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Segurança da informação em 2018: fatos relevantes e o aumento dos ataques virtuais

O ano de 2018 foi marcado por diversos acontecimentos em relação à segurança da informação e tecnologia, como a determinação do GDPR (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados) que representa a ascensão para a regulamentação de privacidade da União Europeia e também com o aumento significativo nos registros de ataques cibernéticos como golpes, sequestro de dados, malwares,  vazamento de dados e mineração de criptomoedas.

Aqui no blog já apresentamos dados relevantes sobre o aumento de ataques virtuais em 2018 e a importância de educar os usuários, mas você sabia que além disso, durante o ano de 2018 foram detectados mais de 350 mil vírus por dia pela Kaspersky Lab? Então, os números são assustadores e representam a realidade da internet global.

A Kaspersky Lab afirma que houve um aumento de 43% para o ransomware (de 2,1 em 2017 para 3,1 milhões em 2018) e de 44% para os backdoors usados por cibercriminosos para acesso remoto ao PC (de 2,2 para 3,2 milhões), estes resultados comprovam que malwares, principalmente backdoors e ransomware, continuam sendo um perigo significativo.

O dfndr lab, laboratório de cibersegurança da PSafe, elaborou o 5º Relatório de Segurança Digital no Brasil com um acúmulo de dados comparativos entre o 2º e o 3º trimestre de 2018, gerados através das detecções de ciberataques aos smartphones Android dos mais de 21 milhões de usuários do aplicativo de segurança dfndr security.

  • O Relatório da dfndr lab mostra que houve queda de 31,4% em ciberataques (de 63,8 a 43,8 milhões) por conta da redução do foco em grandes eventos, porém apresenta o aumento de 7% em fake news (de 4,4 a 4,8 milhões) que abordam principalmente assuntos sobre política, saúde ou formas de ganhar dinheiro fácil.
  • Confira o gráfico de detecções de links maliciosos:

    grafico-links-maliciosos-dfndr-lab-2018
    Phishing via mensagens, publicidade suspeita e notícias falsas lideram ranking de links maliciosos. (Fonte: PSafe / dfndr lab)
  • Apesar da sensível queda percebida entre os trimestres (31,4%), não podemos olhar para essa informação de forma simples e genérica. Os ciberataques não estão diminuindo. O que vimos, neste trimestre, foi uma combinação de fatores que englobam a redução do foco em grandes eventos que envolvam questões público-financeiras, como FGTS e PIS/Pasep, e de datas comemorativas de alta relevância para o varejo.Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Os números seguem sendo preocupantes, e a cada ano que passa os ataques tornam-se cada vez mais diversificados. Cibercriminosos “renovam estratégias” para aprimorar a criptografia, buscando evitar a detecção de ataques. Dessa maneira, sem dúvidas, podemos afirmar que o ano de 2018 foi marcado por uma série de ataques, contabilizando vítimas no mundo inteiro.

Entre e-mails e sites falsos, mensagens no WhatsApp, fake news, ataques para sequestro de dados e até para mineração de criptomoedas, com o objetivo de explorar a capacidade de dispositivos e utilizar o processamento sem a autorização do usuário, preparamos uma lista com alguns dos ataques cibernéticos que ocorreram em 2018, acompanhe o artigo.

Hotéis Marriott

Setembro, 2018.

A partir de um grande ataque ao banco de dados, em média 500 milhões de clientes da rede hoteleira Starwood Hotels and Resorts, subsidiária da Marriott International, tiveram seus dados pessoais como nome, telefone, número de passaporte, endereço, entre outros, acessados por criminosos. O ataque foi detectado em setembro de 2018, mas o acesso não autorizado ao banco de dados já acontecia desde 2014.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou um Inquérito Civil Público para investigar o caso.

Facebook

  1. Março, 2018.
    Cambridge Analytica:
    Com a utilização de um aplicativo de teste de personalidade, usuários permitiram acesso a suas informações, mas acabaram permitindo acesso também às informações de amigos. A empresa usou os dados ilegalmente para propaganda política.
  2. Setembro, 2018.
    Ataque hacker:
    Os criminosos aproveitaram-se de uma vulnerabilidade da opção “Ver como” e tiveram acesso a dados do perfil de 30 milhões de pessoas, após o ataque, em média 90 milhões de pessoas foram redirecionadas para realizar login novamente e informadas do ocorrido.
  3. Dezembro, 2018.
    Fotos publicadas sem autorização:
    A partir de um “bug”, cerca de 6 milhões de usuários que permitiram o acesso à mídia para aplicativos de terceiros tiveram “fotos não publicadas” (como stories e fotos que foram carregadas, mas não publicadas), expostas na rede social. O Facebook notificou os usuários e sugeriu que verifiquem os acessos dos aplicativos.
    Fonte: TechTudo

Banco Inter

  1. Maio, 2018.
    Em maio de 2018, a equipe do site TecMundo recebeu um manifesto composto de 18 páginas, assinado por um hacker chamado “John”. Este documento detalhava de forma técnica como o hacker teve acesso à dados, além disso, os detalhes da extorsão aplicada ao Banco Inter. A condição era: se o banco não pagasse o valor dentro do prazo, os dados seriam enviados para a imprensa e vendidos na internet.
    O banco agiu corretamente, conforme as indicações sobre como agir em casos de invasão ou roubo de dados e não cedeu à extorsão.
    Como não houve pagamento ao hacker, os dados pessoais de milhares de clientes, funcionários e executivos do Banco Inter, um dos maiores bancos totalmente digitais do Brasil, foram colocados em um arquivo criptografado de 40 GB. Os dados consistem em fotos de cheques, documentos, transações, e-mails, informações pessoais, chaves de segurança e senhas de aproximadamente 100 mil pessoas.
    .
    • O hacker informa que trabalhou por cerca de 7 meses na invasão ao Banco Inter e explicou que através de um erro de um funcionário foi possível entrar nos sistemas do banco e copiar os dados.
    • O Banco Inter negou ter ocorrido uma invasão.
  2. Julho, 2018.
    Comissão de Proteção dos Dados Pessoais, com colaboração do TecMundo, instaurou inquérito civil público para investigar caso. No curso da investigação, o MPDFT constatou, com comprovação do Centro de Produção, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI), o comprometimento de:
    .
    • Dados cadastrais de 19.961 correntistas do Banco Inter.
    • Desses, 13.207 contêm dados bancários, como número da conta, senha, endereço, CPF e telefone.
    • Outros 4.840 dados de clientes de outros bancos que fizeram transações com usuários do Inter também foram comprometidos.
    • Também ficou confirmada a exposição dos certificados digitais, já revogados, e da chave privada do banco.
    .
    O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu a condenação do banco ao pagamento de R$ 10 milhões, a título de indenização, em razão de não ter tomado os cuidados necessários para garantir a segurança dos dados pessoais de seus clientes e não clientes. O valor, no caso de condenação, será revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).
  3. Dezembro,2018.
    Foi homologado um acordo entre o Banco Inter e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde o Banco Inter deve pagar R$ 1,5 milhão para reparar os danos morais coletivos de caráter nacional decorrentes do vazamento de dados.
    Fonte: TecMundo

Phishing

Os casos de fraudes realizadas com a utilização de phishing não são novidade e seguem acontecendo via e-mail, WhatsApp e outras redes sociais. É frequente a circulação de promoções falsas, principalmente nas datas comemorativas e foram estes exemplos que trouxemos.

Em relação ao phishing no ano de 2018, a Kaspersky Lab identificou o aumento de 110% de incidentes, levando o Brasil ao lugar no ranking mundial, conforme dados apresentados no início deste artigo.

  1. Durante o ano de 2018, principalmente em períodos próximos à atualizações do catálogo da Netflix.
    E-mail falso da Netflix: O e-mail solicita que o usuário atualize seus dados de pagamento pois a suposta conta estaria suspensa. Com uma construção de e-mail convincente, divulgando filmes e séries que estão em alta ou são novos no catálogo da Netflix, os criminosos convencem muitas pessoas, principalmente por ser um e-mail de conteúdo atual. Dessa maneira, muitas pessoas acabam caindo neste golpe e fornecendo dados sensíveis para criminosos. Cabe alertar que é o mesmo link suspeito em todos os botões do e-mail.
    A Netflix tem um canal oficial disponível para denúncias de phishing, então se você receber qualquer e-mail deste tipo, encaminhe-o para phishing@netflix.com

    phishing-netflix
    Phishing – E-mail falso solicita atualização da forma de pagamento, alegando que o usuário está com a conta suspensa.
  2. Novembro, 2018.
    Brinde de natal da O Boticário: As promoções reais com brindes da O Boticário foram vistas como oportunidade por cibercriminosos. Uma das últimas ocorrências de 2018 foi a falsa promoção via WhatsApp que oferecia diferentes brindes da marca e para “ganhar”, o usuário deveria fornecer o número de CPF e convidar amigos, gerando um grande fluxo de pessoas fornecendo seus dados a criminosos. A O Boticário se pronunciou oficialmente em sua página no Facebook, alertando o público sobre a falsa promoção.

    Phishing-brinde-natal-oboticario-2018
    Phishing –  Novembro,2018 – Falsa promoção da O Boticário oferecia brindes após o cadastro com CPF e indicação de amigos.
  3. Dezembro, 2018.
    Brinde de natal da Coca Cola: Aconteceu via WhatsApp a circulação de uma falsa promoção que oferecia brindes de natal. Para “ganhar o brinde”, o usuário deveria clicar em um link e realizar o cadastro, acontece que o link redirecionava o usuário a um site de Phishing para captação de dados, principalmente números de CPF. A Coca Cola se pronunciou oficialmente informando que a promoção era falsa e reiterando que o site oficial da empresa é: natal.cocacola.com.br

    Phishing-brinde-natal-coca-cola-2018
    Phishing – Dezembro,2018 – Falsa promoção da Coca Cola prometeu brindes de natal e captou o CPF de usuários que se cadastraram.

Fake news

A ocorrência de fake news (notícias falsas) foi tão alta durante o ano de 2018 que a dfndr lab identificou que 11% dos links maliciosos, eram notícias falsas. Representando o aumento de 7% em fake news (de 4,4 a 4,8 milhões) que abordam principalmente assuntos sobre política, saúde ou formas de ganhar dinheiro fácil, entre o 2º e 3º trimestre de 2018.

  1. Julho, 2018.
    Fato ou Fake: A equipe G1 procurou ajudar os internautas a ter um canal que analisa casos de fake news. A seção identifica as mensagens que causam desconfiança e esclarece o que é real e o que é falso. A apuração é feita em conjunto por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo. Discursos de políticos também são conferidos. Veja aqui a categoria
  2. Top 5 notícias falsas sobre política (dfndr lab)
    No 5º Relatório de Segurança Digital no Brasil da dfdr lab foi apresentado um ranking de detecção de notícias falsas sobre política. Em primeiro lugar está uma notícia falsa sobre Jean Wyllys, esta foi detectada 625 mil vezes pela empresa de segurança.

    Noticia-falsa detectada-625mil-vezes-entre-o-2-e-3-trimestre-de-2018.Fonte-PSafe-Dfndr-Lab
    Notícia falsa detectada 625mil vezes entre o 2º e 3º trimestre de 2018. (Fonte: PSafe / dfndr lab)

 

Levando em consideração as notícias marcantes para a segurança no uso da internet em 2018, é importante ressaltar que métodos preventivos contra ataques cibernéticos devem estar sempre em primeiro lugar, para todo e qualquer usuário conectado.




Gestores e profissionais de TI devem priorizar a segurança da informação, mas a principal dúvida é: como fazer? Por onde começar?

As ações mais importantes para melhorar a segurança da informação na empresa são baseadas em prevenção. Listamos 5 ações das mais relevantes que devem ser implementadas e periodicamente revisadas para que a empresa tenha um excelente nível básico de atenção à segurança da informação.

  • Backup dos dados: há determinados tipos de incidentes de segurança em que a única opção para recuperar as informações da empresa passa pela restauração de cópias de segurança. É essencial manter uma estratégia de backup, com rotinas atualizadas e verificadas. Deve-se analisar, entre outros aspectos, quais dados serão protegidos, a periodicidade de atualização, o tempo de retenção das cópias e o local de armazenamento das cópias (lembrando que é importante manter cópias em local externo ao ambiente onde ficam os dados na empresa).
  • Antivírus: é importante utilizar um bom software antivírus. Outros mecanismos de proteção da rede são complementares e não substituem o antivírus. Há pacotes gratuitos que oferecem um nível básico de proteção, no entanto, para proteção efetiva é recomendado que as empresas invistam na aquisição de uma boa solução antivírus e anti-malware.
  • Firewall e controle do acesso à internet: proteger a rede com firewall e bloquear links prejudiciais e sites nocivos é uma medida muito relevante para a segurança da informação. É importante que a solução tenha uma interface de gerenciamento funcional e fácil de usar, pois a facilidade na visualização de relatórios e a correta configuração da ferramenta impactam diretamente na eficiência da proteção. Uma solução para gerenciamento do acesso à internet como o Lumiun é um excelente recurso para aumentar a segurança da informação na empresa, além de promover a conscientização no uso da internet e auxiliar na produtividade dos colaboradores.
  • Atualizações de software: todos os programas utilizados nos computadores e equipamentos devem estar atualizados com versões recentes. A prática de aplicar atualizações rotineiramente, e sempre que são disponibilizadas, é importante para proteção contra ataques que se aproveitam de novas vulnerabilidades que são descobertas, publicadas e exploradas. O sistema operacional e os navegadores de internet devem ter atenção extra e mantê-los atualizados auxilia bastante na segurança.
  • Orientar colaboradores sobre boas práticas de segurança da informação: atualmente a maioria dos ataques passa por alguma ação indevida realizada por um colaborador da empresa. Falhas como clicar em um link de um email que contém uma promoção totalmente incrível, sem o devido cuidado e atenção em verificar o link que será aberto, são exemplos de como o descuido pode ser uma vulnerabilidade e uma porta de entrada de problemas de segurança. Procure orientar os colaboradores sobre a importância do cuidado com a segurança da informação na empresa.

Quer mais dicas sobre segurança na internet para pequenas e médias empresas? Veja 11 dicas de segurança na internet para pequenas e médias empresas

 

Controle de acesso à internet nas empresas: o que bloquear e o que liberar?

Gerenciar e proteger o acesso à internet é uma prática comum nas empresas e cada vez mais importante e necessária. Devem ser observados dois pontos principais na gestão do uso da internet em ambientes corporativos: segurança dos dados e produtividade da equipe!

Na grande maioria dos incidentes ou falhas de segurança, a porta de entrada para ataques ou instalação de vírus são usuários que não conseguem identificar possíveis riscos e acabam clicando em mensagens de e-mail falsas ou links maliciosos na internet.

Os tipos de incidentes com maior ocorrência atualmente são:

  • Sequestro de dados, também conhecido como Ransomware
  • Fraudes financeiras, como alteração de boletos
  • Phishing ou roubo de dados sigilosos a partir de sites falsos
  • Instalação de vírus e comprometimento da rede e equipamentos

Em relação a produtividade da equipe, os gestores precisam evitar o desperdício de tempo ou falta de foco dos colaboradores com atividades na internet que sejam pessoais ou não tenham relação com o trabalho. Infelizmente essa é uma prática comum nas empresas, pesquisas apontam que em média 30% do tempo de trabalho dos profissionais é gasto com esse tipo de atividades.

O uso indevido da internet pelos colaboradores pode comprometer e muito a produtividade da empresa. Esse desperdício de tempo pode ocorrer de inúmeras maneiras, no acesso a redes sociais como Facebook ou Instagram, acesso ao e-mail pessoal, serviços de comunicação como WhatsApp ou Skype, sites de entretenimento, compras, esporte, entre outros.

Mas como definir a política de uso da internet na rede da sua empresa? O objetivo desse artigo é auxiliar na resposta para essa questão.

O que bloquear no controle de acesso à internet?

A definição do que será bloqueado e o que fica liberado na internet deve partir de uma análise das atividades realizadas pelos colaboradores, definindo quais tipos de conteúdos e serviços fazem parte das atividades da empresa e quais apenas contribuem com o desperdício de tempo da equipe.

Temos duas premissas quanto a definição de regras no uso da rede: manter todos sites liberados e bloquear apenas o que não deve ser acessado ou manter tudo bloqueado e liberar os sites que podem ser acessados. Cabe a você como gestor definir qual opção se encaixa melhor no ambiente da sua empresa.

Também é importante, antes de definir o que será bloqueado, obter e analisar relatórios de acesso para identificar o que os profissionais costumam acessar. Então, a partir da análise da navegação na rede da empresa, implementar filtros ou restrições que reduzam o desperdício de tempo e evitem o acesso a conteúdos que não tenham relação com as atividades da empresa.

Na definição da política de acesso é importante ter bom senso e coerência, existem tipos de conteúdos que devem ser bloqueados, porém alguns sites podem ser liberados para setores específicos ou em horários flexíveis. Por exemplo, o setor de Recursos Humanos pode precisar acessar algumas redes sociais para obter informações sobre profissionais que estejam participando de processos seletivos da empresa, esse acesso pode ser liberado para alguns usuários ou então em apenas alguns horários específicos.

É interessante também levar em consideração as responsabilidades de cada colaborador, pensando na internet até mesmo como alternativa em períodos de descanso e relaxamento em pequenos intervalos durante o trabalho, por exemplo liberar sites de entretenimento em um determinado horário.

Mas, como tornar o uso da internet seguro e melhorar a utilização da rede na minha empresa com o controle de acesso à internet?

Veja os principais tipos de conteúdos que devem ser avaliados para a definição de uma boa política de controle de acesso à internet na sua empresa:

Sites nocivos e maliciosos

A internet está repleta de ameaças e sites que podem causar problemas de segurança para sua empresa.

Uma prática muito comum dos criminosos é o envio de spam com links para sites maliciosos que podem instalar vírus e malwares nos computadores. Ao acessar um site nocivo, este instala um programa malicioso sem que o usuário perceba, com isso os equipamentos e a rede podem ficar comprometidos. Assim que ocorrem a maioria dos ataques, como Ransomware (sequestro de dados) e fraudes financeiras.

Portanto é altamente recomendado que a navegação na rede da sua empresa esteja protegida e bloqueie qualquer tipo de site nocivo.

Os principais tipos de sites nocivos podem ser divididos pelas seguintes categorias:

  • Anonimizadores de acesso
  • Hacking
  • Keyloggers
  • Malware e spyware
  • Phishing e fraudes online

Além dos sites nocivos usados especificamente para crimes digitais, outros tipos de conteúdo também podem direcionar para sites maliciosos ou representar riscos. Alguns que podemos destacar são: pornografia e pedofilia, jogos e apostas, violência e sites de download de arquivos.

Da mesma forma, é recomendado que sites relacionados a estes tipos de conteúdo tenham restrições de acesso na sua empresa. Até porque, a grande maioria dos usuários não consegue identificar potenciais riscos e facilmente podem acessar alguma página ou fazer alguma ação que abre a porta para algum tipo de incidente de segurança da informação.

Também é fundamental orientar os usuários sobre os perigos que a internet representa e como identificar riscos. Muitas vezes ações simples podem evitar grandes problemas, confira algumas dicas para proteger a sua empresa de ataques virtuais.

Redes Sociais

De longe o acesso às redes sociais é o fator que mais contribui com a falta de foco e desperdício de tempo no trabalho. Veja os números:

  • No Brasil, mais de 90% dos usuários da internet possuem perfil em pelo menos uma rede social
  • Pesquisas apontam que 72% dos profissionais acessam seus perfis sociais durante o trabalho

Redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter oferecem um volume de informação e recursos muito amplo, é muito fácil e até mesmo comum acessar o perfil pessoal e se envolver com atualizações de novidades dos seus contatos, eventos, grupos de discussão, entre outros.

Dessa forma, pensando no foco e produtividade da sua equipe é interessante criar restrições quanto ao acesso às mídias sociais. Uma alternativa é definir alguns horário que o acesso fica liberado, por exemplo em intervalos ou início de turnos de trabalho.

Comunicadores instantâneos

Os sistemas de comunicação vem tomando cada vez mais nosso tempo no dia a dia. Pois serviços como WhatsApp, Skype, Messenger nos permite manter conversas diretas com um númeor muito grande de pessoas de forma muito pratica.

Porém usar os comunicadores no trabalho é um dos maiores vilões da produtividade, já que em cada visualização de conversas ocorre uma distração e muitas vezes as conversas podem se estender por grande período de tempo.

Alguns pontos negativos do acesso ao WhatsApp no trabalho:

  • Conversas costumam levar tempo
  • As pessoas esperam por respostas rápidas
  • Ansiedade para responder mensagens rapidamente
  • Desperdício de tempo e perda de foco nas atividades
  • Redução da qualidade na entrega de tarefas e baixo rendimento

Claro que esses sistemas também podem contribuir em várias atividades dentro do ambiente de trabalho, por exemplo na comunicação mais rápida com clientes ou troca de informações entre colaboradores.

Portanto, o ideal é que você como gestor entenda as necessidades de cada colaboradores e implemente restrições de acordo com as atividades desempenhadas pela equipe. Por exemplo, a empresa pode definir que o Skype é a ferramenta de comunicação corporativa entre a equipe e clientes, dessa forma bloquear WhatsApp e outros serviços.

E-mail pessoal

Semelhante às redes sociais, a maioria dos profissionais costumam acessar o e-mail pessoal durante o trabalho, para troca de mensagens com familiares, amigos, entre outros.

É recomendado o bloqueio do e-mail pessoal ou liberação do acesso em horários específicos de intervalo, para garantir a produtividade, mas também o descanso em alguns momentos.

Pornografia, violência, drogas e bebidas alcoólicas

É possível que você acredite que esse tipo de conteúdo não é acessado pelos seus colaboradores, mas muitas vezes realidade pode mostrar o contrário, por isso é importante o bloqueio irrestrito para qualquer tipo de conteúdo impróprio, como pornografia e violência.

Também é importante acompanhar os relatórios de acesso para verificar quem está acessando ou tentando acessar conteúdos impróprios, nesse caso o recomendado é informar o colaborador e no caso de reincidência, aplicar notificações e penalidades.

Esse controle é importante para fazer com o que o funcionário entenda que ele está em um ambiente de trabalho, que exige respeito e profissionalismo. Com isso, você faz o colaborador entender que na empresa o importante é o rendimento e a realização das atividades de sua responsabilidade.

Áudio, vídeo e entretenimento

Serviços de vídeo como o Youtube ou rádios online, também estão entre os maiores vilões na perda de concentração durante o trabalho e também contribuem muito para a lentidão da internet, pois consomem muitos recursos da rede. Além disso, é comum os profissionais acessarem sites de entretenimento, como esportes, novelas ou outras áreas de interesse pessoal.

Considerando isso, é recomendado haver algum tipo de controle com restrição para esses sites, principalmente em horários ou períodos de maior utilização da internet, como início de turno e dias do mês que concentram a execução de atividades importantes da empresa, como o envio de guias de impostos em um escritório de contabilidade, por exemplo.

Armazenamento de arquivos e download de software

Esses sites também contribuem para prejudicar o desempenho da internet, pois serviços de armazenamento costumam ser utilizados pra transferência de arquivos pesados. Além disso, sites de download de software podem oferecer arquivos maliciosos que venham a instalar programas indesejados nos computadores.

Para evitar riscos, também é recomendado o controle com bloqueio desses sites, ficando liberados somente em casos onde são necessários para atividades da empresa, como troca de arquivos pesados com clientes, como pode ser a necessidade de uma agência de publicidade, estúdio fotográfico ou uma gráfica.

Jogos e apostas

Mais um tipo de conteúdo que você pode pensar que seus colaboradores não acessam durante o trabalho, mas, acessar sites de jogos pode ser mais frequente do que você imagina, principalmente a partir dos smartphones dos seus colaboradores.

Como esse tipo de conteúdo raramente terá relação com as atividades da sua empresa, o recomendado é bloquear o acesso sem nenhum tipo de liberação por horário ou setor, principalmente por esse hábito poder se tornar um vício e prejudicar muito o desempenho da equipe.

Compras on-line

Em nosso relatórios sobre o uso da internet nas empresas, identificamos que sites de e-commerce e a realização de compras na internet estão entre as atividades mais realizadas pelos profissionais no ambiente de trabalho.

Como esse tipo de sites na grande maioria dos casos não tem relação com o trabalho, pode ser uma boa prática restringir o acesso para evitar que os profissionais percam muito tempo na busca de itens de interesse pessoal para compra.

Emprego

São sites que basicamente oferecem oportunidades de emprego para profissionais.

A não ser que seja para divulgação de oportunidades da sua empresa, faz bastante sentido criar restrições na navegação para esse tipo de conteúdos.

Entretenimento

Como sites de entretenimento podemos listar alguns tipos de conteúdo:

  • Casa e Jardim
  • Esporte
  • Filmes e Novelas
  • Governo e Política
  • Moda e Beleza
  • Religião e esoterismo
  • Saúde e medicina
  • Viagem e Turismo

É muito comum o acesso a esses conteúdos no ambiente de trabalho, por exemplo buscar notícias sobre o clube de futebol preferido ou novidades da moda para a próxima estação.

É importante ressaltar que em cada um dos tipos de conteúdos podem haver exceções, por exemplo, você pode bloquear o acesso às redes sociais, deixando liberado o acesso somente ao LinkedIn.

Isso porque muitas vezes o LinkedIn é utilizado pelo setor de recursos humanos para recrutamento, ou você também pode liberar comunicadores instantâneos de forma controlada, mantendo o Skype liberado na sua equipe de vendas, para atendimento aos clientes.

Novamente, a definição de uma política de acesso eficiente passa pelo bom senso e equilíbrio. Podendo haver serviços liberados em alguns horários de descanso e intervalos e ao mesmo tempo permitindo aos colaboradores, acesso a alguns conteúdos do seu interesse.

Afinal, é importante haver momentos de descanso durante o trabalho, para que os colaboradores possam relaxar e com isso retomar suas atividades com mais concentração e foco.

Controle de acesso à internet

Para implementar o controle de acesso à internet na sua empresa, existem diferentes alternativas, como soluções tradicionais de proxy Linux fornecidas por empresas especializadas, que demandam maior investimento com servidores, mão de obra especializada e manutenção constante.

Outras opções são Dell SonicWall, Fortinet FortiGate e semelhantes, ou então soluções mais modernas, que utilizam recursos em nuvem e são mais acessíveis, de fácil implementação e gerenciamento. Esse tipo de serviço é principalmente recomendado para pequenas e médias empresas, boas opções são OpenDNS ou Lumiun.

Para escolher a melhor opção para gerenciar o acesso à internet é importante definir bem as necessidades da sua empresa e comparar os custos, características e benefícios de cada uma das soluções existentes.

E você, possui algum tipo de controle ou bloqueio de acesso à internet na sua empresa? Compartilhe sua experiência conosco!

Como lidar com o uso indevido da Internet no ambiente de trabalho

Acessar à internet diariamente se tornou realidade para boa parte dos brasileiros e o universo digital tem cada dia mais importância no cotidiano das pessoas.

Não importa a classe social, idade ou estilo, os usuários se conectam e utilizam a internet de diferentes formas, com finalidades pessoais ou profissionais.

Entretanto, ainda há muita dúvida quando o assunto é o uso da internet no ambiente profissional, durante a jornada de trabalho. De um lado, há o poder disciplinar, diretivo e regulamentar do empregador. Do outro, a privacidade do empregado.

Você sabe qual deles deve prevalecer? E quando o uso da internet no trabalho pode gerar demissão? Veja alguns pontos importantes a serem considerados quando se trata do uso da Internet no trabalho:

Bom senso

Em primeiro lugar, todo empregado que utiliza a internet no ambiente de trabalho deve ter bom senso para saber que durante o expediente não deve realizar atividades pessoais.

Porém, caso o funcionário precise checar algum tipo de e-mail ou rede social, é importante que saiba ter um equilíbrio. Um cuidado maior também é necessário com o uso do celular, pois o uso indevido na empresa pode acarretar uma demissão por justa causa.

Se o funcionário faz um bom uso da internet para o trabalho, não existe problema algum. Porém, o colaborador pode estar utilizando serviços de e-mail pessoal, comunicadores instantâneos, acessando redes sociais e sites de conteúdo indevido, ao mesmo tempo que realiza, ou deveria estar realizando as atividades relacionadas ao seu trabalho.

Nesse ponto que entra o bom senso e a responsabilidade de cada parte.

O ideal é definir em conjunto ou até através de uma cartilha de diretrizes, os limites para o uso da Internet aos colaboradores ou até mesmo um horário específico. Desse modo fica claro ao colaborador o que, quando e de que forma pode usar a Internet para fins pessoais e o empregador mantém o direito de monitorar e penalizar caso os limites sejam excedidos.

Inclusive é de grande importância que seja deixado bem claro ao colaborador essas regras para o uso da internet, pois dessa forma evita-se desentendimentos ou colaboradores desinformados, o que é importante principalmente em empresas com um grande número de funcionários.

Controle de acesso

Se a empresa julgar necessário, ela tem o direito de controlar, monitorar, restringir ou proibir o acesso à Internet para fins particulares. No entanto, primeiramente deve-se informar os colaboradores formalmente.

O ideal é adicionar no regulamento interno e no Contrato Individual de Trabalho que o uso da internet para assuntos pessoais durante o expediente é controlado e monitorado pela empresa.

Esse controle pode ser implementado por meio de um documento com orientação e treinamento para os colaboradores, ou com a utilização de serviços para Gestão da Internet que controlam ou bloqueiam o acesso à internet no ambiente de trabalho.

As regras de acesso podem ser definidas de acordo com as necessidades do empregador, podendo ser bloqueado somente o acesso à sites maliciosos ou de conteúdo impróprio e redes sociais, por exemplo.

Uma boa opção de software para controle de acesso à Internet nas empresas é o Lumiun. Com o Lumiun é possível criar regras de acesso flexíveis e acompanhar o uso através de relatórios e gráficos.

O Lumiun funciona de forma diferenciada, pois o maior objetivo é ser uma solução fácil de ser implementada e gerenciada. Sabe-se que atualmente um dos maiores problemas das empresas é a baixa produtividade e a falta de segurança e é neste segmento que o Lumiun atua, simplificado às empresas de pequeno e médio porte.




Privacidade

Se a empresa optar por permitir que seus colaboradores utilizem a internet para fins pessoais e sem relação com o trabalho, ela não tem o direito de fiscalizar conteúdos de e-mail ou outras mensagens pessoais. Nesse caso, a privacidade do colaborador deve ser respeitada.

Por outro lado, se o acesso à internet é permitido apenas para atividades do trabalho, a empresa pode monitorar mensagens de contas de e-mail e programas de comunicação instantânea fornecidos pela empresa.

Inclusive pode controlar a entrada em sites e serviços acessados na Internet, desde que o colaborador esteja ciente e previamente informado, como já mencionado.

Além do mais, as empresas têm o direito de cuidarem de sua imagem ou marca na internet, além de terem responsabilidade sobre as atitudes de seus empregados em determinadas situações, pois isso consta no artigo 5º, Inciso X, da Constituição Federal.

Penalidades

Se as regras e diretrizes de acesso à Internet forem desrespeitadas pelo colaborador, a empresa pode aplicar penalidades disciplinares e advertências, podendo chegar até à demissão por justa causa, desde que tudo esteja estabelecido no contrato e seja possível comprovar o desrespeito do colaborador perante as regras estabelecidas para o uso da Internet.

No fim, os pontos mais importantes são o equilíbrio e o bom senso por parte da empresa e do colaborador. O empregador deve buscar o momento adequado de penalizar os funcionários e ao mesmo tempo respeitar sua privacidade.

Caso contrário, a empresa também pode responder pelos danos causados por conta de uma eventual invasão.

O empregado deve ter consciência de não utilizar do ambiente corporativo e tempo de trabalho para tratar sobre assuntos de cunho pessoal. É de grande importância que o funcionário saiba ter essa prudência na utilização da internet.

Por fim, vale ressaltar ainda que seria conveniente que a empresa, antes de começar a monitorar os e-mails e o acesso à internet, implantasse um regimento de uso destes instrumentos de trabalho, prevendo e deixando de forma clara aos seus empregados quando e de que forma devem utilizar tais instrumentos, para que, assim, fique claro que os e-mails e o acesso serão monitorados.

E você, já teve algum problema com a má utilização da internet na sua empresa? Compartilhe a sua opinião conosco nos comentários e continue acompanhando o nosso blog!

Mitos sobre segurança na Internet para empresas

A maioria dos usuários na Internet tem dificuldades em distinguir ou entender se a sua empresa está secura mediante a um eventual ataque ou falha de segurança. Pois, geralmente não recebem informação sobre esse assunto quem arca com os prejuízos vinculados a esses ataques não são os colaboradores, mas as próprias empresas, mesmo que em muitos casos esse problemas foram ocasionados pela mau uso da tecnologia por parte dos colaboradores.

A maioria das empresas não tem a devida atenção em relação a segurança da informação e não realiza treinamento com os colaboradores para o uso correto da Internet. Conheça alguns mitos em relação e entenda que a responsabilidade pela segurança da informação nas empresas, é de todos, desde os colaboradores até os gestores e sócios.

Mito 1 – Segurança é uma tarefa exclusiva do gerente de TI e sua equipe. Não importa os recursos ou investimento empregados por uma empresa para mantê-la segura se a segurança não for parte integral do trabalho de todos os colaboradores. Existem medidas de proteção fundamentais que devem ser incorporadas na rotina de todos, desde um recrutador verificando as referências de um candidato, uma financiadora fazendo uma varredura nos documentos do cliente em seu smartphone até o diretor em reunião com analistas. Todas as atividades que envolvem tecnologia, devem ser balizadas por medidas preventivas de segurança.

Mito 2 – Controles de segurança em excesso irritam os usuários. A segurança eficaz implica ajustar os critérios de acordo com as necessidades da empresa, e as mesmas variam, desde uma simples verificação de identidade para situações de baixo risco, até verificações rigorosas (e rápidas) para transações de grandes volumes ou de alto risco, nas quais os usuários esperam encontrar um proteção robusta. Segurança eficiente significa aumentar ou reduzir a cautela conforme necessário.

Mito 4 – Quanto menos a segurança for discutida, melhor. É comum ouvir opiniões como “Supõe-se que os bancos são seguros. Então por que chamar a atenção de criminosos cibernéticos?” Montadoras de carros pensavam assim sobre acidentes automotivos até que a situação alcançou um nível extremamente crítico e soluções foram criadas. Agora, a segurança da informação é uma necessidade, onde a maioria das empresas precisam investir e avançar. Quanto mais conteúdo e informação sobre a ocorrência de crimes cibernéticos e segurança os seus colaboradores terem acesso, mais preparados eles ficarão ao verem que segurança é algo valorizado na sua empresa.

Mito 5 – Resolva a segurança isoladamente e você estará seguro. É comum que muitos especialistas avaliem ou priorizem a segurança em cada nível de sistema, dispositivo, aplicação ou armazenamento de dados, de forma isolada. No entanto, criminosos cibernéticos são muito hábeis em explorar as conexões e falhas entre os diferentes níveis. Por isso, é necessário que os gestores de TI busquem soluções abrangentes, que atendem todos os níveis da empresa, desde a estrutura física de computadores, servidores e infraestrutura de redes, até o comportamento cotidiano dos usuários no acesso a Internet. Havendo falhas em qualquer um desses pontos, a empresa pode estar vulnerável a falhas de segurança, ataques ou perda de dados.

Como podemos ver, implementar um política de segurança nas empresas não é uma tarefa simples. Um bom começa é orientar os colaboradores para usar a Internet de forma correta, veja um  passo a passo de como criar um manual de ética e bom uso da Internet no trabalho. 

Uso indevido do celular no trabalho pode causar demissão por justa causa

Você sabia que o uso indevido do celular no ambiente de trabalho pode causar uma demissão por justa causa?

Para os profissionais que utilizam constantemente o celular no ambiente de trabalho, é importante saber que esse uso exagerado pode colocar em risco o seu emprego.

Atualmente, a Justiça do Trabalho entende que as empresas podem demitir o colaborador que faz uso indevido do aparelho celular e de aplicativos como WhatsApp, Facebook, Instagram, Twitter e vários outros serviços nos smartphones, durante o expediente.

Nesses casos, inclusive, a demissão pode ser por justa causa, fazendo com que o empregado perca acesso a vários direitos trabalhistas, como a multa do Fundo de Garantia. Além disso, essa demissão também prejudica a imagem do profissional no mercado de trabalho.

Para o Judiciário, as empresas têm respaldo jurídico e legal para controlar ou mesmo proibir o uso de aparelhos celulares no ambiente de trabalho, da mesma forma que podem controlar o uso da Internet dos seus colaboradores, desde que exista a ciência desse controle por parte dos colaboradores da empresa.

Segundo o advogado especialista em direito e processos do trabalho, Guilherme Neuenschwander, caso não esteja expressamente escrito que é proibido, o que vale nessa instância é a lei trabalhista. “A lei trabalhista tem a possibilidade de aplicar medidas coercitivas no ambiente de trabalho quando houver abuso de direito. A chave é o profissional não deixar o celular atrapalhar a produtividade, tendo em mente que foi contratado para exercer tarefas específicas e que precisa cumpri-las”, esclarece o advogado.

Legislação, direitos e uso indevido do celular

O uso indevido de celulares ou da internet é capaz de configurar desvio de conduta profissional. Isso faz com que as empresas tenham o direito de impedir que o colaborador faça ligações ou acesse aplicativos do celular durante o horário de trabalho. Porém, não podem proibir o uso em casos de doença na família do colaborador.

Em decisão recente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) não concedeu indenização a um profissional que teve a mão esmagada por uma “prensa” ao tentar pegar o aparelho celular que deixou cair no equipamento. Na decisão, a relatora do processo considerou que o empregado agiu de forma imprudente.

Em outro caso julgado pelo TST, um operador de telemarketing teve a demissão por justa causa mantida por insubordinação e indisciplina ao usar o celular no trabalho, o que era proibido pela empresa onde trabalhava.

Os profissionais devem entender que existem funções e atividades incompatíveis com a mobilidade e o desvio de atenção derivado do uso do celular.

Por exemplo, um trabalhador não deve operar uma máquina industrial e falar ao telefone, ou ainda usar a internet ou celular durante a realização de atividades que exijam concentração e sejam relevantes aos resultados da empresa.

Do lado das empresas, os gestores devem primeiramente formalizar e deixar as regras transparentes para todos os colaboradores em um documento específico, como esse modelo de documento sobre política de uso da internet e celulares nas empresas. Há também um modelo de documento específico sobre a política de uso do celular na empresa.




Caso os colaboradores não cumpram as regras, o ideal é aplicar advertências e penalidades, a demissão deve ser a última alternativa, somente quando os profissionais não quiserem aceitar ou cumprir as determinações impostas pela empresa.

No Brasil ainda não existem leis específicas sobre o uso do celular e da internet no trabalho, mas a Justiça entende que no ambiente corporativo, o tempo dos colaboradores deve se restringir a atividades relacionadas ao trabalho e vinculadas à empresa.

Com isso, qualquer atividade pessoal pode ser considerada desvio de conduta. Portanto, é coerente aos profissionais respeitar as regras da empresa com o objetivo de manter e aumentar a produtividade da equipe e evitar demissões.

Dessa forma, entendemos que as organizações têm liberdade e autonomia quanto a restringir o uso do celular e sobre a política de uso dos aparelhos e da internet no trabalho.

Mas independente de qual seja essa política da empresa, o profissional deve ter critérios e prezar pelo seu bom desempenho profissional, evitando o uso exagerado do celular e seus aplicativos, mantendo assim a sua boa produtividade e levando à empresa melhores resultados.

Devo proibir o uso do celular na minha empresa?

Estamos em pleno século 21, onde a grande maioria da população possui um aparelho móvel com internet e acesso à redes sociais, entretenimento, informações e muito mais. Porém, nem todas as pessoas sabem fazer uma utilização correta dessa tecnologia, principalmente se tratando do ambiente corporativo.

Assuntos de cunho pessoal, conversas aleatórias, muitas vezes acabam parando dentro da sua empresa e isso faz com que o tempo dos colaboradores seja desperdiçado e as tarefas trabalhistas fiquem em segundo plano.

Se você percebeu que na sua empresa essa dispersão existe, os profissionais estão desmotivados e não conseguem se focar e uma atividade por causa do uso do celular, é de grande relevância que você estabeleça regras de utilização ou até mesmo a proibição, visando maior produtividade.

No entanto, você também pode utilizar uma ferramenta de gestão de internet, que auxilia para que os colaboradores não tenham um acesso completo à internet no celular, e sim conforme forem estabelecidas as permissões de acesso por você, gestor.

Como restringir o uso da internet e celulares

Antes de tudo, gestores e colaboradores devem ter bom senso e buscar o equilíbrio. É possível definir restrições e ao mesmo tempo permitir alguns serviços e horários em que os colaboradores possam realizar atividades pessoais importantes na internet, evitando assim o uso indevido do celular e uma possível demissão.

Mas é imprescindível saber que a legislação reserva às organizações o direito de monitorar, restringir e criar regras para evitar a perda de produtividade dos seus colaboradores.

Ao aplicar qualquer tipo de controle, é necessário que a empresa informe o colaborador, formalizando esse procedimento através de um documento que descreva a política de uso da internet e celulares na empresa, o que comprova a ciência do colaborador.

Além de restringir o uso e acesso ao celular, é possível implementar regras e controlar os aplicativos usados, utilizando serviços de gerenciamento do uso da Internet, como o Lumiun.

 

E na sua empresa, de que forma é encarado o uso do celular e da internet pelos colaboradores? Compartilhe sua experiência e opinião nos comentários.

8 benefícios gerados pelo controle de acesso à internet nas empresas

No ambiente de trabalho atual das empresas, boa parte dos colaboradores permanecem conectados à Internet durante praticamente todo o tempo de trabalho, pois cada vez mais as tarefas são realizadas via sistemas, e-mail, planilhas e através da internet, o que agiliza as atividades e entrega de tarefas.

Porém, ao mesmo tempo, os colaboradores podem usar a internet de forma indevida e esse mau uso pode gerar inúmeros problemas e prejuízos para as empresas. Sem nenhum tipo de controle ou política de acesso a Internet, é normal que os colaboradores utilizem o tempo de trabalho acessando o e-mail pessoal, perfis em redes sociais, vídeos no Youtube, ouçam rádio, usem comunicadores instantâneos, pesquisem sobre assuntos de seu interesse pessoal e várias outras atividades sem relação com o trabalho.

Portanto, o controle do acesso a Internet nas empresas é uma política fundamental na gestão de equipes e recursos de tecnologia, pois evita vários problemas de segurança, reduz desperdício de tempo e aumenta o foco e produtividade dos profissionais. Veja abaixo os principais benefícios e vantagens que o controle ou bloqueio de acesso à Internet proporciona às empresas:

Maior produtividade e qualidade nas tarefas

Sem o desperdício de tempo na internet, os colaboradores passam a executar mais tarefas durante o trabalho e, ao mesmo tempo, conseguem gerar melhores resultados para a empresa. O resultado do trabalho passa a ser executado com maior concentração, o que é fundamental para a qualidade do trabalho desenvolvido.

Foco nas tarefas da empresa

É comum acessar o e-mail pessoal e abrir o perfil nas redes sociais inúmeras vezes ao dia, isso gera distração e falta de foco durante a execução de uma atividade. Com restrições no uso da internet, é possível evitar essas interrupções no trabalho e garantir que o colaborador mantenha-se focado nas atividades relacionadas à empresa.

Proteção contra ameaças na internet

Segurança é fundamental quando se fala em acesso a internet em ambientes corporativos. Pois a rede é repleta de ameaças, e falhas de segurança podem trazer prejuízos relevantes nas empresas, como a perda de dados e custo com reparos de equipamentos e sistemas. Com um bom serviço de gerenciamento de acesso a internet é possível proteger a rede do acesso a sites nocivos.

Menor ocorrência de problemas com vírus e malwares

Hoje em dia a maioria dos vírus de computadores são instalados a partir do acesso a sites nocivos, esse acesso pode ocorrer através de um clique em um link de uma mensagem falsa de e-mail ou spam, ou pela falta de atenção e responsabilidade durante a navegação. É possível evitar o acesso a esses sites controlando a navegação, protegendo a rede de sites com baixa reputação e nocivos e assim reduzindo a incidência de problemas com vírus e malwares.

Internet mais rápida

Internet de boa qualidade ainda é um problema no Brasil, principalmente para as empresas que utilizam cada vez mais a rede. Combinado a essa velocidade de internet limitada, imagine seus colaboradores assistindo vídeos, ouvindo rádio, transferindo arquivos pesados e acessando as redes sociais e sites diversos durante o trabalho, com certeza esses acessos sem relação com o trabalho consomem a maioria do tráfego da sua rede e outras tarefas mais importante ficam prejudicadas. Com o bloqueio de sites de vídeos, rádios e outros, toda conexão de internet fica disponível para as atividades da empresa.

Monitoramento e informações sobre a utilização da internet

Além de criar regras de navegação para os colaboradores, é fundamental saber o que está sendo acessado. Com um serviço completo de gerenciamento de acesso é possível obter relatórios detalhados dos sites acessados, por horário, por usuários ou por equipamentos. Essas informações são importantes para verificar o comprometimento e responsabilidade dos colaboradores e servir como justificativa para possíveis penalidades.

Melhor desempenho dos sistemas e computadores

Com melhor desempenho da internet e sem a execução de programas no computador para acesso a vídeos, rádios, redes sociais e sites variados, os sistemas e computadores ficam com mais recursos disponíveis, com isso o desempenho melhora e o uso se torna mais estável e produtivo. Além disso, podem ser evitados problemas de segurança como instalação de vírus, que podem deixar os computadores lentos e até mesmo comprometer o funcionamento da rede.

Menos custos com manutenção de equipamentos

Com a rede e o acesso à internet protegido de ameaças, evita-se problemas de lentidão e falhas nos computadores, ocasionados geralmente pela instalação de vírus oriundos do acesso a sites nocivos. Problemas desse tipo são frequentes, pois recebemos diariamente inúmeras mensagens de spam com links maliciosos, onde basta um clique para infectar e comprometer o computador. Esses problemas geram despesas com a manutenção dos equipamentos e ociosidade dos colaboradores, mas podem ser evitados com o controle de acesso à Internet.

Como podemos perceber, são muitos os benefícios que o controle de acesso à internet pode trazer para a sua empresa. Mas o mais importante é entender que medidas como essas são a favor de todos os envolvidos, tanto a empresa, que otimiza a produtividade da equipe e reduz custos, como os colaboradores comprometidos, que podem executar seu trabalho com maior profissionalismo e gerar melhores resultados.

Na implementação de uma política de controle de acesso, também é importante buscar equilíbrio e bom senso nas restrições, o ideal é liberar o acesso de acordo com as responsabilidades e atividades de cada colaborador ou equipe e até mesmo definir alguns horários de intervalo, onde sites de entretenimento e atividades pessoais possam ser realizadas, esse tempo pode ser importante para descanso e relaxamento do colaborador, o que vai contribuir para a sua maior produtividade quando estiver focado no seu trabalho.

Você possui restrição e controle de acesso à internet na sua empresa? Após implementar essa política, houve melhora no rendimento dos colaboradores? Deixe um comentário compartilhando suas experiências.

Ranking de velocidade de internet coloca o Brasil abaixo da 70º posição

A empresa Speedtest, conhecida pelo serviço de avaliação de velocidade de internet para computadores e dispositivos móveis, mantém o ranking mundial de velocidade de internet fixa e móvel, chamado Speedtest Global Index.

Atualizado mensalmente, o ranking avalia bilhões de testes de velocidade de rede realizados por usuários em todo o mundo, tanto em computadores como em smartphones.

Internet no Brasil

Os resultados para o Brasil são desanimadores, o que já é esperado devido à carência de infraestrutura e a falta de incentivo de governos e instituições para melhorias na internet em todo país.

Considerando o ranking de julho de 2017, para internet fixa o Brasil ocupa o 72º lugar, com média para download de 16.42 MBs, ficando atrás de países como Porto Rico (46), Uruguai (58), Mongólia (59) e Armênia (68). Na internet fixa o resultado é ainda pior, onde ocupamos o 76º lugar, com média de download de 14.91 MBs, atrás de Equador (64), Peru (71) e Irã (74).

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Média de velocidade de internet fixa e móvel no Brasil (julho de 2017).

Internet móvel

Os países com melhor conexão de internet móvel são: Noruega com média de velocidade de download em 52.49 MBs, Holanda com 46.94 MBs e Hungria com 46.24 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet móvel (julho de 2017)

Internet fixa

Para a internet fixa, outros países se destacam, em primeiro Singapura com uma velocidade média de conexão de 154.38 MBs, em segundo Coréia do Sul com 125.69 MBs e terceiro Hong Kong com 117.21 MBs.

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Ranking de países com melhor velocidade de internet fixa (julho de 2017)

 

Como os dados do ranking mostram, infelizmente ainda temos muito que evoluir quanto a qualidade de internet no Brasil. Primeiro investindo em melhor infraestrutura de comunicação e redes e depois em incentivos para as empresas e provedores investirem na oferta de melhores serviços de conectividade para empresas e residências.

Franquia de internet banda larga fixa e o mercado de internet no Brasil

O debate sobre o limite de velocidade de internet banda larga fixa é sempre polêmico, mas também importante e necessário.

Desde o início de 2016, quando começou o debate sobre franquia de internet para banda larga no Brasil, muito aconteceu e houveram inúmeras reviravoltas. Passamos inicialmente pela aprovação da aplicação de limite de velocidade de internet pelos provedores de internet à atual possibilidade de mudança no Marco Civil da Internet, através do PL 7182/2017, que acrescenta mais um inciso aos 13 itens do artigo 7 do Marco Civil, que consiste em: “vedar a implementação de franquia limitada de consumo nos planos de internet banda larga fixa.

Na prática, a alteração torna proibido aos provedores qualquer limitação ou corte no consumo de tráfego de internet via banda larga fixa e obriga estes a garantir sempre a mesma velocidade de internet, de acordo com a velocidade contratada, independente do consumo gerado dentro de um período. O contrário do que acontece atualmente na telefonia móvel.

Essa alteração gerada pelo PL 7182/2017 não se aplica a Lei Geral de Telecomunicações, mas sim ao Marco Civil da Internet, que possui apenas três anos de existência (Lei 12.965/2014). O Marco Civil tem como propósito “regular o uso da Internet no Brasil por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e deveres para quem usa a rede, bem como da determinação de diretrizes para a atuação do Estado”.

Essa mudança pode ser uma das mais relevantes no mercado de telecomunicações desde que o modelo atual foi implementado, há quase 20 anos.

O que torna essa alteração na legislação tão significativa é que, do lado da oferta de serviços de conexão à internet, passa a ser possível apenas uma forma de comercialização de banda larga fixa: através da diferenciação na velocidade da conexão. Já que o próprio Marco Civil limitou a diferenciação por qualidade do serviço, estabelecendo princípios de neutralidade da rede.

O grande problema é que essa restrição tem aplicação geral, pois não especifica o porte dos provedores que deverão seguir as regras e tão pouco as tecnologias utilizadas para fornecimento do serviço. 

Portanto, a restrição de franquia de internet afetará todos da mesma forma, desde o fornecedor de internet em praça pública, passando por pequenos e médios provedores regionais, até grandes fornecedores de internet por fibra óptica em grandes centros. Da mesma forma, afeta todas as tecnologias utilizadas, banda larga via satélite, provedores de acesso por rádio, fibra óptica, empresas de TV por assinatura e outros meios que existem e possam vir a surgir para conexão à internet.

A medida também não prevê qualquer análise ou revisão no futuro. Como sabemos, a tecnologia e a internet estão em constante evolução, não é possível saber hoje como os serviços serão oferecidos nos próximos anos, tão pouco dimensionar a qualidade de rede ou a infraestrutura necessária no futuro.

Essa situação cria grandes possibilidades de problemas futuros ao mercado de internet, já que a restrição se aplica de forma genérica e ampla à todos provedores de internet e formas de conexão. Erros como esse são decorrentes da falta de análise e debate dos atores envolvidos, em situações onde é necessário avaliar os diferentes cenários e variações existentes.

Nesse caso, temos os políticos mais preocupados em atender movimentos populares e usar a situação para benefício próprio do que criar uma solução eficiente para o problema. Temos a Anatel, que como agência reguladora tem a responsabilidade de se posicionar a respeito, onde inicialmente não se colocou contra o modelo de franquia de internet, mas acabou tendo uma postura neutra, “lavando as mãos”, para não ir contra a repercussão negativa na sociedade em relação ao limite de velocidade de internet para banda larga fixa. E temos ainda as empresas de telecomunicação e as entidades que às representam, que falharam ao não apresentar um conjunto de informações, propostas práticas e benefícios para o mercado, a partir do modelo de franquia de internet na banda larga fixa.

A realidade é que o mercado de provedores de internet é muito amplo e diversificado. Existem dezenas de tecnologias, pequenos provedores regionais até grandes fornecedores de internet em nível nacional, variados tipos e diferentes necessidades dos clientes, formas de competição distintas em diferentes mercados, além das inúmeras opções de modelo de negócios que os provedores podem seguir.

Para o desempenho de atividades de telecomunicação, a própria Constituição define que as regras a serem seguidas na oferta de serviços estão estabelecidas na Lei Geral de Telecomunicações, onde consta que na prestação dos serviços prevalece a liberdade (“a liberdade é a regra”), estabelecendo ainda um regulador (Anatel) para fiscalização. O próprio Marco Civil assegura a “liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que não tenham conflito com os demais princípios estabelecidos nesta Lei” para a atuação empresarial no mercado.

O debate agora se concentra justamente em alterar os princípios de mercado e práticas comerciais previstas em lei, para criar uma limitação legal nas atividades de empresas de infraestrutura, com a alegação de possível ameaça aos direitos do consumidor, no caso de aplicação de franquias. 

Considerando que o modelo de franquia de internet é uma prática comum na telefonia móvel, onde as operadoras oferecem inúmeras opções e formatos de plano e praticam restrições com limite de velocidade de conexão de acordo com o consumo. Fica totalmente incoerente não permitir a aplicação de franquia na telefonia fixa de banda larga, tanto legalmente como pelo posicionamento dos órgãos reguladores e entidades envolvidas.

Ao analisar esse tema, um ponto a ser considerado é o entendimento de que, com maior liberdade no mercado de telecomunicações, podemos ter uma competição saudável entre os provedores e mais alternativas na oferta de serviços, com mais opções de planos de internet, maior variedade de serviços e, principalmente, melhor qualidade na prestação de serviços de conexão de internet.

Considerando que acesso à internet de qualidade ainda é um problema crítico no Brasil, tanto no mercado corporativo como para residências. Caberia ao Governo buscar formas de incentivar o desenvolvimento de melhorias ao mercado de telecomunicações, oferecendo melhor infraestrutura e subsídios para investimento por parte dos provedores. No Brasil apenas metade das residências possuem internet fixa banda larga e apenas 4% das conexões são por fibra óptica.

Outro ponto que vale a pena ser abordado, é que no Brasil de modo geral serviços de provedores de internet são vistos como empresas ruins e criticadas pelo senso comum da sociedade. Claro que boa parte das empresas pecam em oferecer um serviço de qualidade e atendimento satisfatório, mas parte dessa imagem ruim também deve ser atribuída a infraestrutura precária em grande parte do Brasil, a burocracia sem fim para implantação de novas infraestruturas, a carga tributária altíssima ante a necessidade de investimento e o retorno gerado, a grande quantidade de regras e limitações regulatórias na prestação dos serviços e todos outros complicadores existentes no desenvolvimento de negócios em nosso país.

Concluindo, em toda a análise e debate deve prevalecer dois valores/objetivos principais: o propósito de melhoria nos serviços prestados para os cidadãos e a garantia de princípio de liberdade e livre comércio para empresas, clientes e o mercado de modo geral.

Considerando que a aplicação de restrições nas práticas de mercado limitam a atuação das empresas e dificultam a oferta de serviços personalizados e até mesmo de melhor qualidade, e que como a internet no Brasil ainda precisa evoluir e não temos incentivos do governo e entidades reguladoras para que isso aconteça, é possível concluir que não permitir a possibilidade de limitação de consumo de internet na banda larga fixa (ao contrário do que ocorre na telefonia móvel) não é o melhor caminho para melhorar o mercado de telecomunicações no Brasil.

Qual sua opinião sobre o assunto? O que você acha que pode ser feito para melhorarmos a internet no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Sua empresa está segura contra ataques no mundo digital?

Existem vários meios e serviços para minimizar os impactos de ataques e falhas de segurança nas empresas no mundo digital, mas mesmo assim o acesso à internet e a comunicação de dados nunca estarão 100% seguros. Os meios que as informações se propagam no mundo digital são diversificados e extensos, vão desde o envio de um e-mail, passam pela navegação nos mais variados sites, até a conversa em um software de comunicação instantânea.

Neste cenário, as corporações estão perdendo o controle dos seus dados e das atividades dos seus colaboradores no mundo digital, com isso correm o risco de ser mais vulneráveis a ataques de hackers, malwares e sites maliciosos, o que permite o acesso aos computadores e informações da empresa, prejudicando a produtividade e gerando prejuízos gigantescos para as empresas.

Ataque APT e o impacto negativo no mundo digital

Entre as inúmeras formas de ataque, existe a Ameaça Persistente Avançada (APT), que são ameaças cibernéticas com a prática da espionagem por base em algum software que foi efetuado download dentro da máquina do usuário. Esse tipo de ataque é direcionado e tem como foco a captura e roubo de informações de pessoas estratégicas dentro da corporação. Em ataques como esse os hackers passam despercebidos por sistemas de detecção por um longo período, enquanto tentam roubar informações críticas.

O Brasil é o país da América Latina com maior índice de ataques APTs e 74% dos profissionais de segurança acreditam que serão alvos desse tipo de ameaça no mundo digital, segundo estudo da Information Systems Audit and Control Association. Esse é somente um tipo de malware existente, pois além das APTs ainda existe o Ransomware, Pishing, Spyware, vírus, entre outros.

PMEs podem ser alvo de ataques?

Diferente do que muitos pensam, esses ataques não se imitam a capturar informações apenas de empresas de grande porte, mas também de pequenas e médias empresas, sendo muitas vezes o foco preferido dos cibercriminosos. Pode-se dizer ainda que hoje as pequenas e médias empresas (PMEs) são as mais atingidas com ataques de hackers, segundo levantamentos realizados.

Isso acontece principalmente porque as empresas de pequeno e médio porte muitas vezes não possuem uma preocupação com a segurança da empresa e ameaças do mundo digital. Acreditam que ataques virtuais não vão chegar até a sua equipe ou empresa, ou que podem chegar, mas não têm capacidade de invadir toda a rede corporativa.

Como acontecem os ataques de APT?

No caso das APTs os ataques começam com a classificação das pessoas que serão alvo. Depois de feita a identificação dos alvos, são enviados phishings (e-mails com função de capturar informações sobre empresas e pessoas) e/ou links de downloads de softwares. Após o usuário efetuar o download ou o acesso ao e-mail phishing, são instalados programas maliciosos nos computadores, com a função de capturar informações e gerar problemas na rede interna.

Os hackers utilizam da Engenharia Social na infecção das empresas, dessa forma definem os alvos e iniciam o envio de solicitações e informações para esses alvos a fim de capturar dados confidenciais e concluir seu ataque.

O objetivo final de um ataque APT é atingir a máquina em que exista algum tipo de informação valiosa. As máquinas que os hackers mais procuram em busca de dados importantes são os equipamentos de proprietários ou gerentes da empresa, porém, é mais complicado invadir os computadores dessas pessoas, pelo seu nível hierárquico e também os maiores cuidados que tomam em relação a segurança.

Com isso, esses cibercriminosos praticantes das APTs invadem outros computadores e usam esses equipamentos de trampolim para conseguir chegar ao seu objetivo final. Em um escritório de contabilidade, por exemplo, a invasão por APT acontece em um funcionário da empresa, então o hacker utiliza o e-mail desse funcionário para enviar algum documento ou solicitação ao dono da empresa, quando ele abrir o e-mail já estará infectado.

Para inibir esse tipo de ataque e dentre outros existentes no mundo digital, é necessário tomar algumas atitudes:

  • Engenharia social e conscientização dos colaboradores

Quem detém as informações do seu negócio são seus colaboradores, que a todo instante estão enviando e recebendo e-mails e navegando na Internet, além de possuírem vida social fora da empresa. Deve-se conscientizar e educar os colaboradores de que as informações que circulam no dia a dia são confidenciais e também mostrar o risco que se tem quando divulgamos essas informações para qualquer um. Um bom treinamento, com palestras sobre engenharia social é muito importante.

Uma boa prática é utilizar um manual de utilização segura da internet, para sua empresa. Assim, a sua equipe consegue entender melhor como deve fazer o uso correto da internet, com ética e responsabilidade, evitando assim ataques virtuais e mantendo a produtividade.

  • Atualizações de software:

É importante manter atualizado o sistema operacional e os demais pacotes de software dos equipamentos. As atualizações incluem diversas correções e melhorias relacionadas à segurança da informação, que, como visto anteriormente, são muito relevantes para evitar ataques no mundo digital. Além disso, muitas atualizações trazem consigo benefícios aos usuários, como uma versão mais recente, ferramentas atualizadas, funcionalidades e mais aplicativos.

Mesmo que o programa não sinalize a necessidade da instalar uma versão recente, é necessário estar sempre de olho em novas atualizações. A tecnologia evolui diariamente e se a empresa não tem o hábito de atualizar as versões de software de seus equipamentos, corre o risco de sofrer ataques de grande monta ou até mesmo ficar fora do mercado.

  • Gerenciamento dos recursos de acesso à Internet

Além de educar os colaboradores, é importante implementar algum serviço de segurança e controle de acesso, bloqueando o acesso a sites maliciosos e phishing. Esses serviços aumentam a proteção da sua empresa contra ameaças do mundo digital, tornando a rede segura e a equipe produtiva.

É importante proteger a empresa das ameaças em geral, aplicando as opções em conjunto e minimizando o impacto da insegurança nos negócios, para tornar a sua empresa cada vez mais produtiva e lucrativa.

O Lumiun é uma excelente opção para o controle do acesso à internet na sua empresa, conheça os benefícios e vantagens.

 

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