documentos do cliente em seu smartphone até o diretor em reunião com analistas. Todas as atividades que envolvem tecnologia, devem ser balizadas por medidas preventivas de segurança.

Mito 2 – Controles de segurança em excesso irritam os usuários. A segurança eficaz implica ajustar os critérios de acordo com as necessidades da empresa, e as mesmas variam, desde uma simples verificação de identidade para situações de baixo risco, até verificações rigorosas (e rápidas) para transações de grandes volumes ou de alto risco, nas quais os usuários esperam encontrar um proteção robusta. Segurança eficiente significa aumentar ou reduzir a cautela conforme necessário.

Mito 4 – Quanto menos a segurança for discutida, melhor. É comum ouvir opiniões como “Supõe-se que os bancos são seguros. Então por que chamar a atenção de criminosos cibernéticos?” Montadoras de carros pensavam assim sobre acidentes automotivos até que a situação alcançou um nível extremamente crítico e soluções foram criadas. Agora, a segurança da informação é uma necessidade, onde a maioria das empresas precisam investir e avançar. Quanto mais conteúdo e informação sobre a ocorrência de crimes cibernéticos e segurança os seus colaboradores terem acesso, mais preparados eles ficarão ao verem que segurança é algo valorizado na sua empresa.

Mito 5 – Resolva a segurança isoladamente e você estará seguro. É comum que muitos especialistas avaliem ou priorizem a segurança em cada nível de sistema, dispositivo, aplicação ou armazenamento de dados, de forma isolada. No entanto, criminosos cibernéticos são muito hábeis em explorar as conexões e falhas entre os diferentes níveis. Por isso, é necessário que os gestores de TI busquem soluções abrangentes, que atendem todos os níveis da empresa, desde a estrutura física de computadores, servidores e infraestrutura de redes, até o comportamento cotidiano dos usuários no acesso a Internet. Havendo falhas em qualquer um desses pontos, a empresa pode estar vulnerável a falhas de segurança, ataques ou perda de dados.

Como podemos ver, implementar um política de segurança nas empresas não é uma tarefa simples. Um bom começa é orientar os colaboradores para usar a Internet de forma correta, veja um  passo a passo de como criar um manual de ética e bom uso da Internet no trabalho. 

Importância e benefícios da segurança e controle do acesso à internet nas empresas

Todos sabemos o quanto o acesso à internet está presente no cotidiano das empresas e no ambiente de trabalho corporativo em equipes. É simplesmente impossível imaginar a execução de atividades em escritórios e nas empresas de modo geral, sem equipes conectadas à internet desempenhando suas atividades.

Com toda essa conectividade, são gerados inúmeros benefícios para as empresas e o mercado. A comunicação entre equipes, e com o mercado, é muito mais fácil e eficiente, os sistemas estão cada vez mais rápidos e integrados, o atendimento aos clientes se torna muito mais qualificado, a produtividade da empresa e dos colaboradores aumenta e outros tantos benefícios, onde cada empresa pode potencializar esses benefícios dentro das suas necessidades.

Porém, explorar a tecnologia e extrair dela os melhores resultados é sempre uma combinação e equilíbrio entre investir em inovações e recursos disponíveis (tanto de pessoal como equipamentos), otimizar a utilização dos recursos e gerir os recursos para que que sejam utilizados de forma a não causar prejuízos e problemas ao negócio.

Os riscos que a internet oferece às empresas são exatamente o que iremos abordar nesse artigo. Talvez o mais relevante seja em relação à segurança da informação, que envolve perda de informações e incidência de vírus. Outros pontos importantes são em relação a produtividade e foco dos colaboradores, ociosidade e mau dimensionamento dos recursos. Vejamos então estes itens de forma mais detalhada:

Segurança do acesso à internet nas empresas

Atualmente a principal porta de entrada dos vírus nas empresas é a internet, na maioria dos casos através de usuários que acabam acessando sites nocivos a partir de links ou mensagens de e-mail falsas. Esses sites instalam vírus ou malwares que podem gerar vários tipos de problemas, vejamos os principais:

  • Comprometer o desempenho dos computadores ou da rede
  • Perda, roubo ou vazamento de informações
  • Despesas com manutenção de equipamentos e sistemas
  • Tempo ocioso dos recursos e colaboradores

Dentro desses problemas, vale destacar o sequestro de informações, conhecido como Ransomware, tipo de ataque que teve alguns incidentes em 2016, mas que em 2017 esteve mais presente na mídia, pelo acontecimento do dia 12 de maio de 2017. Nesse tipo de ataque, são instalados programas ocultos nos computadores, que criptografam dados relevantes do negócio e os tornam inacessíveis, a partir daí pedem uma chave de acesso para liberação do acesso aos dados, que é fornecida com o pagamento de um valor aos “sequestradores”.

A instalação desse tipo de malware ocorre geralmente quando o usuário acessa um site nocivo sem conhecimento e de forma imprudente, quando não atualiza o sistema operacional ou até mesmo abre algum tipo de link malicioso.

A proteção contra esses riscos pode ser resolvida com medidas simples. Inicialmente é importante orientar os colaboradores para que possam identificar possíveis ameaças, para isso pode baixar esse manual de utilização segura da internet e compartilhar com sua equipe.




Também é necessário e de grande importância haver algum tipo de controle na navegação, que impeça o acesso a esses sites nocivos. Esse controle pode ser feito com soluções robustas como Firewall/Proxy, soluções prontas como Dell SonicWall e Fortinet FortiGate ou soluções mais modernas e práticas como a Lumiun Tecnologia, que é um serviço muito adequado para empresas de pequeno e médio porte, já que o investimento é reduzido e o gerenciamento muito simplificado e intuitivo.

Desperdício de tempo da equipe

Existem muitas pesquisas que mostram o tamanho do desperdício dos colaboradores com a internet, são os acessos às redes sociais, ao e-mail pessoal, uso de smartphones, conversa com amigos e familiares, sites de entretenimento e esportes, jogos e muito mais. Estima-se que cada colaborador gaste em média 72 minutos por dia com atividades pessoais na internet durante o trabalho, o que representa 15% do tempo de trabalho.

Convertendo esse desperdício de tempo em valores, podemos chegar a números bem impactantes. Por exemplo, em uma empresa com 30 colaboradores que trabalham conectados à internet, onde o custo mensal por colaborador fica em média R$ 2 mil considerando o desperdício de 15% do tempo, em valores isso representaria R$ 9 mil de desperdício por mês, nesse cenário. Para calcular o custo da má utilização da internet na sua empresa, você pode utilizar nossa calculadora de desperdício de tempo.

Falta de foco dos colaboradores

Em complemento ao desperdício de tempo, outro impacto gerado pelo uso indevido da internet pela equipe é a falta de foco. Os colaboradores podem estar a todo momento acessando seus perfis nas redes sociais ou em conversas no smartphone. Isso reduz a atenção nas atividades que estão sendo realizadas e pode comprometer a qualidade das tarefas entregues e por consequência a qualidade dos serviços prestados pela empresa, podendo inclusive impactar negativamente na imagem da empresa em relação a seus clientes.

Internet lenta e baixo desempenho de sistemas e equipamentos

Você já teve problemas de internet lenta na sua empresa? Em empresas onde não há gestão em relação ao uso da internet pelos colaboradores, muitas vezes esse problema pode estar ocorrendo porque alguns usuários estão consumindo a maior parte do tráfego da rede, fazendo downloads de arquivos pesados, assistindo vídeos ou ouvindo rádio.

A internet lenta em redes corporativas pode afetar inúmeras atividades da empresa, como o desempenho de sistemas, envio e recebimento de e-mail, comunicação e atendimento a clientes, entre outros pontos. E muitas vezes ocorre porque simplesmente alguns usuários consomem a maioria dos recursos. Esse consumo precisa ser identificado, para que sejam tomadas medidas que corrijam o problema.

Internet lenta é um problema recorrente no Brasil, já que internet de alta velocidade não é um recurso acessível a todas empresas. Para ter certeza que seu provedor está entregando a velocidade contratada, é recomendado utilizar algum sistema de monitoramento de velocidade de internet, boas opções são o Speedtest e o Fast.com. Outra forma de resolver esse problema, é, novamente, através de serviços que permitem o controle do uso da internet, onde é possível filtrar e limitar o que cada usuário ou equipamento pode acessar, por categorias de conteúdo, horários específicos e ainda identificar colaboradores que estejam utilizando os recursos de internet de forma indevida ou consumindo recursos além do necessário.

Despesas com manutenção e recursos ociosos

Não menos importante, são as despesas geradas diretamente com manutenção de sistemas e equipamentos. Por exemplo, quando um computador é infectado com algum vírus, há o custo da solução desse problema, que geralmente é responsabilidade dos profissionais da área de TI, onde são geradas despesas financeiras, além do custo do tempo ocioso da equipe.

Como podemos perceber, da mesma forma que a internet traz benefícios, pode gerar alguns problemas e até prejuízos para a sua empresa. Por isso é necessário que dentro da gestão do negócio, sejam tomadas medidas que venham a proteger a empresa dos riscos, para evitar que esses problemas que mencionamos façam parte do dia a dia.

Para encontrar a solução ideal para a sua empresa, é necessário identificar de forma precisa quais são exatamente as necessidades e problemas que precisam ser resolvidos, avaliar os benefícios das soluções existentes, e a partir disso encontrar a melhor opção, com melhor relação custo/benefício. Na maioria dos casos, não é necessário investir em soluções de tecnologia caras e complexas, que além do investimento alto, demandam profissionais altamente especializados.

Como já falamos no artigo, a maioria dos problemas de segurança nas empresas ocorrem a partir da imprudência e falta de conhecimento dos colaboradores. Cabe aos profissionais terem responsabilidade quanto à utilização produtiva da internet, no entanto cabe à empresa, em primeiro lugar, orientar a equipe quanto aos riscos e ao uso adequado da rede, e monitorar o desempenho dos colaboradores.

A empresa também deve ter uma política de utilização da internet e smartphones definida e informar seus colaboradores a respeito. Veja como implementar essa política e baixe um modelo de documento sobre política de uso da Internet nas empresas.

Em complemento a isso, é recomendado a implantação de um serviço para proteger a navegação e evitar abusos dos colaboradores na internet. Para resolver esse problema de forma prática e eficiente a Lumiun Tecnologia é uma excelente opção, pois é um serviço focado em pequenas e médias empresas e permite fazer uma gestão completa do uso da internet, sem necessidade de investimentos pesados em servidores ou profissionais especializados. Para maiores informações acesse www.lumiun.com e entre em contato pelo e-mail ou pelos telefones (11) 4950 6962 / (55) 3024-0802.

Tendências de segurança da informação para 2018 e como ficar protegido

O ano de 2017 ficou marcado por muitos acontecimentos no mundo da segurança da informação. Tivemos o enfático 12 de maio e os ataques de Ransomware com o WannaCrypt, onde milhares de empresas e organizações de todo o mundo foram afetadas, além de várias outras ondas de ataques a nível mundial.

Esses acontecimentos mostraram o quanto o mundo corporativo está vulnerável em relação a segurança da informação e reafirmaram a necessidade de investimentos em prevenção contra ataques virtuais e proteção de dados corporativos. Infelizmente o tema Segurança da Informação ainda não é prioridade e a maioria das empresas não possui políticas para utilização da tecnologia e internet, procedimentos de prevenção e controles eficientes para gerir vulnerabilidades e atenuar riscos e prejuízos em caso de ataques.

A sequência de ataques ressalta que o mercado também deve considerar a expansão do cibercrime, em especial em forma de Ransomware, que, com a utilização de criptomoedas para movimentações financeiras, dificulta o rastreio e identificação dos criminosos.

É claro que, com os incidentes de segurança e prejuízos financeiros causados, muitas lições já foram aprendidas e até mesmo comprovadas. A principal é que nenhuma empresa está 100% segura, já que as formas de ataquem mudam constantemente e as vulnerabilidades estão nos mais variados pontos, como por exemplo os próprios usuários. Outra lição é sobre a importância das informações das empresas e a necessidade de proteção dos dados, independentemente do tamanho das organizações, grandes corporações e pequenas empresas podem ter prejuízos enormes ou simplesmente deixar de operar sem acesso aos dados e sistemas do seu negócio.

Esse cenário também não é novidade, organizações e empresas da área reforçam de forma permanente a necessidade de se dar maior atenção a cibersegurança. E criar políticas que possam prevenir incidentes, orientar usuários e proteger infraestruturas e informações corporativas é muito mais que uma tendência, atualmente é uma urgência.

Felizmente algumas mudanças estão sendo percebidas e ganharão força em 2018, segundo o Gartner o investimento em segurança da informação crescerá 8% nesse ano. Como tendência se destaca a necessidade de medidas continuadas de prevenção, acompanhando a evolução dos riscos e formas de ataques. Não basta investimento em infraestrutura ou sistemas de segurança, sem acompanhamento e atualização mensal e até diária, qualquer solução pode se tornar ineficiente ou obsoleta em poucos dias.

Embora seja praticamente impossível ficar totalmente protegido, com um planejamento adequado e medidas devidamente bem executadas, é possível se prevenir de muitos problemas. Para auxiliar nesse planejamento listamos alguns pontos e tendências que a sua empresa deve direcionar atenção e investimentos em relação a segurança da informação:

Comece orientando os usuários

Em pesquisa realizada pela PWC constatou-se que 41% dos incidentes de segurança no Brasil tem origem nos próprios colaboradores da empresa, acima da média mundial que é de 35%. Outra pesquisa realizada pela Intel mostrou que somente 3% dos usuários são capazes de identificar um ataque de phishing.

Com a falta de conhecimento e atenção dos usuários, praticamente 4 em cada 10 incidentes ocorre a partir do mau uso dos recursos de tecnologia e internet por parte dos usuários. Por exemplo, clicando em mensagens de e-mail falsas ou links desconhecidos em sites duvidosos da rede, um erro simples como esse pode abrir a porta para instalação de vírus ou Ransomware na rede da empresa.

Por isso orientar e treinar os usuários para que consigam identificar riscos e utilizem a internet de forma segura, é fundamental. Os usuários também precisam entender da sua responsabilidade em relação ao uso da tecnologia e prejuízos causados por possíveis incidentes, dessa forma irão utilizar os recursos de maneira mais responsável no ambiente corporativo.

Sistemas de segurança e antivírus (sempre atualizados)

Um bom sistema de antivírus é uma das formas mais eficaz de prevenir e combater ataques contra a rede corporativa e informações da empresa. Para uma proteção mais confiável, o recomendado é adquirir um bom sistema de antivírus, que tenha suporte técnico disponível e atualizações diárias.

Para atuação em nível de rede, também é recomendado possuir um sistema de firewall na rede corporativa, onde é possível criar bloqueios entre a internet e a rede interna da empresa. Da mesma forma é importante manter esses sistemas devidamente atualizados para que consigam barrar ataques que surgem diariamente em diferentes formatos.

Política para uso dos recursos de tecnologia

Hoje em dia a utilização da tecnologia e internet faz parte do cotidiano dos colaboradores no ambiente de trabalho, com o uso dos computadores, smartphones, sistemas gerenciais, e-mails, navegação na internet e tantas outras atividades.

Como a tecnologia e a internet são muito amplas e estão tão presentes, é necessário definir de que forma esses recursos podem ser usados no ambiente de trabalho. Por exemplo, usar um pendrive pessoal com vírus na empresa pode contaminar toda a rede, e acessar sites de jogos ou pornografia no trabalho, que geralmente contém links para sites nocivos, pode abrir uma porta para ataques virtuais.

Gestão e controle do uso da internet

A internet é a principal porta de entrada para incidentes e falhas de segurança, que podem ocorrer de inúmeras formas. Por exemplo, não é raro um usuário clicar em um link de uma mensagem falsa no e-mail corporativo, que irá direcioná-lo para um site nocivo na rede, que por sua vez irá instalar (de forma oculta) um vírus na máquina do usuário. Com o vírus instalado e combinado a outras vulnerabilidades, como a utilização de senhas fracas, é possível ter acesso a rede interna da empresa, servidores e dados corporativos. Essa é a mecânica da maioria dos ataques virtuais.

Considerando o exemplo, seria possível evitar o acesso a sites nocivos na internet através de ferramentas de controle de navegação, que possam identificar esses riscos.

Em relação ao uso da internet, também é importante orientar os usuários sobre os riscos da rede, qualquer erro ou falta de atenção pode tornar a empresa vulnerável a ataques. Para isso pode-se criar um documento conteúdo orientações e diretrizes sobre o uso da internet, informando a política da empresa em relação ao uso da rede.

Política de senhas seguras

Estima-se que 90% das senhas são vulneráveis e poderiam ser descobertas com facilidade por sistemas especializados.

Considerando que a senha é o principal recurso para comprovar a autenticidade de um usuário e proteger o acesso em sistemas de bancos, sistemas gerenciais, contas de e-mail, redes sociais e tantos outros sistemas, é muito importante seguir algumas dicas e recomendações na criação e gerenciamento de senhas.

Backup de dados

Manter uma (ou mais) cópia(s) de todos os dados da empresa é fundamental. Tente imaginar sua empresa sofrer algum tipo de ataque ou perder todos dados corporativos de alguma forma (planilhas, banco de dados de sistemas, dados de cliente e vendas, e-mails etc.), com certeza os prejuízos são imensos.

Infelizmente milhares de empresas no Brasil já passaram por essa situação com ataques de Ransomware (sequestro de dados). Se sua empresa não possuir cópia das informações, pode ficar na mão dos criminosos, tendo que pagar para ter acesso aos dados, sem garantias de que os dados serão resgatados com integridade.

Hoje em dia com recursos em nuvem manter cópias atualizadas se tornou bastante acessível e prático. Veja alguns pontos que devem ser avaliados para uma boa política de backups:

  • periodicidade: mensal, semanal, diário, a cada hora?
  • tempo de armazenamento: guardar cópias semanais por 10 semanas, cópias diárias por 30 dias?
  • nível de cada backup: integral, diferencial, incremental?
  • mídia ou local de armazenamento: em nuvem, HDs externo, fitas?
  • origem dos dados: arquivos, planilhas, documentos, bancos de dados, e-mails?

Como já foi dito, não há uma maneira de garantir 100% de proteção contra os riscos da rede. Mas com algumas medidas preventivas como as mencionadas acima, é possível prevenir incidentes e evitar problemas como perda de dados do negócio.

Por fim, não deixe de dar a devida atenção à segurança da informação na sua empresa, os riscos são muito altos, os prejuízos podem ser elevados e os criminosos estão cada vez mais ativos e audaciosos.

Como melhorar a baixa produtividade dos profissionais no Brasil

Você já deve ter lido ou ouvido sobre a baixa produtividade dos profissionais no Brasil. É comum matérias apontando a diferença de produtividade entre os brasileiros e americanos e estudos que mostram os índices e crescimento produtivo em diferentes países.

Essa definição de produtividade é calculada com base em quanto cada profissional contribui para o PIB (Produto Interno Bruto) em cada país. Dessa forma não nos surpreende o Brasil estar distante dos países com maior produtividade, ficando em 75º no mundo.

Confira no gráfico abaixo a colocação de cada país no quesito produtividade de cada trabalhador:

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Produtividade dos profissionais por países

Pior do que essa posição, é o fato de que o Brasil não tem evoluído em relação a produtividade dos seus profissionais. Em relação aos americanos a distância vem aumentando cada vez mais e chegando perto aos níveis de 1950, como mostra esse infográfico do Conference Board, organização americana que analisa dados de milhares de empresas em mais de 60 países.

O gráfico também mostra que os trabalhadores brasileiros ainda são mais produtivos que os chineses e indianos.

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Comparativo de produtividade de trabalhadores

Segundo especialistas, os baixos índices de produtividade no Brasil são derivados de três fatores, principalmente:

  • Baixo nível educacional e falta de qualificação técnica dos profissionais brasileiros
  • Baixo nível de recursos em relação a equipamentos e maquinário e estruturas de apoio
  • Ineficiência da economia e gargalos de infraestrutura do país
  • Falta de interesse dos profissionais em buscar melhores resultados

O baixo nível de educação no Brasil claramente é um dos limitadores para a melhoria na produção de riquezas no país. Os brasileiros estudam em média 7 anos, enquanto nos EUA são em média 12 anos de estudos, incluindo ensino superior, além da diferença na qualidade do ensino. Não por acaso que a Coreia do Sul está no topo da lista dos países mais produtivos, já que é uma das nações que mais investe em educação no mundo.

Da mesma forma, os investimentos em infraestrutura, tanto pelo mercado privado como pelo governo, é ainda muito baixo. Boa parte das empresas não investe em máquinas e equipamentos e não valoriza a criação de um bom ambiente de trabalho para os seus colaboradores, o que influencia diretamente e negativamente na produtividade da equipe e da empresa de modo geral.

A falta de interesse dos profissionais em buscar melhores resultados também é um fator determinantes para o Brasil estar com baixos níveis de produtividade, pois os profissionais brasileiros mostram-se acomodados e sem força de vontade de aperfeiçoar e aumentar os seus resultados em suas atividades.

Analisando os quatro fatores em separado, podemos perceber que os dois primeiros estão diretamente ligados a práticas de gestão das empresas e que é possível contornar essa baixa produtividade com uma postura voltada para a qualificação dos colaboradores e investimento adequando em máquinas/equipamentos e ambiente de trabalho adequando.

Portanto, cabe as empresas reverterem a média baixa produtividade dos profissionais no Brasil, através de práticas de treinamento e qualificação dos colaboradores e investimento em equipamentos e ambiente de trabalho favorável à produção e alto desempenho dos profissionais.

Mas, os profissionais precisam demonstrar interesse em aumentar a produtividade e sua performance diante das atividades propostas. Somente dessa forma, resultante de uma união das empresas e dos profissionais que é possível melhorar essa colocação brasileira.

Agora, trazendo essa análise para a prática da estratégia e gestão nas empresas, fica claro que é possível alcançar níveis de produtividade de países como Estados Unidos e Coreia do Sul. Para isso é fundamental, primeiro, atrair profissionais com bom nível de formação e investir em qualificação permanente da equipe.

Em mais uma comparação, no EUA os profissionais recebem em média 120 horas de treinamento por ano, enquanto no Brasil a média fica em apenas 30 horas.

Além disso, é fundamental utilizar práticas de gestão para aumentar a produtividade da equipe, algumas práticas importantes são:

  • Definição de metas por equipe e colaboradores
  • Valorização do trabalho coletivo e comunicação interna
  • Explorar recursos de TI, como sistemas e equipamentos modernos
  • Gestão de tarefas e acompanhamento de resultados
  • Benefícios e bônus para os colaboradores com base em resultados apresentados

Cada uma dessas medidas tem como objetivo extrair ao máximo a capacidade dos profissionais e permitir que estes possam desempenhar suas tarefas da melhor forma.

Também é importante ressaltar que cada empresa e equipe possui características peculiares e cabe aos gestores identificar quais os pontos mais relevantes e que devem receber mais atenção quanto ao investimento no capital humano da empresa.

Em complemento ao investimento em capital humano, é necessário também investir em equipamentos infraestrutura, nesse caso as prioridades devem estar de acordo com o perfil de cada empresa, por exemplo indústrias, necessitam de máquinas modernas, equipamentos de apoio de qualidade e processos muito bem definidos.

Já ambientes de escritório o investimento passa por instalações confortáveis e recursos de tecnologia de qualidade, como equipamentos de alto desempenho, ferramentas de gestão modernas e internet de boa qualidade.

Trazendo esse tema para a utilização mais segura e produtiva da internet nas empresas, que é um dos objetivos principais dos conteúdos do nosso blog e da Lumiun Tecnologia como solução para esse fim, é necessário que os gestores entendam o quanto um bom funcionamento da rede pode contribuir na execução das tarefas.

Até mesmo a importância de gerenciar a internet para que a rede seja utilizada de forma produtiva, evitando desperdício de tempo da equipe e de recursos, priorizando os serviços e recursos relacionados às atividades da empresa. Pra saber mais entre em contato com nosso atendimento.

Concluindo, o mais importante é que as empresas e gestores assumam a responsabilidade de buscarem continuamente potencializar a sua produtividade e que para isso é fundamental investir em capital humano e infraestrutura.

Inclusive, essa estratégia de investimento é comum nas empresas que mais crescem e se desenvolvem no país, já que em um mercado cada vez mais competitivo, o diferencial muitas vezes passa a ser a eficiência da empresa, em relação aos concorrentes.

Gostou desse conteúdo? Compartilhe conosco sua experiência ou visão sobre esse tema, como você percebe que sua empresa encara essa questão de produtividade dos profissionais e o que mais pode ser feito pra alcançarmos os países que estão no topo da lista dos mais produtivos do mundo!

Regras para “senhas seguras” podem não ser a melhor opção

Você já deve saber que senhas como “123456” ou “teste123” nunca devem ser utilizadas, pois não são senhas seguras.

Mas, para evitar a utilização de senhas inseguras, os sites estão cada vez mais rígidos nas regras para definição de senhas, exigindo as vezes ao menos 10 ou 12 caracteres, com combinações de letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. O que força o usuário a criar senhas complexas, que são difíceis de memorizar.

Essas recomendações para senhas seguras foram criadas lá em 2003, por Bill Burr, diretor do National Institute of Standards and Technology (NIST). Tais orientações são seguidas até hoje em sistemas de validação de senhas e materiais com orientações para definição de senhas seguras.

Porém, em uma recente revisão do NIST das suas diretrizes para segurança de senhas, grande parte das recomendações foram alteradas. Em entrevista ao Wall Street Journal, o próprio Bill Burr se considerou arrependido de boa parte das suas recomendações, “Agora eu me arrependo de muito daquilo que fiz”. Ele também admitiu que as diretrizes criadas em 2003 se basearam em um documento escrito nos anos de 1980, quando a internet ainda engatinhava e os computadores não tinham a capacidade de processamento que possuem hoje para quebrar senhas.

Acontece que apenas substituir letras por números ou símbolos, não garante uma boa segurança das senhas. Por exemplo, mesmo trocando “pedrinho” por “P3dr1Nh0” ou “lurdinha” por “Lurd1nh@”, as senhas podem ser facilmente descobertas em ataques de força bruta. Cálculos matemáticos mostram que é muito mais difícil quebrar uma senha longa com palavras fáceis de serem lembradas do que uma senha mais curta com combinações de letras, números e símbolos.

Na imagem abaixo do site xkcd, temos o exemplo que mostra que a senha “Tr0ub4dor&3” pode ser quebrada em 3 dias, enquanto a senha “correct horse battery staple”, com quatro palavras sem sequencia lógica, só seria descoberta em 550 anos.

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Portanto, seguir a risca as orientações dos sites e validadores de senhas, não garante uma boa segurança nas suas senhas. Utilizar senhas como “G84mv@8k”, além de serem difíceis de memorizar, são menos seguras que uma senha como “nuvemcachorroespelhoestrada”.

Considerando que senhas fracas são a principal porta de entrada para a ocorrência de ataques de segurança, ransomware e outros tipos de vírus nas empresas. É sempre prudente seguir boas práticas em relação a definição de senhasnesse guia disponível para download, listamos e descrevemos um conjunto de práticas que podem ser seguidas para garantir a segurança em suas contas de usuário e senhas, tanto para contas pessoais como corporativas.

Ranking de velocidade de internet coloca o Brasil abaixo da 70º posição

A empresa Speedtest, conhecida pelo serviço de avaliação de velocidade de internet para computadores e dispositivos móveis, mantém o ranking mundial de velocidade de internet fixa e móvel, chamado Speedtest Global Index.

Atualizado mensalmente, o ranking avalia bilhões de testes de velocidade de rede realizados por usuários em todo o mundo, tanto em computadores como em smartphones.

Internet no Brasil

Os resultados para o Brasil são desanimadores, o que já é esperado devido à carência de infraestrutura e a falta de incentivo de governos e instituições para melhorias na internet em todo país.

Considerando o ranking de julho de 2017, para internet fixa o Brasil ocupa o 72º lugar, com média para download de 16.42 MBs, ficando atrás de países como Porto Rico (46), Uruguai (58), Mongólia (59) e Armênia (68). Na internet fixa o resultado é ainda pior, onde ocupamos o 76º lugar, com média de download de 14.91 MBs, atrás de Equador (64), Peru (71) e Irã (74).

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Média de velocidade de internet fixa e móvel no Brasil (julho de 2017).

Internet móvel

Os países com melhor conexão de internet móvel são: Noruega com média de velocidade de download em 52.49 MBs, Holanda com 46.94 MBs e Hungria com 46.24 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet móvel (julho de 2017)

Internet fixa

Para a internet fixa, outros países se destacam, em primeiro Singapura com uma velocidade média de conexão de 154.38 MBs, em segundo Coréia do Sul com 125.69 MBs e terceiro Hong Kong com 117.21 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet fixa (julho de 2017)

 

Como os dados do ranking mostram, infelizmente ainda temos muito que evoluir quanto a qualidade de internet no Brasil. Primeiro investindo em melhor infraestrutura de comunicação e redes e depois em incentivos para as empresas e provedores investirem na oferta de melhores serviços de conectividade para empresas e residências.

10 hábitos negativos que comprometem a produtividade dos profissionais e o impacto para as empresas

Apesar da tecnologia ser uma aliada das empresas e dos profissionais, também pode se tornar a principal responsável pela baixa produtividade dos colaboradores nas empresas com a ocorrência de hábitos negativos.

Uma pesquisa realizada pela CareerBuilder apontou que a internet e os celulares são os principais vilões quando falamos de queda de produtividade nas equipes, 75% das empresas estimam que seus colaboradores percam, aproximadamente, duas ou mais horas de trabalho com redes sociais e atividades não produtivas na internet ou no celular.

Quando os profissionais trabalham conectados na internet ou próximos dos seus smartphones, ficam a um clique de distância de distrações tentadoras da sua vida pessoal, como conversar com amigos e familiares, acessar as redes sociais ou buscar conteúdos de interesse pessoal. Essa alta conectividade que a tecnologia oferece não é por si só negativa, mas gera hábitos negativos e precisa ser devidamente gerenciada, tanto pelo próprio profissional quanto pela empresa.

Para resolver esse problema de hábitos negativos, os gestores precisam criar uma cultura de bom uso da internet no ambiente corporativo, primeiramente mantendo um diálogo aberto com os colaboradores sobre as consequências do desperdício de tempo. Também podem ser utilizadas ferramentas de gestão para controlar e otimizar o uso dos recursos de tecnologia e definir estratégias em conjunto com a equipe para que a produtividade se mantenha em alto nível.

Pesquisa sobre produtividade dos profissionais

Na pesquisa, 19% dos gestores informaram que acham que seus colaboradores são produtivos menos de 5 horas por dia durante todo o expediente, ou seja, apenas 62% do tempo de trabalho, aproximadamente. Ao definirem o principal culpado, 55% consideram que o principal hábito que leva ao desperdício do tempo dos colaboradores é o uso do celular para troca de mensagens pessoais e uso de mensageiros instantâneos. Veja a lista completa dos hábitos que mais prejudicam a produtividade nas empresas:

  1. Uso do celular para troca de mensagens
  2. Navegação na internet
  3. Conversa e fofoca entre os colaboradores durante o expediente
  4. Acesso às redes sociais (Facebook, Twitter, LinkedIn…)
  5. Distrações geradas pelos colegas de trabalho
  6. Intervalos para lanches ou cigarro
  7. Uso do e-mail pessoal
  8. Reuniões desnecessárias e improdutivas
  9. Excesso de barulho interno e externo
  10. Espaço de trabalho inadequado ou limitado para o exercício das atividades
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10 hábitos que mais comprometem a produtividade dos profissionais no trabalho, segundo pesquisa.

Impacto da baixa produtividade nas empresas

Nas empresas, considerando um mercado cada vez mais competitivo, onde muitas vezes a produtividade e eficiência podem fazer a diferença entre o saldo positivo ou negativo nos resultados, qualquer desperdício de recursos, principalmente em relação aos colaboradores, pode ter um forte impacto para a empresa como um todo.

Para os gestores das empresas que participaram da pesquisa, esses hábitos e a redução na produtividade têm impacto bastante negativo nas empresas, vejamos os principais:

  1. Comprometimento na qualidade das tarefas realizadas: 48%
  2. Piora no relacionamento da equipe devido a tarefas não realizadas: 38%
  3. Desgaste na relação entre empresa e empregador: 28%
  4. Prazos das tarefas não cumpridos: 27%
  5. Redução nas receitas: 26%
  6. Relacionamento com o cliente prejudicado: 20%

Além dos problemas listados, ainda podem ocorrer problemas de segurança, como perda de informações ou comprometimento dos recursos de tecnologia. Muitas vezes a velocidade de internet fica comprometida por conta do uso indevido desses recursos.

A pesquisa também mostrou que 76% das empresas definiram regras ou limites para resolver esse problema, 36% das empresas passaram a controlar o acesso à internet, definindo o que pode ou não ser acessado pelos colaboradores, e 25% proibiram o uso do celular para chamadas e atividades pessoais, sendo permitido somente em casos de emergência.

Desperdício de tempo

Para auxiliar os gestores, temos disponível uma calculadora que permite estimar o custo do desperdício de tempo dos colaboradores. Dessa forma, fica mais fácil definir algum tipo de solução para a baixa produtividade, em busca de melhorar o ambiente corporativo.

Claro que o impacto pode variar muito em cada empresa, por isso o mais importante é que os gestores monitorem a produtividade da sua equipe e reconheçam esse problema de desperdício de tempo como uma realidade, para que possam ser tomadas medidas, no sentido de evitar qualquer impacto negativo nos resultados da empresa.

Esse é um tema sempre polêmico e exige muito bom senso na definição das estratégias para manter a equipe sempre produtiva e motivada, sem causar frustração nos colaboradores ou criar um ambiente de trabalho negativo.

Na sua empresa, como é tratada essa questão de desperdício de tempo e uso da internet e celulares pelos colaboradores? Compartilhe sua experiência e opinião nos comentários!

Franquia de internet banda larga fixa e o mercado de internet no Brasil

O debate sobre o limite de velocidade de internet banda larga fixa é sempre polêmico, mas também importante e necessário.

Desde o início de 2016, quando começou o debate sobre franquia de internet para banda larga no Brasil, muito aconteceu e houveram inúmeras reviravoltas. Passamos inicialmente pela aprovação da aplicação de limite de velocidade de internet pelos provedores de internet à atual possibilidade de mudança no Marco Civil da Internet, através do PL 7182/2017, que acrescenta mais um inciso aos 13 itens do artigo 7 do Marco Civil, que consiste em: “vedar a implementação de franquia limitada de consumo nos planos de internet banda larga fixa.

Na prática, a alteração torna proibido aos provedores qualquer limitação ou corte no consumo de tráfego de internet via banda larga fixa e obriga estes a garantir sempre a mesma velocidade de internet, de acordo com a velocidade contratada, independente do consumo gerado dentro de um período. O contrário do que acontece atualmente na telefonia móvel.

Essa alteração gerada pelo PL 7182/2017 não se aplica a Lei Geral de Telecomunicações, mas sim ao Marco Civil da Internet, que possui apenas três anos de existência (Lei 12.965/2014). O Marco Civil tem como propósito “regular o uso da Internet no Brasil por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres para quem usa a rede, bem como da determinação de diretrizes para a atuação do Estado”.

Essa mudança pode ser uma das mais relevantes no mercado de telecomunicações desde que o modelo atual foi implementado, há quase 20 anos.

O que torna essa alteração na legislação tão significativa é que, do lado da oferta de serviços de conexão à internet, passa a ser possível apenas uma forma de comercialização de banda larga fixa: através da diferenciação na velocidade da conexão. Já que o próprio Marco Civil limitou a diferenciação por qualidade do serviço, estabelecendo princípios de neutralidade da rede.

O grande problema é que essa restrição tem aplicação geral, pois não especifica o porte dos provedores que deverão seguir as regras e tão pouco as tecnologias utilizadas para fornecimento do serviço. 

Portanto, a restrição de franquia de internet afetará todos da mesma forma, desde o fornecedor de internet em praça pública, passando por pequenos e médios provedores regionais, até grandes fornecedores de internet por fibra óptica em grandes centros. Da mesma forma, afeta todas as tecnologias utilizadas, banda larga via satélite, provedores de acesso por rádio, fibra óptica, empresas de TV por assinatura e outros meios que existem e possam vir a surgir para conexão à internet.

A medida também não prevê qualquer análise ou revisão no futuro. Como sabemos, a tecnologia e a internet estão em constante evolução, não é possível saber hoje como os serviços serão oferecidos nos próximos anos, tão pouco dimensionar a qualidade de rede ou a infraestrutura necessária no futuro.

Essa situação cria grandes possibilidades de problemas futuros ao mercado de internet, já que a restrição se aplica de forma genérica e ampla à todos provedores de internet e formas de conexão. Erros como esse são decorrentes da falta de análise e debate dos atores envolvidos, em situações onde é necessário avaliar os diferentes cenários e variações existentes.

Nesse caso, temos os políticos mais preocupados em atender movimentos populares e usar a situação para benefício próprio do que criar uma solução eficiente para o problema. Temos a Anatel, que como agência reguladora tem a responsabilidade de se posicionar a respeito, onde inicialmente não se colocou contra o modelo de franquia de internet, mas acabou tendo uma postura neutra, “lavando as mãos”, para não ir contra a repercussão negativa na sociedade em relação ao limite de velocidade de internet para banda larga fixa. E temos ainda as empresas de telecomunicação e as entidades que às representam, que falharam ao não apresentar um conjunto de informações, propostas práticas e benefícios para o mercado, a partir do modelo de franquia de internet na banda larga fixa.

A realidade é que o mercado de provedores de internet é muito amplo e diversificado. Existem dezenas de tecnologias, pequenos provedores regionais até grandes fornecedores de internet em nível nacional, variados tipos e diferentes necessidades dos clientes, formas de competição distintas em diferentes mercados, além das inúmeras opções de modelo de negócios que os provedores podem seguir.

Para o desempenho de atividades de telecomunicação, a própria Constituição define que as regras a serem seguidas na oferta de serviços estão estabelecidas na Lei Geral de Telecomunicações, onde consta que na prestação dos serviços prevalece a liberdade (“a liberdade é a regra”), estabelecendo ainda um regulador (Anatel) para fiscalização. O próprio Marco Civil assegura a “liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que não tenham conflito com os demais princípios estabelecidos nesta Lei” para a atuação empresarial no mercado.

O debate agora se concentra justamente em alterar os princípios de mercado e práticas comerciais previstas em lei, para criar uma limitação legal nas atividades de empresas de infraestrutura, com a alegação de possível ameaça aos direitos do consumidor, no caso de aplicação de franquias. 

Considerando que o modelo de franquia de internet é uma prática comum na telefonia móvel, onde as operadoras oferecem inúmeras opções e formatos de plano e praticam restrições com limite de velocidade de conexão de acordo com o consumo. Fica totalmente incoerente não permitir a aplicação de franquia na telefonia fixa de banda larga, tanto legalmente como pelo posicionamento dos órgãos reguladores e entidades envolvidas.

Ao analisar esse tema, um ponto a ser considerado é o entendimento de que, com maior liberdade no mercado de telecomunicações, podemos ter uma competição saudável entre os provedores e mais alternativas na oferta de serviços, com mais opções de planos de internet, maior variedade de serviços e, principalmente, melhor qualidade na prestação de serviços de conexão de internet.

Considerando que acesso à internet de qualidade ainda é um problema crítico no Brasil, tanto no mercado corporativo como para residências. Caberia ao Governo buscar formas de incentivar o desenvolvimento de melhorias ao mercado de telecomunicações, oferecendo melhor infraestrutura e subsídios para investimento por parte dos provedores. No Brasil apenas metade das residências possuem internet fixa banda larga e apenas 4% das conexões são por fibra óptica.

Outro ponto que vale a pena ser abordado, é que no Brasil de modo geral serviços de provedores de internet são vistos como empresas ruins e criticadas pelo senso comum da sociedade. Claro que boa parte das empresas pecam em oferecer um serviço de qualidade e atendimento satisfatório, mas parte dessa imagem ruim também deve ser atribuída a infraestrutura precária em grande parte do Brasil, a burocracia sem fim para implantação de novas infraestruturas, a carga tributária altíssima ante a necessidade de investimento e o retorno gerado, a grande quantidade de regras e limitações regulatórias na prestação dos serviços e todos outros complicadores existentes no desenvolvimento de negócios em nosso país.

Concluindo, em toda a análise e debate deve prevalecer dois valores/objetivos principais: o propósito de melhoria nos serviços prestados para os cidadãos e a garantia de princípio de liberdade e livre comércio para empresas, clientes e o mercado de modo geral.

Considerando que a aplicação de restrições nas práticas de mercado limitam a atuação das empresas e dificultam a oferta de serviços personalizados e até mesmo de melhor qualidade, e que como a internet no Brasil ainda precisa evoluir e não temos incentivos do governo e entidades reguladoras para que isso aconteça, é possível concluir que não permitir a possibilidade de limitação de consumo de internet na banda larga fixa (ao contrário do que ocorre na telefonia móvel) não é o melhor caminho para melhorar o mercado de telecomunicações no Brasil.

Qual sua opinião sobre o assunto? O que você acha que pode ser feito para melhorarmos a internet no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Passo a passo: como criar um manual de ética e bom uso da Internet no trabalho

Como evitar que a Internet prejudique a produtividade dos colaboradores e das equipes sem ter que privá-los do acesso ao universo digital, tão importante para acompanhar novidades, inovações e fazer contatos? Esse é um dilema que a maioria das organizações e gestores de equipes e TI enfrentam atualmente.

Estudos e pesquisas apontam que os colaboradores gastam, em média, 30% do tempo de navegação em sites sem qualquer relação com a atividade profissional. Além de representar prejuízo financeiro direto para a empresa, pelo desperdício de tempo e uso de recursos de tecnologia e Internet, a banda consumida pode comprometer a velocidade da Internet e atividades do restante da equipe, o que acaba resultando em um duplo prejuízo para o empregador.

Mas como lidar com a situação? Impedir a navegação na Internet não é uma prática recomendada, pois é praticamente impossível uma empresa e seus colaboradores ficarem desconectados. Por outro lado, liberar o acesso sem limites a qualquer site ou serviço online, pode trazer riscos, gerar problemas ou comprometer o desempenho da equipe e da segurança de informações da empresa.

Portanto, uma boa alternativa está na elaboração de regras para utilização da Internet na empresa, através de um Manual ou cartilha. Esse documento irá ajudar a adequar comportamentos, práticas e ações de todos os colaboradores, resguardando a companhia contra possíveis contratempos.

O grande desafio porém, é encontrar o ponto de equilíbrio entre a defesa dos interesses da empresa e o respeito à privacidade dos colaboradores. Para evitar que ocorram abusos de ambas as partes, o ideal é que o manual seja elaborado por uma comissão composta por representantes de diversas áreas da empresa. Assim, é possível ter um documento de autoria coletiva e com a participação dos próprios usuários da Internet.

O trabalho de elaboração e aplicação do manual de ética e bom uso da internet no trabalho deve ser realizado em etapas, que podem ser:

Etapa 1: Definição da equipe/comissão responsável

A participação deve ser estimulada pela direção da empresa, com o envio de sugestões e necessidades por parte dos colaboradores de todas as áreas e setores. Os responsáveis devem ser de diferentes áreas da empresa, sendo indispensável a participação dos gestores do setor de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação.

Etapa 2: Definição de regras e política de acesso

Os responsáveis pela elaboração do manual, seguindo as orientações do gestor de RH e TI, devem definir quais serão as regras de acesso à Internet, quais os tipos de conteúdos e sites podem ser acessados e quais estarão bloqueados. A sugestão é manter o equilíbrio e flexibilidade entre as necessidades da empresa e dos colaboradores.

Por exemplo, definir horários para acesso à determinados sites, como redes sociais, comunicadores instantâneos e e-mail pessoal, também é recomendado a criação de grupos de usuários, com regras de acordo com suas necessidades e perfil de atividades, por exemplo, os setores de imprensa, comunicação e marketing pode ter acesso mais amplo à redes sociais e o setor administrativo aos conteúdos técnicos sobre a área de contabilidade e administrativa.

Etapa 3: Elaboração do manual

O documento deve apresentar de forma explicativa e clara os seguintes pontos:

  • Usos permitidos para a internet e o e-mail corporativo;
  • Práticas proibidas e regras de acesso, detalhando o que não pode ser acessado;
  • Alerta para a possibilidade de monitoramento da navegação do colaborador;
  • Formas adequadas para mencionar a empresa nas redes sociais e sites;
  • Direitos dos colaboradores no que se refere à privacidade;
  • Sanções e penalidades para quem descumprir as regras estabelecidas no manual;
  • Tipos de dispositivos que podem ser utilizados nos computadores da empresa, conexão do smartphone, fones de ouvido e pendrive;
  • Tipo de conteúdo que pode ser salvo nos computadores da empresa.

Etapa 4: Elaboração de documento com política de uso da tecnologia da empresa

Ao implementar um política de gerenciamento de acesso à internet e de uso dos recursos de tecnologia, é necessário que a empresa formalize esse procedimento e informe os colaboradores. Para isso é importante a criação de um documento que detalhe as regras e condições de uso da internet e equipamentos de tecnologia, informe as penalidades no caso de descumprimento das regras e formalize o conhecimento do profissional em relação à política da empresa.

Você pode utilizar na sua empresa esse modelo de documento de política de uso da internet para empresas.

É importante que os colaboradores assinem esse documento comprovando sua ciência, resguardando assim a empresa no caso de alguma argumentação ou problemas com invasão de privacidade.

Etapa 5: Definição de ferramenta para controle e monitoramento

Para que a política de bom uso da Internet seja implementada e funcione corretamente, é imprescindível utilizar algum serviço para o controle e monitoramento do acesso à Internet. Através dessa ferramenta devem ser implementadas as regras de acesso definidas no manual e também é possível fazer o monitoramento da navegação dos seus colaboradores.

Através de relatórios e gráficos de acesso e navegação é possível verificar se as regras estão sendo seguidas pelos colaboradores e utilizar essas informações para comprovar o uso indevido e justificar as sanções e penalidades previstas no manual.

Há inúmeras alternativas de ferramentas e serviços para o gerenciamento do acesso à Internet, desde servidores locais com Linux e serviços de Proxy/Firewall, soluções personalizadas como Dell SonicWall, Fortinet Fortigate e vários outros, programas de controle a serem instalados nos computadores, até soluções mais modernas baseadas em nuvem como Open DNS e Lumiun Tecnologia.

Etapa 6: Divulgação do manual

Todos os colaboradores devem receber uma cópia do manual. Se possível, a empresa deve organizar uma atividade na qual o documento será apresentado, definindo a data que entra em vigor a política descrita no manual. Esse momento pode ser o início da campanha de conscientização sobre o uso responsável da Internet no ambiente corporativo. A companhia criará as condições para que o manual esteja disponível a qualquer momento via internet, em murais ou no setor de Recursos Humanos.

Etapa 7: Orientação e treinamento

O documento com a política de uso da Internet deve integrar o material recebido por todos os novos colaboradores, junto com as devidas orientações quanto às condições e regras de uso da internet e recursos de tecnologia na empresa. Cabe ao setor de Recursos Humanos destacar a importância do cumprimento das normas estabelecidas no manual.

A aplicação do manual deve ser alvo de campanhas permanentes por parte da empresa. O setor de RH tem papel fundamental na disseminação da cultura de uso responsável dos recursos de tecnologia da empresa, não apenas da Internet. Temas como download de material pirata (CDs, DVDs, games e softwares), disseminação de material pornográfico ou crimes relacionados ao ambiente digital devem fazer parte de seminários, cursos e atividades de treinamento para os colaboradores.

Etapa 8: Sanções e penalidades

O objetivo da implantação de uma política de bom uso da Internet não deve ser punir os colaboradores, mas criar a cultura de utilização responsável da tecnologia. Por isso, não é aconselhável aplicar as sanções abruptamente. Durante um período de adaptação, é recomendado informar os colaboradores caso não estejam cumprindo as regras previstas no manual. Se a prática de mau uso se mostrar recorrente, a empresa deve então aplicar as sanções e penalidades previstas.

Empresa e colaboradores têm responsabilidades e direitos quando o assunto é a utilização da internet e da tecnologia. Esclarecer os papéis de cada um e promover o bom uso da tecnologia gera benefícios a todas as partes. A elaboração adequada de uma política de uso da Internet e um manual para sua documentação deve ter como finalidade a formação de uma cultura corporativa, no sentido de beneficiar todos envolvidos, os colaboradores se tornando mais produtivos e a empresa melhorando seus resultados.

Se você tem alguma experiência semelhante na sua empresa, compartilhe conosco nos comentários!

Liberar ou bloquear o acesso às redes sociais nas empresas?

O questionamento sobre o acesso às redes sociais durante o trabalho é um dilema presente no cotidiano de muitos gestores de empresas: bloquear o acesso à redes e sites que desviam o foco e reduzem a produtividade dos colaboradores, ou liberar o acesso à esses sistemas, visando o bem estar dos colaboradores? É uma pergunta difícil de ser respondida.

Liberar o acesso às redes sociais?

O acesso às redes sociais é o fator que mais contribui para o desperdício de tempo no trabalho. No Brasil, mais de 90% dos usuários de internet possuem perfil em ao menos uma rede social e pesquisas apontam que 72% dos profissionais acessam seus perfis sociais durante o trabalho. Apesar de as redes sociais serem usadas por pessoas de todas as idades, o público jovem é que lidera o uso, inclusive no ambiente de trabalho.

Uma das coisas em que os jovens devem estar atentos e preocupados é o fato de que o ambiente de trabalho é para trabalho e quando se fica muito tempo nas rede sociais, o momento é de se repensar, pois este tipo de atitude pode ser duas coisas: ou o profissional está acomodado e não tem perspectiva de crescimento na empresa ou está muito desmotivado.

Sabemos que hoje com a grande quantidade disponível de redes, aplicativos e o rápido acesso através de inúmeros dispositivos, o acesso às redes sociais pode ocorrer de variadas maneiras. Dessa forma, o gestor deve decidir se quer ou não liberar o acesso às redes sociais, por isso é importante conhecer a sua equipe e entender como esse uso pode influenciar na produtividade.

As empresas podem adotar políticas liberais ou mais conservadoras, mas com certeza o ponto mais importante a ser considerado e trabalhado é a maturidade da equipe. Em uma equipe madura, produtiva e em compromisso com os resultados da empresa, é possível adotar uma postura mais flexível, liberando o acesso sem restrições ou em horários específicos.

O que não é recomendado para equipes sem esta maturidade, pois fará com que os colaboradores percam ainda mais o foco nas atividades da empresa e comprometam os resultados.

Nesse sentido, podemos concluir que o gestor deve buscar soluções nos dois sentidos, desenvolver métodos de manter a equipe motivada, produtiva e focada nas tarefas e resultados da empresa, mas ao mesmo tempo implementar uma política de acesso à Internet de acordo com o perfil da equipe, bloqueando o acesso para evitar desperdício de tempo e baixa produtividade, se necessário.

Bloquear o acesso às redes sociais?

Caso o gestor acredite que as redes sociais são uma ameaça para o seu negócio e para a sua equipe, pois além de prejudicar a produtividade elas também facilitam e abrem espaço para a entrada de vírus, Ransomware, phishing, entre outros problemas referentes a segurança.

Em uma situação como essa o ideal é implantar um sistema para gestão e controle da internet. Porém, o mais importante é usar do bom senso nas regras, pois o recomendado é analisar as particularidades da sua equipe e definir grupos de acesso, implementando regras de acesso de acordo com o perfil dos colaboradores e atividades desempenhadas, de forma diferente para cada grupo definido.

Por exemplo, o setor de vendas pode utilizar as redes sociais para prospecção de clientes, o setor de RH pode buscar informações sobre profissionais em redes como LinkedIn e até mesmo no Facebook, mas o restante da sua equipe não tem nenhum tipo de relação das atividades realizadas com o acesso às redes sociais.

Nesse cenário, o ideal será o acesso liberado ao setor de vendas, acesso controlado em horários específicos para o RH e o restante da equipe ter o acesso bloqueado ou ainda, como opção, liberado em algum horário específico de intervalo.

Outro ponto importante é o levantamento de informações sobre o uso da Internet, ter relatórios do que está sendo acessado e analisar essas informações em conjunto com relatórios de produtividade da equipe e entrega de tarefas, pode levar a otimização da sua política de acesso a Internet.

Faça essa experiência, com bloqueios e acessos liberados, preste atenção no comportamento dos colaboradores, compare resultados e verá como as pessoas são capazes de surpreender, tanto para o lado positivo, quanto para o lado negativo.

Você tem experiências ou sugestões sobre o bloqueio de acesso as redes sociais? Compartilhe conosco nos comentários!