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Demissão por uso indevido do celular e internet no trabalho e a legislação trabalhista

Em 2016 o celular se tornou o principal meio de acesso à internet no Brasil e objeto indispensável para grande parte da população, onde incluímos nesse grupo grande parte dos profissionais durante o trabalho. Segundo a Anatel, em maio de 2016 o Brasil atingiu o número de 255,23 milhões de linhas ativas para a telefonia móvel, com crescimento de praticamente 80% em relação aos 143 milhões de linhas existentes em 2014.

Além disso, com a evolução da conectividade dos aparelhos com a internet, a principal função dos celulares passou a ser a utilização de serviços via internet, como acesso a e-mail, redes sociais, programas de comunicação instantânea, aplicativos de áudio, vídeo e imagens. Onde os principais que podemos destacar são Facebook, WhatsApp, Messenger, Instagram, Twitter, Skype, Snapchat e vários outros.

Trazendo o tema para o ambiente corporativo da gestão de pessoas e recursos de TI nas empresas, o objetivo do artigo é dimensionar o que os gestores podem/devem fazer para encarar essa situação de uso dos aparelhos celulares e da internet no ambiente de trabalho e o que pode ser feito em casos críticos de desperdício de tempo e queda de produtividade, abordando também algumas questões da legislação trabalhista brasileira a respeito do tema.

O uso do celular pessoal e da internet estão no topo da lista dos 10 hábitos que mais comprometem a produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho. Para resolver esse problema são necessárias medidas práticas e complementares, que vão desde uma boa orientação para os colaboradores quanto ao uso dos aparelhos e da internet; acompanhamento de atividades, alcance de metas e entrega de resultados dos colaboradores e equipes; até a utilização de serviços de TI que permitam criar regras do que pode ou não ser acessado na internet pelos colaboradores e gerem relatórios em relação a navegação dentro da rede corporativa da empresa.

Hoje em dia, é comum que os profissionais utilizem seu aparelho celular e acessem contas de e-mail ou redes sociais com suas contas pessoais no ambiente de trabalho, o que pode gerar inúmeros problemas para os profissionais como para as empresas.

Mesmo essa sendo uma prática comum nas empresas atualmente, não temos na legislação trabalhista brasileira qualquer menção quanto a regras de utilização dos aparelhos ou da internet no ambiente de trabalho e possíveis punições a respeito.

Por isso é importante que empresas definam em seu regimento interno diretrizes para balizar a utilização desses recursos, descrevendo o que podem ou não ser acessado, em que circunstâncias é possível a utilização e quais as punições aplicadas aos que descumprirem as regras da empresa. É possível baixar um modelo de documento sobre política de uso da tecnologia em ambientes corporativos, para implementar na sua empresa. Há também um modelo de documento específico sobre a política de uso do celular na empresa.

Nesse contexto, as empresas contam com o amparo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), onde em seu artigo número 482, estão enumerados os possíveis motivos para demissão por justa causa, sendo a letra “e” a “desídia no desempenho das respectivas funções“. Neste caso, desídia corresponde ao desleixo no cumprimento das funções desenvolvidas. Portanto, ações simples e comuns atualmente, como atender telefonemas, acessar perfil em redes sociais ou mesmo olhar e enviar mensagens via WhatsApp ou Messenger, caracterizam um comportamento negligente e que desvia a atenção necessária que deve existir por parte do colaborador para desempenhar suas atividades pré-estabelecidas na empresa.




Podemos citar vários exemplos de cenários onde o uso do celular ou da internet pode caracterizar falta de compromisso ou desleixo com as atividades desempenhadas, como empresas de telemarketing, onde a atividade exige atenção exclusiva e qualquer distração pode prejudicar o atendimento. Ou ainda, escritórios de contabilidade onde a equipe permanece praticamente todo tempo de trabalho desempenhando atividades de atendimento e operações via computador.

Em casos onde o colaborador sofreu alguma advertência e mesmo assim continua a agir reiteradamente, acessando seu celular ou realizando atividades pessoais na internet que geram desperdício de tempo e não desempenho das suas funções, caracteriza-se indisciplina e até mesmo insubordinação. Pontos estes que estão previstos na letra “h” do mesmo artigo 482 da CLT, onde consta “ato de indisciplina ou de insubordinação“. O que também pode resultar em demissão por justa causa do colaborador.

Outros pontos que podem ser amparados pela CLT, abrangem a possibilidade do colaborador divulgar via redes sociais e sistemas de comunicação fotos, vídeos ou mensagens que possam comprometer/abalar a imagem de clientes das empresa ou colegas de trabalho, da mesma forma em casos de divulgação de dados sigilosos de outras empresas que tenha relação comercial com a empresa em questão. Para estes casos temos as alíneas “j” e “k”, que abordam respectivamente “ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;” e “ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;“.

Por outro lado, temos situações onde as condições de trabalho dos colaboradores estão relacionadas a sua capacidade motora e qualquer falta de atenção pode resultar em acidentes de trabalho. Por exemplo atividades como operação de máquinas, motoristas e outras. Para esses casos, é fortemente recomendado a proibição do uso de aparelhos celulares, já que qualquer acidente pode causar danos físicos e de patrimônio.

A realidade é que estamos passando por um período de grandes mudanças sociais e profissionais, causadas principalmente pelo acesso à informação. Não param de surgir novidades, novas tecnologias, conceitos e ferramentas que impactam o dia a dia dos profissionais e das empresas, mudando totalmente a forma de trabalho. Isso deveria causar algum movimento por parte do Poder Legislativo, principalmente na área trabalhista. O que infelizmente ainda não está ocorrendo no Brasil. Por isso a necessidade de continuar seguindo as normas já existentes, em parte obsoletas, na aplicação e judicialização das leis trabalhistas.

Isso demonstra que o Poder Judiciário tem decidido processos trabalhistas sem normas existentes para tais circunstâncias, como é o caso do uso de celular e internet para atividades pessoais no ambiente de trabalho.  O que gera um arquitetamento jurídico, baseado em princípios constitucionais fundamentais e dos direitos sociais, diferente das normas previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas.

Portanto, não há nenhum impedimento quanto a aplicação do direito trabalhista e das normas da CLT em casos relacionados ao uso de tecnologia no trabalho que resultem em prejuízos para a empresa. Porém, em um país onde a legislação é a base em qualquer definição judicial, seria importante haver alterações nas leis trabalhistas, visando atender esses cenários em específico.

E você, o que acha da legislação e do comportamento dos gestores em relação ao uso de aparelhos celulares e da internet no ambiente de trabalho? Como esse tema é abordado na sua empresa?

Redes sociais e a produtividade da equipe: é necessário atenção e acompanhamento!

Muito se discute sobre a liberdade de acesso às redes sociais e programas de comunicação via internet durante o trabalho. Alguns entendem que o uso desses serviços é uma maneira de valorizar o colaborador, oferecendo essa liberdade nas redes sociais como benefícios aos profissionais. Outros, consideram que a gestão do acesso é a melhor opção, com definição de regras no acesso a esses conteúdos, já que o desperdício de tempo gerado pode afetar significativamente a produtividade da equipe e os resultados da empresa.

Na definição de como a empresa irá se posicionar sobre o assunto, é muito importante avaliar inicialmente o perfil dos profissionais no ambiente de trabalho, a maturidade da equipe e o tipo de atividades desempenhadas pelos colaboradores.

O ideal é adotar um posicionamento que esteja em equilíbrio entre a liberdade total no uso da rede e regras de acesso mais rígidas que restrinjam totalmente o acesso às redes sociais, programas de comunicação ou serviços de interesse pessoal.

Em organizações com modelo de gestão “mais contemporâneo, onde a maioria dos profissionais são jovens ou as atividades desempenhadas permitem maior flexibilidade nos horários e liberdade dos profissionais em organizarem suas tarefas, fica mais fácil uma postura aberta em relação ao uso das redes sociais e internet de modo geral.

Nesse contexto, é importante ressaltar que essas empresas costumam ter métodos de avaliação de resultados muito eficazes, dessa forma, se a equipe estiver entregando os resultados dentro do previsto ou desejado, é possível manter maior liberdade no uso das redes sociais. Já, se os resultados não estiverem dentro do esperado, é necessário avaliar qual o motivo, que pode ser o desperdício de tempo ou falta de atenção decorrente do uso indevido da rede, sendo esse o motivo é imprescindível implementar um política de uso da tecnologia, pra atenuar o problema.

Em ambientes corporativos tradicionais, onde dentro do processo de gestão não há um acompanhamento estruturado das atividades realizadas e resultados entregues pelos colaboradores ou pela equipe, é importante haver algum monitoramento em relação ao uso da internet e dos recursos de tecnologia, inclusive o uso dos smartphones pessoais. Pois, como não é possível dimensionar a produtividade e o desempenho dos colaboradores, é possível que muitos estejam desperdiçando grande parte do seu tempo em atividades não relacionadas ao trabalho e isso pode representar um desperdício muito relevante para a empresa. Utilize nossa calculadora de desperdício de tempo para estimar o custo que isso pode representar na sua empresa.

Em muitos casos o que pode atrapalhar as empresas é o “achismo” dos gestores. Por exemplo, achar que o colaborador não está sendo produtivo porque acessa o Facebook algumas vezes durante o dia.

O gestor não pode usar a intuição pra avaliar como está o desempenho da sua equipe, é necessário ser objetivo e buscar a resposta para algumas questões:

  • Acessar as redes sociais ou usar o celular atrapalha o rendimento do colaborador?
  • Quanto isso atrapalha e em que contexto, na quantidade de tarefas ou na qualidade?
  • Qual o rendimento de cada colaborador em relação aos outros da equipe?
  • Os colaboradores e a equipe estão tendo o desempenho esperado e entregando as tarefas dentro do prazo e na qualidade necessária?

A resposta para esses itens podem auxiliar no entendimento de onde estão os gargalos da baixa produtividade e se o uso da internet, redes sociais ou celulares estão comprometendo os resultados.

Acompanhamento de tarefas e resultados

Independente da prática adotada pela empresa, o mais importante é, primeiramente, haver um acompanhamento das atividades realizadas pelos colaboradores, tanto no sentido de qualidade como quantidade. Ou seja, se as tarefas estão sendo entregues dentro do prazo desejado e com a qualidade esperada pela empresa ou pelos clientes.

Existem inúmeros serviços na internet que podem auxiliar nesse acompanhamento, permitindo um gestão completa das atividades realizadas por cada colaborador e os resultados obtidos. Vejamos algumas:

  • Acelerato – solução focada em gestão de projetos e sistema de atendimento, muito simples e intuitiva, permitindo acompanhamento eficiente de tudo. É possível testar a ferramenta por 15 dias sem custos.
  • Runrun-it – ótima solução para gestão de projetos, permite acompanhar as atividades e dimensionar o tempo gasto em todas tarefas. Possui uma versão gratuita.
  • Trello – serviço muito simples e prático para gerenciar qualquer fluxo de atividades, também possui um versão gratuita com limitações de recursos.
  • Basecamp – boa alternativa para melhorar a comunicação e registrar todas informações em relação do desenvolvimento de tarefas e projetos. Não possui versão gratuita.

Em conjunto com o acompanhamento das atividades, é necessário avaliar se os profissionais estão realmente engajados com os objetivos da empresa, já que esse comprometimento é fundamental para um bom desempenho.

Em alguns casos, pode ocorrer que o profissional está desmotivado e não há método de acompanhamento que irá solucionar o problema. É preciso conversar, tentar identificar as causas dessa falta de comprometimento, para que a situação possa ser revertida. Caso não seja possível, o melhor é optar pelo desligamento e substituição, na busca de profissionais que estejam em sinergia com o propósito da empresa.

Gestão e controle de acesso à internet

Em relação ao controle do que pode ser acessado na internet, essa é uma medida a ser tomada sempre com sobriedade. Não é recomendado simplesmente restringir totalmente o acesso às redes sociais ou outros serviços de interesse pessoal, em vista de que isso pode desmotivar os profissionais ou até comprometer o relaxamento em intervalos ou horários de descanso, os quais são necessários e importantes.

O recomendado é sempre buscar o equilíbrio, inicialmente monitorando o uso da internet pelos colaboradores e criando restrições por tipos de conteúdo e horários específicos, adequando essas regras ao perfil dos colaboradores e atividades desempenhadas. Já falamos nesse artigo em como implementar uma boa política de utilização da internet em ambientes corporativos.

Aqui na Lumiun, oferecemos uma solução acessível e simples de gerenciamento do acesso à internet, pra saber mais entre em contato conosco.

A realidade é que não existe resposta ou método que resolva o problema de produtividade e comprometimento dos profissionais nas empresas. Mas dentro do possível, é necessário que a organizações busquem estar em um processo constante de melhoria e evolução, acompanhando as mudanças comportamentais dos profissionais e usufruindo dos recursos de tecnologia que contribuam na gestão. Alguns itens que podem ser seguidos são:

  • Implementar sistemas práticos e objetivos de controle de produtividades dos colaboradores.
  • Criar um programa de avaliação de desempenho com benefícios no alcance das metas.
  • Realizar campanhas internas de conscientização no uso da tecnologia, tanto em relação a produtividade, como em relação a segurança da informação.
  • Utilizar sistemas de gestão de tarefas, fluxo de atividades e monitoramento do uso da internet

Enfim, a internet existe para contribuir no dia a dia das empresas e dos profissionais, cabe a cada um utilizar esses recursos de forma saudável e focada no bem comum, no sentido pessoal, profissional e corporativo.

Compartilhe conosco nos comentários como você vê o uso das redes sociais e smartphones no trabalho e como acha que isso impacta a produtividade!

Smartphone consome até 2 horas por dia dos profissionais durante o trabalho

O uso do celular durante o trabalho tem gerado constante debate sobre qual o melhor posicionamento das empresas quanto a essa prática. São inúmeros os contratempos causados entre os colaboradores e gestores, desde o desperdício de tempo e redução na produtividade a demissão por justa causa com ações trabalhistas entre profissional e empresa.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Metodista de São Paulo apontou que um em cada cinco profissionais perde até 15 minutos a cada hora no celular durante o horário de trabalho, 25% do tempo. Isso resulta em um desperdício de 2 horas por dia, considerando uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. Para calcular o custo para sua empresa com esse tempo perdido, pode ser usada essa ferramenta de cálculo de desperdício de tempo, que permite informar o número de colaboradores e o custo por profissional.

A empresa tem autonomia e o direito de restringir o uso do celular pessoal no ambiente de trabalho, desde que disponibilize outra forma de comunicação para urgências. O colaborador que não segue essas orientações, pode ser notificado e até mesmo demitido por justa causa. Para isso, é necessário que o colaborador esteja ciente das restrições e respectivas punições em caso de não comprimento das regras. A empresa deve elaborar um documento descrevendo as normas quanto ao uso dos aparelhos e as respectivas punições. Baixe aqui um modelo para esse documento.

Para evitar situações desagradáveis e atritos entre as partes, o recomendado é que as empresas tenham orientações claras e elaboradas com coerência. Em contrapartida, os profissionais devem agir com bom senso e controle no uso dos aparelhos, priorizando sempre as atividades da empresa e sua produtividade como profissional.

Produtividade e resultados

O uso do celular no trabalho não gera necessariamente queda na produtividade. Por isso a orientação aos gestores é sempre monitorar a execução das atividades e acompanhar os resultados, o foco deve ser na produção, com definição de metas e objetivos por colaborador e pela equipe. Até mesmo, porque para algumas atividades como vendas e atendimento aos clientes, o celular pode contribuir na execução de algumas atividades.

As empresas devem buscar desenvolver uma cultura saudável e produtiva para o uso dos celulares. Por exemplo, educar os profissionais que a publicação de fotos durante o trabalho, piadas nas redes sociais ou conversas pessoais, podem prejudicar sua atuação, mas ao mesmo tempo mostrar que o uso consciente dos smartphone pode ser usado para o desenvolvimento de contatos e comunicação com clientes. O uso dos aparelhos deve ser focado no benefício coletivo entre empresa e profissionais.

Outro ponto importante é que diretores e líderes devem dar exemplo de bom uso, utilizando os aparelhos somente na execução de tarefas da empresa e para comunicação com a equipe, clientes ou fornecedores.

No caso de utilização do celular para comunicação entre a equipe, como grupos no WhatsApp, é responsabilidade do líder definir as regras, adicionar ou retirar os participantes e chamar a atenção dos que enviam conteúdo inadequado.

Melhor controlar e monitorar do que proibir

Proibir o uso do celular no trabalho é considerado uma medida radical e pouco recomendada. Pois a empresa pode criar uma imagem de uma gestão impositiva, que não considera as necessidades dos funcionários. Podendo até mesmo desmotivar alguns profissionais. A proibição também pode ser considerada abusiva se a empresa não disponibilizar outras formas de contato aos colaboradores.

Novamente, o bom senso e equilíbrio são importantes. Do lado da empresa, o uso dos aparelhos pode ser gerenciado, sendo permitido o uso em alguns horários de intervalo ou com a utilização de ferramentas de controle de acesso como o Lumiun, definindo o que pode ou não ser acessado no aparelho. Além das restrições, essas ferramentas permitem um monitoramento detalhado do que os colaboradores estão acessando, gerando informação que podem ser utilizadas para ajustes nessa política de uso dos aparelhos e até mesmo na tomada de decisão no caso de colaboradores que não cumprem as normas.

Dentro desse gerenciamento também é importante algumas orientações básicas, como exigir que os celulares sejam mantidos na gaveta ou bolsas e sempre no silencioso. O profissionais também podem desativar notificações de aplicativos que podem comprometer o foco e concentração, além de checar novidades somente em horários de intervalo e descanso.

Por fim, como os celulares estão cada vez mais presentes em nosso cotidiano, cabe às empresas e profissionais desenvolverem uma forma consciente de utilização dessa ferramenta tão poderosa, de forma que todas sejam beneficiados.

E na sua empresa, como é tratado o uso do celular no trabalho? Compartilhe sua experiência, citando pontos positivos e negativos da política utilizada na sua empresa.

Limitação do consumo de internet banda larga fixa e o impacto para as empresas

Para entender a atual polêmica sobre o uso limitado das franquias de banda larga fixa, é necessário retornarmos ao ano de 2014, época em que foi aprovado o Marco Civil da Internet, tido como uma grande conquista para todos os brasileiros. Ele é bem claro sobre a questão do uso da rede: todas as pessoas e empresas podem utilizar a internet para qualquer finalidade.

Segundo o Marco Civil, a única situação que é possível a interrupção do serviço é a falta de pagamento. Esse é o ponto que as operadoras estão usando como brecha legal para reduzir a velocidade da internet ou cancelar o serviço após ser excedido o limite de tráfego mensal previamente estabelecido, o qual consta na maioria dos contratos de adesão, muitas vezes sem destaque e com letras miúdas.

Atualmente no Brasil, o serviço de internet é cobrado de acordo com a velocidade de navegação contratada, sem considerar o consumo de tráfego. Já o sistema que limita a quantidade de dados baixados, ou seja, que fixa uma franquia, já funciona na internet móvel, dos celulares. Ao reduzir a velocidade de acesso após o esgotamento da franquia, as operadoras alegam que não estão cortando o serviço.

O uso de franquia de tráfego é previsto na regulamentação, mas só pode ser praticado dentro de determinadas regras, segundo a Anatel, que são:

  • a) disponibilizar página na internet de acesso reservada ao consumidor;
  • b) fornecer ferramenta de acompanhamento de consumo;
  • c) informar ao consumidor que sua franquia se aproxima do limite contratado;

Nesse impasse, algumas entidades defendem a possibilidade de limitação do tráfego de internet e outras, como o Procon e OAB, consideram que essa limitação inflige o Código de Direito do Consumidor. Devido a grande repercussão e debate acerca do tema, a Anatel publicou uma liminar proibindo as operadoras de limitar a banda larga de seus clientes pelos próximos 90 dias, até que cumpra uma série de determinações.

Ou seja, a polêmica vai longe e estaremos atentos aos desdobramentos. Mas, como uma das melhores práticas de gestão nas empresas é o planejamento, resolvemos auxiliar os gestores a avaliar qual será o impacto da limitação do tráfego de internet nas empresas. Vejamos alguns pontos de impacto que devem ser avaliados e considerados na sua empresa:

Controle e monitoramento do acesso a internet

Todos sabemos que é comum os colaboradores acessarem as redes sociais, e-mail pessoal, visitar sites de entretenimento ou compras, ver vídeos ou ouvir rádio durante o trabalho. Esses sites costumam ser pesados e podem consumir uma parcela significativa da internet na sua empresa.

As empresas que já utilizam algum mecanismo de gerenciamento do acesso a internet, que permitem restringir o que pode ser acessado pelos colaboradores, terão de priorizar e otimizar esse monitoramento, avaliando quais sites ou serviços mais consomem tráfego da internet, quais sites são prioridade para as atividades corporativas, quais não devem ser acessados e quais os usuários ou equipamentos estão consumindo mais recursos. Esse acompanhamento deve ser constante e servir como base para melhorias contínuas na política de acesso a internet na empresa, visando sempre otimizar o uso dos recursos em atividades relevantes ao negócio e evitar o desperdício de internet e recursos.

Já as empresas que não possuem nenhum gerenciamento no uso da internet, terão de implementar alguma solução. O ideal é buscar soluções modernas que facilitem esse gerenciamento, tendo o melhor custo benefício para a empresa. Existem no mercado muitos alternativas para o controle do acesso a internet, desde soluções complexas de firewall/proxy, que exigem alto investimento e envolvimento técnico, soluções de appliance, como Dell SonicWall, Fortinet FortiGate, Websense e inúmeras outras, até soluções em nuvem, que são mais acessíveis e modernas, como o Lumiun Tecnologia, que é de fácil implementação/gerenciamento e valor mais acessível.

Impacto no desempenho de sistemas e atividades

Envio e recebimento de e-mail, sistemas em nuvem, ERPs, atendimento via internet, videoconferências, etc. Todos esses recursos e sistemas fazem parte do cotidiano das empresas, utilizam a internet e dependem de uma rede de alta velocidade para o seu funcionamento, além de serem prioridade em relação a outros serviços.

Em um cenário com limitação do tráfego de internet e possível redução da velocidade, as empresas precisam priorizar os recursos relevantes ao negócio, evitando queda no desempenho desses sistemas e por consequência redução da produtividade.

Por exemplo, é possível que boa parte do tráfego esteja sendo consumindo por colaboradores assistindo vídeos ou ouvindo rádio na internet, enquanto sistemas prioritários sofram limitação e reduzam seu desempenho. Imagine ter sua velocidade reduzida de 20 Mbps para 2 Mbps em um escritório com 10 colaboradores. É necessário evitar esse tipo de situação na sua empresa.

Produtividade da equipe e educação dos colaboradores

Nesse contexto, a internet impacta de duas formas na produtividade da equipe, primeiro em relação ao desperdício de tempo na internet e segundo, no caso de redução da velocidade de internet, o impacto no desempenho das atividades, com sistemas mais lentos e por consequência redução na produtividade.

Portanto, é necessário educar os colaboradores quanto ao uso da internet, para que utilizem a rede de forma consciente, priorizando serviços relacionados às suas atividades corporativas e evitando download de arquivos pesados, acesso a sites de vídeos ou rádios ou outros serviços que consomem muito tráfego.

Menos competitividade e queda nos resultados

Sabemos que um dos principais fatores que contribuem na competitividade de uma empresa, é o uso estratégico e inteligente da tecnologia. Com internet mais lenta, sistemas com desempenho limitado, equipe desperdiçando tempo ou ociosa, com certeza os gestores verão uma queda na qualidade dos serviços ou produtos, com isso clientes ficarão cada vez menos satisfeitos e naturalmente os resultados da empresa irão ser prejudicados.

Usar a tecnologia de forma consciente consiste em otimizar e priorizar recursos, no caso da internet não é diferente. Portanto, você gestor de equipe ou de TI na sua empresa, não deixe de buscar continuamente evitar o desperdício de recursos e melhorar o uso de internet e da tecnologia.

Compartilhe conosco o que sua empresa faz ou pretende fazer para melhorar o uso da rede e evitar suspensão ou redução da velocidade da internet, no caso de essas restrições serem implementadas pelas operadoras e provedores.

Fundamentos da Governança de TI e sua importância para as empresas

Governança de TI consiste em um conjunto estruturado de estratégias, métodos, processos e atividades, tendo como propósito o alinhamento da TI com a gestão e objetivos do negócio. A Governança de TI é responsabilide dos diretores e gestores da empresa, onde estes devem se preocupar em como o impacto da tecnologia e sua entrega de valor para o negócio contribui para os resultados da empresa.

Atualmente a tecnologia está presente em todos os setores de uma empresa, servindo como base em todas operações e setores, ao mesmo tempo contribui na gestão, métricas e avaliação de desempenho, gestão financeira e planejamento estratégico do negócio, por isso é necessário uma visão ampla da TI em relação ao negócio.

Segundo o COBIT (Control Objectives for Information and related), um framework voltado para a Governança de TI e mantido pela ISACA, um instituto internacional formado por mais de 180 empresas de TI de todo o mundo, uma boa governança de TI deve seguir oito critérios de informação e requisitos para o negócio, vejamos cada em deles e o que representa.

Efetividade

Consiste na relevância e alinhamento das informações para os processos e objetivos da empresa. Essa informação deve ser entregue no tempo ideal, de maneira correta, consistente e de forma que possa ser utilizada da melhor forma.

Eficiência

Está relacionado com a entrega da informação através do melhor uso possível dos recursos, com menor custo financeiro e maior produtividade e rapidez.

Confidencialidade

Trata da importância de proteger as informações da empresa para evitar vazamentos e perda de dados. Boa parte dessas informações são confidenciais e podem constituir a inteligência e diferencial do negócio perante o mercado, por isso a importância em proteger e manter estes dados seguros.

Integridade

Podemos entender a integridade como a manutenção da confiança e autenticidade das informações, bem como sua legitimidade para o negócio.

Disponibilidade

Consiste em manter as informações disponíveis sempre que for exigido pelos gestores ou processamento em algum sistema ou método da empresa. Também está relacionado com a proteção dos dados para garantir que não estejam acessíveis a pessoas ou sistemas que não devem ter acesso a estes.

Conformidade

Condordância com as leis, normas , regulamentos e obrigações organizacionais relacionadas ao negócio e atividades da empresa.

Confiabilidade

Representa o nível de confiança e adequação das informações para interpretação e análise no auxílio em tomadas de decisão e definição de estratégias do negócio.

O Cubo do COBIT

O modelo representado na imagem mostra como os fundamentos devem se relacionar com os recursos de tecnologia utilizados e os processos e atividades realizados pelos profissionais na empresa.

CuboCOBIT

Os recursos utilizados se organizam em:

  • Aplicações
  • Informações
  • Infraestrutura
  • Pessoas

Os processos a serem implementados são:

  • Domínios
  • Processos
  • Atividades

Podemos perceber que atender todos esses conceitos de forma efetiva não é algo trivial e exige planejamento e investimento. Por isso é necessário que os diretores e responsáveis pela área de TI avaliem os objetivos do negócio para implementar a governança de acordo com esse cenário e as necessidades da empresa, dentro da sua disponibilidade de recursos.

Analisando cada um dos oito conceitos que uma boa Governança de TI exige, podemos entender claramente a importância da TI nas empresas e como o uso da tecnologia pode contribuir para o sucesso de um negócio. Também é possível estimar o quanto o mau uso da TI pode prejudicar e até comprometer um negócio, no caso de problemas e falhas em qualquer um dos conceitos.

É importante uma análise detalhada da Governança de TI na sua empresa, com o intuito de avaliar se os fundamentos de governança estão sendo atendidos e se a utilização da tecnologia está alinhada aos objetivos da sua empresa.

Este é o primeiro de uma sequencia de artigos sobre Governança de TI, veja no próximo artigo como definir os objetivos e estruturar uma boa governança de TI na sua empresa.

Causas da baixa produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho

Atualmente é muito comum ocorrer distrações e desperdício de tempo no ambiente de trabalho, mesmo com a necessidade que os profissionais e as equipes tem de aumentarem seu foco e produtividade. Essas pausas comprometem a produtividades e entrega de tarefas dos colaboradores e os resultados das empresas.

São muitas as formas de distração existentes, ao longo do dia os celulares geram notificações constantemente informando novidades e avisando que seu amigo está afim de conversa, novos e-mails chegam a todo instante, no computador você vai buscar alguma informação na internet e acaba navegando por outros sites que chamam sua atenção, como uma notícia dos últimos acontecimentos da economia ou da política ou promoções de produtos do seu interesse, nas redes sociais as atualizações constantes atraem e prendem a atenção por horas durante o dia, seus colegas conversam o tempo todo sobre assuntos diversos, etc. Enfim, o desperdício de tempo no ambiente de trabalho ocorre de inúmeras formas e é necessário que as empresas tomem providencias para atenuar esse problema.

Esse cenário exige que os gestores busquem uma solução, considerando que a produtividade das equipes é um fator de competitividade no mercado e está diretamente relacionado à qualidade dos serviços realizados pelos colaboradores. Vejamos as principais causas de distração e baixa produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho:

Redes sociais

Estima-se que 90% dos usuários de internet no Brasil possuem perfil em ao menos uma rede social e que 70% destes acessam as redes sociais no ambiente de trabalho. No computador ou no celular, os profissionais acessam constantemente seu perfil nas redes sociais, pesquisas apontam que o tempo gasto nas redes fica em torno de 30% do tempo de trabalho.

Conversas via celular e comunicadores instantâneos

As conversas através da troca de mensagens pelo Whatsapp, Skype, Facebook Messenger e outros, é econômica e prática, porém, compromete a concentração e a produtividade durante o trabalho. Se as atividades profissionais não dependem destas trocas de mensagens, é importante deixar seu celular desligado e haver restrições para evitar o exagero de conversar e o desperdício de tempo de trabalho.

Navegação na internet e e-mail pessoal

Basta uma conexão com a internet para que milhares de opções fiquem disponíveis, é comum os colaboradores acessarem o e-mail pessoal, ler notícias, visitar sites de esporte e entretenimento, pesquisar produtos e promoções, realizar compras, assistir vídeos, ouvir rádio, etc. Todas essas atividades tomam tempo e reduzem o tempo de trabalho e concentração nas atividades da empresa.

Conversas paralelas:

Esse é um problema recorrentes em ambientes corporativos, conversas entre colaboradores podem tomar o tempo que deveria estar sendo utilizado para produzir. Pequenas paradas e conversas com os colegas atrapalham a concentração de todos os que estão próximos.

Pausas

Sabemos que as pausas entre as horas de trabalho podem (e devem) ser realizadas, pois ajudam o trabalhador a relaxar e melhorar a sua concentração, porém, há quem abuse destes momentos, e até utilize disto como uma desculpa para a procrastinação. Portanto, é importante controlar gastos nestas atividades durante o dia e analisar se é possível reduzir essas pausas durante o tempo de trabalho.

Barulho no ambiente de trabalho

Em um ambiente corporativo a convivência com outras pessoas é imprescindível. É inegável que está convivência às vezes se torna difícil, afinal são várias pessoas com culturas, hábitos e educação diferentes. Falar muito alto, fazer muitos barulhos, som alto (mesmo que seja no seu fone de ouvido) podem irritar e atrapalhar o seu colega ao lado. É importante orientar a postura dos colaboradores dentro da empresa para manter um ambiente saudável e produtivo.

Bem, podemos perceber que existem inúmeras causas de distrações que reduzem a produtividade dos colaboradores. Esse é um problema de responsabilidade dos gestores, que devem agir para reduzir o desperdício de tempo. Em primeiro lugar, é necessário a empresa orientar e treinar os profissionais em relação ao comportamento ideal no ambiente de trabalho e como a empresa espera que ele se comporte, criando limites e punições caso as orientações não sejam seguidas.

Boa parte das causas de distrações está relacionada ao uso da tecnologia, para isso é importante a empresa criar um manual de ética e boas práticas no uso da internet, além disso, é importante utilizar algum serviço para controlar e monitorar o uso da Internet, o Lumiun é uma excelente alternativa para isso. Criando regras e filtros do que pode ou não pode ser acessado é possível reduzir a maioria do desperdício de tempo na internet. É sugerido flexibilidade e bom senso quanto a esse controle, podendo haver horários em que alguns recursos possam ser acessados. Também é fundamental monitorar os acessos, para saber o que os colaboradores estão acessando, pois muitas vezes podem ocorrer exageros que precisam ser barrados e punidos.

Sem dúvida, tornar a equipe mais produtiva é um desafio complexo, mas é fundamental buscar alternativas para que a empresa se torne mais competitiva. Mas com ações de conscientização e a utilização de ferramentas que limitem as distrações, é possível tornar a equipe mais produtiva.

No artigo como aumentar a produtividade das equipes através da gestão, falamos de ações práticas a serem implementadas que irão contribuir na produtividade e reduzir o desperdício de tempo dos colaboradores.

Vantagens e desvantagens de bloquear o acesso às redes sociais nas empresas

Controlar ou não controlar o acesso dos colaboradores às redes sociais? Essa dúvida afeta boa parte dos empresários, gerentes e gestores de equipe atualmente. No Japão, onde as pessoas são hiper conectadas, apenas 25% das empresas se preocupam com o que seus colaboradores acessam na Internet durante o trabalho. Já no Brasil, pesquisas apontam que a média de empresas que tomam medidas para coibir ou regulamentar o uso de redes sociais no trabalho é de 70%.

Existem vantagens e desvantagens no controle de acesso a Internet durante o período de trabalho nas empresas. Listamos a seguir alguns prós e contras, o que pode ajudar você a decidir qual será a política de uso da Internet na sua empresa. Por fim, apontamos algumas medidas que podem ser adotadas para que colaboradores e gestores fiquem satisfeitos e sua equipe e a empresa mantenha-se produtiva.

Vantagens em bloquear o acesso às redes sociais nas empresas

Mais foco no trabalho

Com o bloqueio do acesso a redes como Facebook, Twitter e comunicadores instantâneos como WhatsApp e Skype, irá ocorrer um aumento considerável no foco dos colaboradores nas atividades que são realmente importantes para a empresa. É uma realidade nas empresas o desperdício de tempo e atenção gerado a partir do acesso às redes sociais, pesquisas apontam que o tempo gasto nas redes sociais pode chegar  a 30% do tempo de trabalho.

Aumento de produtividade e qualidade nas tarefas

Naturalmente, com maior foco nas atividades da empresa, os colaboradores e equipes aumentarão a produtividade. Sem o acesso às redes sociais temos mais tempo dedicado nas tarefas da empresas, maior atenção e mais concentração no trabalho. Esses pontos também podem contribuir para maior qualidade nas tarefas realizadas e nos resultados, já que não ocorre interrupções ou distrações durante a execução do trabalho.

Melhor desempenho da Internet

Além de atrair a atenção das pessoas, as redes sociais também consomem boa parte dos recursos de Internet. Neste ponto podemos destacar o Youtube e o próprio Facebook, pois o carregamento de vídeos é pesado e consome recursos preciosos da rede. Todas as redes sociais consomem bastante os recursos da rede, com muito conteúdo, imagens, vídeos e atualizações constantes em tempo real.

Um dos principais fatores no desempenho, é que a Internet lenta pode comprometer o funcionamento de programas e serviços usados pela Empresa. Com o bloqueio de acesso, é possível garantir o melhor funcionamento desses programas.

Menos riscos de segurança

As redes sociais também estão cheias de links maliciosos que podem levar o usuário a instalar involuntariamente vírus, spywares e malwares nos equipamentos e na rede de computadores da empresa, o que pode ocasionar lentidão, mal funcionamento dos equipamentos ou vazamento de dados. Com os computadores expostos a vírus, também pode acontecer a perda de arquivos importantes da empresa que não tenham passado por backup.

Redução de custos com equipe

Com os colaboradores mais focados e produtivos, naturalmente sua equipe irá entregar tarefas mais rapidamente. Com isso é possível aumentar a quantidade de tarefas executadas pela equipe ou até mesmo a redução da equipe.

Pra dimensionar os custos com o acesso as redes sociais, podemos fazer um cálculo simples: considerando um tempo gasto de 20% do trabalho com redes sociais, em uma equipe de 10 pessoas com salário médio de R$ 1.000,00, o custo mensal chega a R$ 2.000,00, valor correspondente a 2 colaboradores.

Faça uma simulação do custo do tempo desperdiçado na sua equipe com o mau uso da internet.

Desvantagens do bloqueio de acesso às Redes Sociais no trabalho

Menor criatividade

As redes sociais também podem ajudar. No caso de colaboradores que trabalham com criatividade, o uso das redes pode auxiliar na criação, bem como aos que precisam estar informados sobre os últimos acontecimentos.

Agilidade nas busca de informações

Através das redes sociais também é possível realizar determinadas buscas de forma mais rápida que em mecanismos de busca convencionais, facilitando assim acesso e fluxo de informações.

Aumento de custos com comunicação

A utilização de sites como Facebook e comunicadores instantâneos como WhatsApp e Skype, pode reduzir custos operacionais, como ligações de longa distância, já que é possível contatar pessoas em qualquer lugar sem a necessidade de uso do telefone, por exemplo.

O que fazer?

Independente da escolha, o mais importante é uma manter uma política de utilização da internet clara e a conscientização dos colaboradores em relação ao que pode ser acessado no ambiente de trabalho.

É necessário entender que para definir a política de acesso a internet é importante considerar o perfil da sua empresa e dos seus colaboradores. Não é recomendado definir regras extremas, como manter todo acesso bloqueado, a melhor opção é liberar ou bloquear o acesso parcialmente, podendo ser por horários ou por tipo de sites e conteúdos. Por exemplo liberar as redes sociais no início e final de cada turno de trabalho por 15 minutos.

Para a maioria das empresas, o controle parcial tem sido a solução. é possível implementar esse controle de várias formas: bloquear apenas o uso de sites que utilizem muitos recursos da rede, como o Youtube; liberar o acesso em determinados horários, como no início e final do expediente ou em intervalos; ou bloquear o acesso individualmente ou por grupos de usuários. Neste último, é possível liberar o uso a setores que realmente precisam e bloquear o uso àqueles que não necessitam do acesso às redes devido à natureza das suas atividades.

Havendo dúvidas sobre qual a melhor política para a sua empresa, uma boa alternativa é buscar referências de empresas que fazem o gerenciamento do acesso a internet, para conhecer quais as regras utilizadas e os resultados obtidos. Também é recomendado buscar conhecer alternativas e serviços de controle de acesso a internet, conhecendo as características de cada solução, avaliando se atendem de forma satisfatória as necessidades da sua empresa.

Esperamos que o texto possa auxiliar na definição da política de acesso à internet na sua empresa! Se você já tem implementado o gerenciamento de acesso, compartilhe sua experiência nos comentários.

Qual o custo do mau uso da internet para as empresas?

Atualmente a internet é fundamental e faz parte dos negócios e atividades de grande maioria das empresas. Nesse contexto, boa parte dos colaboradores desempenham suas atividades diárias em computadores e conectados à internet, isso pode tornar as equipes produtivas mas ao mesmo tempo pode levar ao desperdício de tempo e de recursos, devido a grande quantidade de atrativos que a internet oferece, como redes sociais, sites de entretenimento, jogos, e-mail pessoal, comunicadores instantâneos e tantos outros.

Pesquisas mostram que os profissionais gastam em média 30% do tempo em atividades não relacionadas ao trabalho, ficando até 2 horas diárias conectados na internet realizando atividades pessoais. Esse cenário evidencia a necessidade de estabelecer políticas de uso da internet e implementar controles e regras de navegação, para garantir o foco no trabalho e evitar distrações e desperdício de tempo dos colaboradores.

Em empresas onde não há políticas e controle de navegação, o custo com o mau uso da rede pode ser elevado. Pois esse mau uso pode levar ao desperdício de tempo dos colaboradores, execução de tarefas sem foco e com baixa qualidade, problemas de segurança como perda de dados e instalação de vírus nos computadores, equipamentos ociosos e manutenção constante, internet lenta e baixo desempenho de equipamentos, entre outros. Vejamos de forma mais detalhada os custos com o desperdício de tempo:

Desperdício de tempo e distração dos colaboradores

Sabemos que é comum os profissionais acessarem as redes sociais e o e-mail pessoal no trabalho, inclusive essas atividades podem ser saudáveis se realizadas com bom senso e responsabilidade, mas infelizmente isso não ocorre na maioria dos casos.

Em empresas sem restrições quanto ao uso da internet, é possível que seus colaboradores fiquem horas na internet em atividades sem relação com o trabalho. Outro fator que contribui com esse desperdício é o uso do celular em ligações e conversas, além disso as distrações também podem ocorrer por conversar com colegas, lanches e tantas outras situações, inclusive distrações naturais para descanso e relaxamento.

Pode ser complexo mensurar o custo real do desperdício de tempo dos colaboradores, mas é importante estimar isso em custos para se ter noção do impacto financeiro que esse desperdício causa para a empresa. Para exemplificar, vamos considerar um empresa com 20 colaboradores, onde o desperdício de tempo na internet seja de 15% do tempo de trabalho, ou seja, 72 minutos por dia:

  • Número de colaboradores: 20
  • Horas trabalhadas por dia: 8
  • Custo médio mensal por colaborador: R$ 2.000,00
  • Dias trabalhados ao mês: 20
  • Custo total com colaboradores: R$ 40.000,00
  • Custo médio da hora de um colaborador: R$ 12,50
  • Desperdício diário por colaborador: R$ 15,00
  • Desperdício mensal por colaborador: R$ 300,00
  • Total de horas de trabalho desperdiçadas: 480
  • Desperdício mensal por mau uso da internet: R$ 6.000,00

O resultado desse cálculo costuma surpreender os gestores, mas o cálculo mostra que no cenário que utilizamos, o desperdício de tempo representa um custo mensal de R$ 6.000,00. Contudo, ainda podemos considerar a taxa de 15% conservadora, considerando dados de pesquisas que mostram que essa taxa pode chegar a 30% em média nas empresas. Além disso, na análise estamos considerando somente o volume de horas improdutivas, sem levar em conta a possibilidade de tarefas entregues com pouca qualidade pela equipe, o que pode comprometer a relação com clientes e o mercado.

Para fazer o cálculo de quanto pode custar o mau uso da internet na sua empresa, utilize essa ferramenta de cálculo de desperdício de tempo nas empresas.

Outros fatores que também devem ser analisados como oriundos do uso indevido da internet, são os problemas de segurança, como instalação de vírus em equipamentos, que geram custos de manutenção e levam a ociosidade de recursos.

Com base nessa análise de custos, é possível concluir que o mau uso da internet pode ser extremamente prejudicial para as empresa e que é fundamental os gestores implementarem políticas de utilização da rede e recursos de tecnologia. Principalmente considerando que no cenário competitivo atual, a eficiência na gestão das equipes pode se tornar um diferencial em relação ao mercado e concorrentes.

Para implementar uma política de controle de navegação, o primeiro passo é orientar os colaboradores, através de um manual de ética e bom uso da internet. Também é importante utilizar serviços que permitam bloquear o acesso a sites indesejados, veja nesse artigo o que deve ser considerado na definição de regras de acesso a internet na sua empresa. Essas regras de acesso devem ser elaboradas de acordo com o perfil de atividade dos colaboradores e da empresa, onde o recomendado é utilizar bom senso, podendo haver horários onde o acesso às redes sociais e e-mail pessoal, por exemplo, seja liberado e restrito em outros horários.

Compartilhe conosco suas experiências quanto ao mau uso da rede na sua empresa, quais as políticas usadas nas empresa onde trabalhou e quais os resultados obtidos.

3 métodos para avaliar o desempenho dos colaboradores

Por melhores que sejam os colaboradores, um gestor deve sempre buscar o aumento da produtividade e melhoria nos resultados. Um dos principais métodos de auxiliar profissionais a crescer é através de avaliação de desempenho, pois nos permite identificar competências e comportamentos que merecem ser aprimorados, além de qualidades com potencial de ser reforçadas.

Independente dos métodos ou ferramentas utilizadas para a avaliação de desempenho, a motivação e ponto de partida deve ser a definição de objetivos claros, que possam ser mensurados de forma simples e assertiva. Por exemplo, emitir todas as notas fiscais até o primeiro dia útil do mês e fechar o relatório de custos dos produtos no primeiro dia útil do mês seguinte, quanto mais prático e direto forem os objetivos, melhor será a avaliação.

Com base na análise de quando, como e de que formas as tarefas são realizadas e as metas foram cumpridas que a avaliação de desempenho deve ser realizada. Veja quais são os métodos mais utilizados atualmente e como eles funcionam:

Avaliação pelo superior

Método mais comum e simples. Como o próprio nome diz, quem faz a avaliação é apenas o chefe e ninguém mais.

Vantagem

O fato de haver apenas um avaliador permite que haja uniformidade entre os critérios usados na avaliação.

Desvantagem

O colaborador pode ser prejudicado caso a relação da dupla não seja boa ou o avaliador tenha uma percepção equivocada do desempenho de seu colaborador.

Auto avaliação

Essa técnica é dividida em duas etapas. Primeiro, o colaborador reflete sobre o próprio desempenho. Em seguida, ele e seu superior discutem sobre os pontos de vista do avaliado.

Vantagem

Propõem uma auto reflexão, exercício que nos permite pensar sobre nossa performance e identificar tanto habilidades que precisam ser melhoradas como tarefas que estão sendo bem desempenhadas e não tínhamos percebido antes da avaliação.

Desvantagem

Os resultados podem ser influenciados pelos pontos de vista e interesse individuais do avaliado, o que dificulta o diálogo com o superior.

Avaliação 360°

É o método mais completo. Todos os colaboradores, independentemente da sua posição hierárquica ou cargo, são avaliadores e avaliados simultaneamente. Para garantir a validade do método, é necessário manter o anonimato dos envolvidos.

Vantagem

Os colaboradores tem a oportunidade de avaliar livremente o desempenho de seus superiores, o que torna o processo muito rico porque toda a equipe tem a chance de melhorar sua performance, inclusive os gestores.

Desvantagem

Este processo requer um nível de maturidade profissional elevado, sobretudo dos chefes e gestores, que devem estar abertos a receber críticas.

Conclusão

Na avaliação de desempenho, pouco importa o método escolhido, mas sim a coerências com os objetivos definidos inicialmente. Como resultado, deve ser elaborado uma lista de ações que os colaboradores e a equipe devem praticar para mudar determinado comportamento. Para que esse processo se torne mais efetivo, a realização das tarefas propostas deve ser monitorada pelos gestores e considerada nas avaliações futuras.

Se você ainda não usa nenhum método para avaliar sua equipe, escolha um dos métodos existentes, pesquise e busque mais informações sobre este método ou contrate um serviço especializado. Não deixe de implementar a avaliação de desempenho na sua empresa, pois equipes e profissionais necessitam ser constantemente avaliados e desafiados a buscarem novos resultados para se manterem motivados e produtivos.

Colaboradores desperdiçam cerca de duas horas/dia no trabalho, mostra pesquisa

Atualmente, a preocupação dos empresários e gestores vai muito além do controle financeiro e vendas, para se manter competitivo e a frente da concorrência, os pontos mais relevantes para as empresas tem se tornado a eficiência, produtividade e entrega de resultados da equipe.

Nesse cenário, um dos principais problemas dos gestores de equipes é a queda excessiva da eficiência e produtividade! E essa preocupação parece justificada se tomarmos como base estudo elaborado pelo portal norte-americano, Salary.com, envolvendo mais de 10 mil colaboradores nos Estados Unidos. Veja alguns pontos de destaque da pesquisa:

Mais tempo do que se imagina

Diante da realidade do mundo atual, em que se passa a maior parte do tempo no trabalho, dedicar parte do dia a atividades pessoais é comum e não surpreende nem mesmo os empregadores, que estimavam que seus colaboradores ocupem 1 hora/dia em atividades não relacionadas ao trabalho.

Já os gerentes de Recursos Humanos, talvez por estarem mais próximos dos colaboradores, são mais pessimistas, estimando que os colaboradores gastem 90 minutos/dia em média em atividades pessoais. O problema é que o tempo desperdiçado é o dobro do que imaginam os empresários. Segundo o levantamento, em uma jornada de trabalho de oito horas, os colaboradores gastam em média 2 horas/dia com atividades pessoais, sem considerar horário de almoço e intervalos.

Internet é maior vilã!

O uso ineficiente do tempo pelos colaboradores durante o tempo de trabalho custa às empresas norte-americanas o equivalente a US$ 759 bilhões por ano. Portanto, se torna uma necessidade das empresas adotar medidas no sentido de diminuir essa ociosidade, principalmente em relação ao uso indevido da Internet.

Como podemos imaginar, a Internet é a maior causa do desperdício de tempo dos colaboradores, pois foi a atividade indicada por 44,7% dos entrevistados. O uso pessoal da web custaria, algo como US$ 330 bilhões por ano para as empresas.

Outros fatores também contribuem para o desperdício de tempo durante o trabalho. A segunda atividade mais citada como sendo a que consome mais tempo durante o trabalho, é a socialização com outros colegas de trabalho, que foi citada por 23,4% dos entrevistados. Em seguida temos: condução de finanças e negócios pessoais (6,8%), procura por outro emprego (1,3%) e o planejamento de atividades pessoais (1%).

Jovens desperdiçam mais tempo

Quando perguntados sobre o porquê do desperdício de tempo durante o trabalho, 33,2%, a maioria, afirmam que estavam ociosos. Pouco menos de um quarto dos entrevistados (23,4%) alegou que ganha pouco para as atividades desempenhadas, 14,7% alegaram que são distraídos por outros colegas e 12% afirmaram que não têm tempo para resolver questões pessoais.

Um dado interessante é que a idade parece influenciar no tempo desperdiçado. Segundo a pesquisa, os colaboradores com mais de 50 anos perdem apenas 30 minutos por dia de trabalho; enquanto os que possuem de 35 a 50 anos gastam 72 minutos/dia; que que tem idade entre 25 a 35 anos gastam 96 minutos/dia; e os com colaboradores com menos de 25 anos 2 horas/dia em média.

Sendo a Internet a maior vilã em termos de desperdício de tempo, nada mais natural que os colaboradores mais velhos, e, menos habituados ao seu uso, sejam os que menos tempo perdem durante o dia com atividades pessoais.

Na sua empresa ou equipe, quanto você estima que seja o desperdício de tempo dos colaboradores e o que você tem feito para reduzir esse desperdício? Compartilhe sua experiência conosco pelos comentários!